Traumatologia e Ortopedia
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 LUXAÇÃO CONGÊNITA DO JOELHO 
LUXAÇÃO CONGÊNITA DO JOELHO
E SUBLUXAÇÃO ...

I – GENERALIDADES:
Deformidade rara em que a tíbia está deslocada anteriormente em relação ao fêmur, provavelmente relacionada com a posição em hiperextensão do joelho in útero( apresentação pélvica) O fator hereditário está relacionado quando associado á sindrome de Larsen( luxações congênitas do quadril, joelho, cotovelo, pés, tornozelo, fascies característica). Mais comumente associada com LCQ, seguido das deformidades congênitas do pé e luxações do cotovelo.
II – CLASSIFICAÇÃO (Leveuf e Pais) :
- Grau I: a luxação anterior é mínima, o joelho pode ser fletido até 45 á 60º e ao liberar a força de flexão ele salta p/ 10 á 20º de hiperextensão
- Grau II: luxação moderada c/ algum contato entre a tíbia e o fêmur, o joelho encontra-se em hiperextensão de 20 á 40º e pode ser fletido até á posição neutra .
- Grau III: luxação anterior completa, perda de contato total entre a tíbia proximal e o fêmur distal

III – QUADRO CLÍNICO:
- Deslocamento anterior da tíbia proximal em relação ao fêmur distal, podendo associar-se á vários graus de genovalgo ou subluxação lateral do joelho.
- Proeminência dos côndilos femorais na região poplítea
- No Grau III os tendões da pata de ganso estão anteriorisados agindo como extensores do joelho
- O tendão patelar e o músculo quadríceps estão encurtados e podem estar aderidos á bursa supra patelar fibrosada. Patela pode estar hipoplásica
- Portanto o aspecto ao nascimento é de joelhos em hiperextensão grave e quadril em hiperflexão com pododáctilos tocando na parede torácica anterior ou mandíbula
IV – EXAMES COMPLEMENTARES :
- Nesta deformidade os centros de ossificação do fêmur distal e tíbia proximal estão atrasados podendo ser difícil determinar se há ou não deslocamento pelo rx diferenciando-o do geno recurvatum (o joelho esta em hiperextensão, mas não está luxado). Para estas situações usamos o USG(anterior, lateral e poplítea) que mostra o relacionamento cartilaginoso entre os ossos.
- A RNM esta indicada p/ avaliar partes moles(ligamentos, meniscos, cartilagem articular,etc)
V – TRATAMENTO:
- Grau I: manipulação passiva progressiva com manutenção em gesso.Ao atingir 90º de flexão muda-se p/ o aparelho de Pavlik( manter dinamicamente a flexão obtida) durante 03 á 04 meses.
- Grau II: tenta-se o tratamento manipulativo e se não houver resultados( o USG confirma a redução da subluxação) alonga-se o quadríceps p/ facilitar a redução do joelho.
- Grau III: necessita de uma redução aberta com liberação das estruturas contraturadas, alongamento do quadríceps, reconstruçã do lca( semitendinoso). A subluxação ou luxação do joelho não tratada gera instabilidade, dor, artrite degenerativa, necessitando futuramente(adulto) de prótese .
JOELHO RECURVADO
I – GENERALIDADES:
 No bebê de 03 á 04 meses é normal a flexão do joelho em 10 á 20º . Caso tenha nascido em apresentação pélvica os joelhos podem estar hiperextendidos(20º)
 Observe que no geno recurvatum a superfície articular proximal da tíbia mantem contato c/ a superfície articular do fêmur distal( diferenciando-o da luxação congênita do joelho
 Não se indica nenhum tratamento para esta deformidade, pois á medida que a criança cresce os ligamentos tensionam-se estabilizando o joelho.

DEFORMIDADES CONGÊNITAS DA PATELA
I – LUXAÇÃO CONGÊNITA :
=> Deformidade rara em que a patela está hipoplásica e deslocada lateralmente ao côndilo femoral lateral. A luxação é fixa, não podendo ser reduzida mesmo com a extensão passiva do joelho.
=> Patologicamente apresenta contratura dos tecidos moles patelares laterais, mau alinhamento e contratura do quadríceps, displasia troclear e hipoplasia da patela.
=> Ela pode ser isolada ou estar associada á anomalias genéticas como a Síndrome de Larsen
=> Ao nascer o bebê apresenta deformidade em flexão do joelho com rotação lateral da tíbia com genovalgo em graus variáveis.
=> Como a patela ossifica-se dos 03 aos 04 anos fica difícil evidenciá- la na radiografia, portanto o USG é uma boa escolha.
=> O tratamento é cirúrgico e deve ser feito entre 06 á 12 meses de idade(antes do desnvolvimento das deformidades ósseas). O realinhamento é feito mediante secção do retináculo patelar lateral, imbricamento da cápsula medial, transferência do semitendinoso p/ patela( Técnica de Galeazzi Dewar)e hemissecção do tendão patelar com transferência para medial.

II – PATELA BIPARTIDA:
=> São situações em que a patela origina-se de 02 centros de ossificação que não se fundem. O centro acessório( 08 aos 12 anos) esta unido ao principal mediante tecido fibrocartilaginoso.
=> As principais localizações do centro acessório são: pólo supero-lateral(75%), lateral(20%), pólo inferior(5%). O quadro é comumente bilateral e possui uma incidência de 0,4% na população.

=> Um trauma local pode separar o centro acessório causando dor . Nas radiografias a patela apresenta a forma de meia lua. Ao exame físico pode haver uma proeminência supero lateral .
=> O tratamento p/ os casos dolorosos é aparelho gessado acima do joelho por 03 á 04 semanas em extensão. Apenas em casos crônicos dolorosos esta indicada a ressecção do ossículo acessório.
III – AUSÊNCIA DA PATELA:
=> Deformidade muito rara e bilateral associada á outras mal formações como PTC e LCQ
=> Ao exame físico a face anterior do joelho está achatada principalmente quando em flexão Se o quadríceps estiver intacto não há déficit funcional
=> O tratamento só esta indicado se houver déficit funcional do quadríceps podendo ser feita transferência anterior dos músculos da pata de ganso.


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Author: Dublê
Date: 24/2/2020, 10:41
Tipo do Texto: Deformidades congênitas
Category: Pediátrica
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