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 Fratura transtrocanteriana 
Fratura transtrocanteriana
intertrocantérica ...

Fratura intertrocanteriana

Definição

Perda da arquitetura óssea habitual da região proximal do fêmur levando a um quadro de impotência funcional e dor.


Epidemiologia

Incidência em idosos nos EUA ♀ 63/100.000 e ♂ 34/100.000, aumenta com a progressão da idade.
Pacientes biologicamente mais velhos em comparação as fraturas do colo, com mais comorbidades. Maior prevalência de fraturas relacionadas à osteoporose (fx vertebrais anteriores, úmero proximal, radio distal).
Fatores de risco como visão deficiente, força muscular reduzida, PA variável, diminuição dos reflexos, doenças vasculares.

História e mecanismo de trauma

Adultos jovens  trauma de alta energia.
Idosos  90% das fraturas resultam de queda da própria altura (Hélio gosta queda ao solo)
Solicitação mecânica cíclica  fratura estresse
Sem história de trauma  fratura patológica

Quadro clínico

Sinais e sintomas  fratura desviadas dor e impotência funcional, fratura impactada pode deambular.

Exame físico

Fratura desviada  encurtamento e rotação externa maiores que na Fx colo
Dor a palpação do trocanter maior.
Avaliar lesões neurovasculares principalmente em trauma de alta energia e em pacientes com comorbidades que exijam cuidados especiais.



Radiografias  AP da pelve e do quadril e lateral do quadril. Perfil ajuda a avaliar a cominuição posterior. AP com RI de 10 a 15° possibilita o AP verdadeiro do fêmur proximal.
Cintilografia óssea  suspeita de fratura sem confirmação radiográfica, pode levar dois a três dias para positivar em idosos.
Ressonância magnética  suspeita sem confirmação radiográfica, pode revelar a presença de fratura nas primeiras 24 horas.


Classificação

Evans  baseado na estabilidade e na possibilidade de conseguir reduções estáveis, com a reconstituição da cortical posterior, classificou em dois tipos instáveis e estáveis. Traço reverso inerentemente instável.
OTA  31 A extra-articular ou região intertrocanteriana. Dividida com base no traço de fratura e grau de cominuição. A1 típica linha obliqua, 2 partes. A2 cominuída com fragmento póstero-medial, se tornam instáveis na dependência do tamanho do fragmento medial. A3 traço inverso.
Tronzo  tipo I completa sem desvio. Tipo II completa com desvio, podendo o trocânter menor estar íntegro ou não, sem cominuição da parede póstero-medial. Tipo III completa com desvio, acometendo a parede póstero-medial, com medialização do fragmento distal e o esporão do calcar dentro do canal medular. III B fratura tipo III + fratura do trocânter maior. Tipo IV completa com desvio acometendo a parede póstero-medial com diáfise lateralizada e o esporão fora do canal medular. Tipo V fratura com traço invertido, acometendo a cortical lateral.


Diagnóstico diferencial

Não é mencionado no Rockwood.
Sinovite, contusão, fratura do colo, lesão muscular. (Rivaswood)

Tratamento

Clínico  repouso no leito e tração por 10 a 12 semanas. Seguido de reabilitação. Complicações como úlcera de decúbito, infecções, contraturas articulares, deformidade em varo e encurtamento. Hoje reservado a pacientes com contra indicação clínica e para pacientes que não deambulam.
Cirúrgico  parafuso deslizante de quadril quando o paciente estiver clinicamente compensado para operar. Associado a dispositivos intra ou extra-medular.
Comentários validos tirados do livro  haste flexível complicações como deformidade rotacional, fratura supra, migração proximal, dores e rigidez de joelho. Dispositivo intramedular melhor transferência de cargas, menos tempo e dissecção de partes moles, deambulação mais precoce, menor perda de sangue, embora seja controverso pois também ocorre maior risco de fratura da diáfise na ponta da haste e no local dos bloqueios. No método preferido esta indicado para fraturas com prolongamento subtrocantérico. Pacientes jovens com fragmento medial não devem estar sob tração pois o Iliopsoas pode atrapalhar a redução e a fixação desse fragmento. No DHS soltar a tração antes de fixar a placa para obter melhor contato ósseo.
Métodos de redução não mais usados:

Osteotomia de medialização  Dimon – Hughston para suporte cortical medial.
Osteotomia valgizante  Sarmiento para suporte cortical medial.
Osteotomia de deslocamento lateral  Wayne County para obter superposição da cortical medial.

Redução indireta com auxilio de escopia:

Tração longitudinal cuidadosa rodando externamente e depois internamente. Membro normal fletido abduzido e rodado externo. Varo pode ser corrigido com tração e abdução. Arqueamento posterior corrigido com muleta, gancho ósseo ou elevador periosteal. Fio guia no centro do colo e da cabeça com distancia ponta ápice < 27mm.

Substituição protética doença degenerativa ipsilateral e tentativa frustrada de redução aberta com qualidade óssea ruim.

Pós-operatório

Iniciar treino de marcha no dia seguinte à cirurgia, apoio conforme o tolerado.

Complicações

Perda da fixação.
Pseudartrose.
Deformidade rotacional.
Osteonecrose.
Fratura do trocanter maior.
Fratura do trocanter menor.


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Author: marcio
Date: 24/2/2020, 10:17
Tipo do Texto: Trauma
Category: Quadril
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