Traumatologia e Ortopedia
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 Fraturas do pé na criança 
Fraturas do pé na criança
tornozelo, tálus, calcÂneo ...

• Fraturas do tornozelo representam 25 a 38% das lesões fisárias, só perdendo para porção distal do radio e falanges das mãos
• Mais comum em meninos e nas praticas esportivas
• Os ligamentos nas crianças são mais fortes do que a placa fisária
• Existe um grupo de fraturas que acomete adolescentes, sendo elas a fratura de tillaux e as triplanares

ANATOMIA

o Articulação do tipo gínglimo
o O ligamento tibiofibular anterior inferior tem papel importante nas fraturas do tornozelo
o O centro de ossificação da tíbia distal surge entre os 6 e 24 meses de vida
o A fise fecha ao redor dos 15 a 17 anos no sentido de medial para lateral e de posterior para anterior, portanto a parte anterolateral é a ultima a se fundir na tíbia distal


DIAGNÓSTICO

• Dor, edema, limitação funcional
• Avaliar as condições de pele, pulso e neurológico
• Radiografias na incidência de frente e perfil e frente corrigida
• Tomografias são importantes nas frauras de Tillaux e triplanares
• RNM pode ser importantes nas lesões osteocondrais, ligamentares e nos casos de fechamento precoce da fise

MECANISMO DE LESAO

• Pode ser por:
o Trauma direto
o Trauma indireto( forças torcionais)

CLASSIFICAÇÃO

• Lesão anatômica: SALTER HARRIS
• Posição do pé no momento do trauma e a direção da força
o DIAS-TACHDJIAN
 Supinação-inversão(SI)
 Supinação-flexão plantar(SFP)
 Supinação-rotação externa(SER)
 Pronação-eversão-rotação externa(PERE)
 Compressão axial

• Fraturas de TILLAUX JUVENIL
o É uma fratura do tipo III de Salter-Harris, que acomete a porção Antero-lateral da tíbia distal e ocorre por avulsão pelo ligamento tibiofibular anterior inferior desta porção ainda aberta mediante a rotação externa do pé

• Fraturas TRIPLANARES (MARMOR)
o É uma fratura que consiste de três fragmentos sendo eles:
 Quadrante Antero-lateral da epífise distal da tíbia
 As porções medial e posterior da epífise, alem d eum componente metafisário posterior
 Metáfise tibial
o Tem o aspecto de uma fratura do tipo III no RX em AP e de uma fratura do tipo II no perfil

TRATAMENTO

o Ira depender do grau de deslocamento e da idade da criança

 Tipo I de Salter
o Nas fraturas sem desvio é optado por um gesso suru-podalico sem apoio por 3 semana seguido de gesso com salto por mais três semanas com radigrafias de controle
o Nas fraturas com desvio, o tratamento de escolha é a redução fechada seguida de gesso
 Tipo II de Salter
o Nas fraturas sem desvio optamos por imobilização gessada semelhante ao tipo I
o Nas fraturas deslocadas é optada pela redução incruenta e gesso, nas fraturas que não reduzem fechadas pois pode haver interposição de tecidos moles, periósteo, pode ser feita uma redução aberta e fixação, sempre preservando a fise
 Tipo III e IV de Salter
o Nas fraturas sem desvios (< 1mm) é recomendada uma imobilização com gesso e controle rigoroso da manutenção através de RX e TC. Acompanhamento dos pacientes por ate 36 meses pelo risco de fechamento da fise
o Nas fraturas com desvio(>2mm), exigem RAFI anatômica

• Fraturas de TILLAUX JUVENIL
o Tratamento:
 Conservador nas fraturas sem desvio com imobilização gessada
 Cirúrgico: ns fraturas com desvios maior que 2mm devemos primeiramente tentar um redução fechada sob anestesia e se conseguida realizamos uma fixação percutânea com parafuso canulado ( 4,0mm). Se houver dificuldade podemos colocar um fio liso percutaneo no fragmento de Tillaux e manipular so controle radioscopia, e após a redução, entrar com o fio e posteriormente fixar o fragmento percutaneamente.

• Fraturas TRIPLANARES(Marmor)
o Tratamento:
 Conservador nas fraturas sem desvios com gesso por 4 a 6 semanas com controles rediograficos ou TC semanalmente
 Cirúrgico: Nas fraturas com desvios acima de 2mm, pode-se tentar redução fechada e gesso. Podemos também realizar a redução fechada e fixação percutânea, sem transfixar a fise. Nas que não reduzem fechadas devemos realizar a RAFI. Antes da cirurgia é interessante realizar uma TC para avaliar os fragmentos e qual via devem ser realizadas. Carga parcial após a quarta semana.



