Traumatologia e Ortopedia
Discussão de casos, questões e dúvidas em tratamentos, com dicas de prova para o TEOT.

 

 
Search

 Tuberculose 
Tuberculose
Mal de Pott ...

tuberculose extra-pulmonar: mais comum em < 5 anos e imunodeprimidos
infecção primária: geralmente foco pulmonar
Biópsia: inflamação granulomatosa com ou sem isolamento do agente
Diagnóstico

Deve-se sempre considerar HIV
Cultura: demorada para dar resultado PPD: pouco valor no Brasil
Apresentações na infância
Dactilite tuberculosa ou spina ventosa

< 5 anos
Pode acometer vários dedos
MTC, MTT e falanges Maioria negra
Pouca dor
Edema Encurtamento e contraturas
RX: rarefação cística
Diferencial: encondroma solitário, encondromatose múltipla, dactilite sifilítica
Coluna - moléstia de Pott
50% das tuberculoses osteoarticulares
Foco primário via hematogênica corpo vertebral no osso subcondral
disseminação pelo resto do corpo e corpos adjacentes pelo descolamento do ligamento longitudinal anterior ou mesmo do posterior
mais freqüentemente na coluna torácica baixa e lombar alta

L1 é a mais comum T10 é a mais associada a déficit
Diferencial com outras infecções
Inicialmente poupa o disco
discos são envolvidos quando dois corpos vertebrais adjacentes são afetados
formação de abscesso paravertebral é característico
Desenvolvimento de calcificação no absesso é praticamente diagnóstico
RX:
Primeiro sinal: osteopenia do osso subcondral
Destruição do corpo vertebral com encunhamento
Espaço discal pode ficar preservado, apesar do comprometimento da vértebra adjacente
RNM: diagnóstico precoce
Diagnóstico: exame anatomopatológico e cultura
Tratamento
Fase ativa: quimioterapia específica
6 meses
Esquema tríplice nos 2 primeiros (pirazinamida, isoniazida e rifampicina)
Duplo nos demais (isoniazida e rifampicina)
Cirúrgico: não resposta ao tratamento medicamentoso
Desbridamento deve ser feito por via anterior
Se acometimento de > 2 discos: pode ser necessário via anterior e posterior
indicações

déficit neurológico progressivo
instabilidade da coluna falha no tratamento clínico
tratamento da cifose
Comprometimento neurológico
Fase ativa: lesão neurológica geralmente por compressão por abcesso
Tratamento deve ser conservador com quimioterapia e repouso
Se sem melhora em 1 ou 2 meses: descompressão e estabilização
Fase de sequela: descompressão anterior e estabilização por enxerto
Paralisia de Pott – Campbell
Desenvolvimento de déficit neurológico – indicação forte para tratamento cirúrgico
Seddon: 70-95% dos doentes com paralisia de Pott recuperam
Prognóstico pior com comprometimento vascular, penetração da dura por infecção e transecção da medula por espícula óssea
Se paralisia > 6 meses, baixa chance de melhora
Classificação de Hodgson

Grupo A: paraplegia com doença ativa
.1: pressão externa na medula
.2: penetração da dura pela infecção Grupo B: paraplegia da doença curada
.1: transecção da medula por espícula óssea
.2: constricção da medula por tecido fibroso
Articulações

joelho e quadris diferencial com artrites crônicas é difícil
proliferação sinovial, osteopenia, formação de pannus e erosão do osso subcondral
achatamento do espaço articular e erosão subcondral cística
pode ser difícil de diferenciar de sinovite pigmentar vilonodular ou ARJ
Osteomielite
instalação menos aguda e com sintomas menos graves

epífise e metáfises rara em diáfises
pode formar abscessos frios (abscessos sem sinais inflamatórios)
lesões geralmente metafisárias mas podem ocorrer nas epífises
placa fisária tem menos função de barreira do que nas infecções piogênicas
Discite
Circulação do disco vem do corpo vertebral adjacente
Criança pequena: vasos atravessam a placa vertebral e entram no ânulo chance maior de discite
Aos 8 anos: vasos desaparecem chance maior de osteomielite
Discite na criança: infecção espinal mais comum da criança e de prognóstico bom
Tipos de apresentação clínica
< 3 anos, com dificuldade para deambular
Criança deambula com o tronco para frente e mãos nas coxas para suporte
7-15 anos: dor abdominal, redução do apetite

Dor pode irradiar anteriormente Sinais físicos abdominais são ausentes
Dor lombar: apresentação clássica

Perda da lordose normal
Dor à percussão O início pode ser rápido ou insidioso
Febre geralmente é baixa ou ausente
RX: normal nos primeiros dias
Erosão da placa terminal vertebral
Com a evolução: pinçamento do disco
Casos mais graves: comprometimento do osso subcondral das vértebras adjacentes
Cintilografia: permite diagnóstico precoce
TC é bom para delimitar as alterações anatômicas nos corpos vertebrais
VHS geralmente > 40 mm
Punção ou biópsia: podem ter alta morbidade mas é sempre feito no IOT
doença geralmente é benigna e pode ser tratada nas crianças sem punção
punção deve ser feita se falha na resposta ao tratamento conservador
diagnóstico diferencial
Tratamento: inicialmente conservador
Internação, repouso, internação
Antibioticoterapia EV para S. aureus por 3 semanas
Observar sinais neurológicos que podem indicar um abscesso epidural
Suspensão com melhora dos sintomas e normalização do VHS
Diagnóstico diferencial
Tumor/infecção: não é difícil pelo RX
No granuloma eosinofílico há colapso do corpo vertebral com preservação do espaço discal
Discite no adulto: geralmente iatrogênica e mais grave
Cintilografia é menos importante por interefência do procedimento feito na coluna
RNM é o exame de escolha
Tratamento
Conservador: antibioticoterapia por 6 meses a 1 ano


Para baixar os arquivos de aulas e vídeos e ver as imagens explicativas, acesse os adicionais, clicando aqui.
Author: Dublê
Date: 24/2/2020, 09:57
Tipo do Texto: Conceito básico
Category: Área básica
Veja os adicionais: 1 - Escreva um comentário
Views: 2359

Jump to:   


 

A página foi atualizada para www.TraumatologiaeOrtopedia.com.br => plataforma mais moderna, com mais interação. Todos os artigos e arquivos foram renovados. Os usuários agora podem:
- Atualizar os artigos;
- Promover seus consultórios;
- Criar grupos privados para sua residência ou liga de medicina;
- Treinar com questões e avaliar sua performance;
- E muito mais, confira, participe e contribua.
Espero que continuem curtindo, do autor: Ortopedista Especialista em Joelho Dr. Márcio Silveira

 

Mapa do Site    FAQ    Crie um site como este

Copyright © 2012 - 2020 TraumatologiaeOrtopedia.com | Desenvolvido em phpBB

Search: