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 Fraturas e lesoes epifisarias 
Fraturas e lesoes epifisarias
geral ...

Epidemiologia:
15% de todas as lesoes que comprometem o esqueleto da crianca. Destas, 10% evoluem com alteracao do crescimento.
- meninos 1:0.8 meninas nos MMSS
- -meninos: 13 a 14 anos
- -meninas 11 a 12 anos
- -obesos (frohlich) e individuos mais altos com frouxidao ligamentar e musculatura fraca
Anatomofisiologia
• Responsavel pelo crescimento longitudinal dos ossos longos por ossificacao endocondral
• Exemplos de epifises intra-articulares: femur proximal, radio proximal, umero proximal e tibia distal (lateral).
• Composta por 4 zonas: 1.repouso ou germinativa (proliferacao celular e sua lesao determina a parada do crescimento) 2. Proliferativa (aumento do numero das celulas cartilaginosas) 3. Hipertrofica (aumento do tamanho das celulas) 4. Calcificacao (morte dos condrocitos, matriz cartilaginosa torna-se calcificada)
Vascularizacao
• Vasos epifisarios (penetram no osso subcondral e fornecem suprimento para a zona germinativa)
• Vasos pericondrais (anel pericondral e sao extensao da vascularizacao periostal)
• Vasos metafisarios (extensao da arteria nutricia do osso responsavel pela nutricao da zona germinativa tb)
Alteracoes fisiologicas
• Hormonios, fatores de crescimento e vitaminas atuam na placa, modulando a proliferacao, a maturacao e a sintese molecular, a homeostase do calcio intra-celular e a mineralizacao da matriz.
• Hormonios: T3, T4, PTH, calcitonina, glicocorticoide, esteroides sexuais, GH, insulina.
• Metabolitos ativos da vit D, C e A.
Classificacao das lesoes
• Salter-Harris
1. Separacao completa da epifise (minimo, moderado ou acentuado dependendo do trauma). Mais comum: tocotraumatismo, criancas peq, prox e distal do femur e prox umero
2. Epifise separada com pequeno fragmento metafisario (Thurston-Holland). Criancas acima de 10 anos, radio prox e distal, umero proximal e femur distal
3. Fratura da epifise propagando-se para a placa com comprometimento parcial desta.Tibia prox e distal e falanges
4. Fratura na cartilagem verticalmente ate a epifise. Umero distal condilo lateral
5. Lesao em compressao da placa. Nao frequente, mais comuns no joelho e tornozelo
6. Lesao pericondral (modificada por Rang). Pouco frequente, produzida por contusoes, queimaduras, avulsao de partes moles, resultando em ponte ossea. O deslocamento desse anel pode resultar em osteocondroma solitario.


Principios gerais de tratamento
• Tipo I e II: apesar de desejavel, nao e absolutamente necessario a reducao anatomica
• Tipo III e IV: a reducao anatomica e mandatoria a fim de evitar o fechamento da placa, geralmente cruenta

Umero proximal
• Geralmente salter II em 90%, e tipo I em 10%
Umero distal
• Rara
• Tipo IV mais frequente, mas alguns autores acreditam ser o II como o mais frequente
Radio proximal
• Tipo II
• A vascularizacao dessa epifise e intra-articular favorecendo necrose avascular nos grandes desvios
Radio distal
• Local mais frequente de deslocamento epifisario
• Geralmente tipo I ou II
Femur proximal
• Deslocamento cronico como epifisiolistese e comum
• Pode ocorrer agudizacao no cronico
• Traumatico: criancas mais jovens 9 anos, geralmente tipo I mas pode ser tipo II
• Epifisiolise na adolescencia
• A necrose epifisaria pode ocorrer pela lesao dos vasos epifisarios laterais
Femur distal
• O tratamento deve ser feito por reducao e imobilizacao gessada
• Decubito ventral com tracao da perna e joelho fletido em 90 graus, com fixacao de fios de Steinman transepifisarios
Tibia proximal
• Deslocamento raro
• Geralmente em atividades atleticas
• Tipo II mais frequente
• Pode ocorrer tb tipo IV
Tibia distal
• Tipos II, III ou V
• No tipo II o tto e conservador
• Tipo III a reducao anatomica e necessaria (cirurgico)

Fechamento da placa epifisaria
• Langenskiold propos a excisao da ponte ossea e interposicao de tecido adiposo (favoravel quando no minimo 50% da placa esta normal)
• Classificacao de Bright (os 3 sao de tto cirurgico com a retirada da ponte ossea)
Tipo I: comprometimento periferico (mais facil tto cirurgico)
Tipo II: central
Tipo III: combinado
*qdo ocorre uma sequela de uma angulacao maior que 15 graus em varo ou valgo, Bright recomenda a osteotomia no mesmo ato da resseccao da ponte.
*angulacao no plano do movimento da articulacao, Langenskiold recomenda osteotomia nas angulacoes maiores que 25 graus


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Author: marcio
Date: 24/2/2020, 10:44
Tipo do Texto: Trauma
Category: Pediátrica
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