Tálus

Raríssima 0,01-0,08% de todas em pediatria
Maioria é através do colo talar

Anatomia

Centro de ossificação 8º mês IU
2/3 do tálus recoberto por carilagem
Aspecto anterior mais largo que posteriormente(maior estabilidade ao tornozelo).
Suprimento arterial: tibial posterior (1 cm proximal a origem das plantares medial e lateral) → ramo deltóide → anastomose com pediosa
A artéria do seio talar alça anastomótica ramos fibulares perfurante e tarsiano lateral do pé
Os trígono 50% → logo posterior ao tubérculo lateral do processo talar posteriormente

Mecanismo de lesão

Dorsoflexão forçada em trauma de alta energia
Fratura isolada do domo e corpo talar, mas raríssimas

Clínica:

Dor a sustentar carga, ADM dolorosa

Rx: AP, perfil AP verdadeiro tornozelo, e AP perfil e oblíqua do pé
Canale → colo talar. Tálus com equino máximo e colocado em 15º pronação e rx 75º cefalicamente
TC pré op
RNM: lesões ocultas em menores de 10 anos



Classificação

Descritiva: a maioria ocorre através do colo. Angulação, desvio, luxação-> talonavicular, subtalar, ou tornozelo
Padrão: ver cominuição

Hawkins

I: sem desvio
II: com desvio e sub ou luxação subtalar
III: com desvio e sub ou luxação subtalar e tornozelo
IV: com desvio e sub ou luxação subtalar e tornozelo e talonavicular

Tratamento
Conservador
Sem desvio. Gesso longo , joelho fletido 30º por 6-8 sem, com Rx seriados e depois 2-3 sem gesso curto com descarga de peso

Cirúrgico
Com desvio – 5º de alinhamento ou 5mm de desvio
Redução fechada com flexão plantar antepé + eversão ou inversão da parte posteriormente
Gesso longo 6-8sem, se não manter redução → fios K ou parafusos
Acesso póstero lateral e parafusos canulados de 4mm ou fios K de post para anterior. P.O. Gesso curto 6-8 sem e retirar fios 3-4 sem

Complicações

Osteonecrose: ocorre até 6 meses pós lesão
Tipo I 0-27%
tipo II42%
tipo III, IV >90%
Sinal de Hawkins: osteopenia subcondral no tálus vascularizado sem carga. 6-8 sem



Calcâneo

Epidemiologia
Rara, maior de 9 anos
Maioria extra articular envolvendo a apófise ou tuberosidade
33% associado a outras lesões

Anatomia:

Centro de ossificação 7 meses IU, secundários 10 anos, fusiona com 16 anos
Padrões de fratura: processo lateral responsável por impacção calcanea, lesão com depressão articular em adultos e é diminuto no calcâneo imaturo.
Faceta posterior paralela ao chão, não inclinada.
Calcâneo rodeado por cartilagem
Responsável pela dissipação das forças lesivas que produzem padrões clássicos de fratura em adultos

Mecanismo lesão:
Queda altura ou salto
Clínica:
Dor, edema e sensibilidade local.
Lesões associadas: coluna lombar
Diagnóstico não é feito em 44-55% dos casos

RX: Böhler 25-40º
Cintilografia se suspeita
TC pré op

Classificação
Schmidt e Weiner
Tipo I: A tuberosidade da apófise
B: sustentáculo
C: processo anterior
D: processo infero lateral anterior
E: avulsão do corpo

Tipo II: partes posterior e/ou anterior da tuberosidade
III: corpo não envolvendo subtalar
IV: com desvio ou minimamente desviada subtalar
V: com desvio da subtalar:
A: língua
B: depressão articulares
VI: lesões graves perda óssea com perda da inserção do tendão do calcâneo

Tratamento

Conservador: Gesso se extra articulares ou menor que 4mm de desvio sem carga por 6 sem

Cirúrgico: crianças mais velhas e adolescentes
Se desvio do processo anterior indicação relativa para RAFI pois até 30% resulta em pseudoartrose
Parafusos compressão

Complicações
Osteoartrite pós traumática
Alargamento do tornozelo
Pseudoartrose
Sindrome de compartimento -10%, 5% desenvolve podáctilos em garra se não liberar compartimento.

FRATURAS DO TORNOZELO NA INFANCIA

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Author: marcio
Date: 24/2/2020, 10:48
Tipo do Texto: Trauma
Category: Pediátrica
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