Traumatologia e Ortopedia
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 EXAME FISÍCO DO PÉ 
EXAME FISÍCO DO PÉ
E tornozelo ...

O exame físico do pé deve ser feito de forma sistematizada para não esquecer nenhuma parte do exame
Começa com a entrada do paciente na sala de exame observar alteração da marcha, posição antálgica. O exame deve ser feito com ambos os membros inferiores desnudos p/ avaliação global do paciente
Uma peculiaridade do exame físico do pé é que ele deve ser feito em 2 etapas: COM CARGA E SEM CARGA


ROLAMENTOS OU INTERVALOS DO PE NA MARCHA

PRIMEIRO ROLAMENTO: 15% - do contato do calcaneo ate quando o pe se acomoda contra o chão. Contração excêntrica dos dorsoflexores do pe. Propósito e a absorção do impacto.
SEGUNDO ROLAMENTO: 15-40% - ate a elevação do calcâneo. E o rolamento da tíbia sobre o talus, para passar o centro de massa para frente. Passa de pronado flexível maleaval, para supinado, portanto rígido. Tem contração excentrica do tríceps sural
TERCEIRO ROLAMENTO: 40-60% - do desprendimento do calcâneo ate saída dos dedos. Rolamento do corpo sobre a região metatarsal visando a aceleração. Pe como barra rígida bloqueada em supinacao. Contração concentrica do tríceps sural

EXAME DO PÉ COM CARGA
A) Inspeção estática
-Mancha -desvios angulares do joelho (varo/valgo)
-Cicatriz -desvios torcionais
-Abaulamento -posição relativa dos maléolos (torções tibiais)
-Retrações -varismo e valgismo do retropé
-Alt. pilificação -relação retropé/antepé/mediopé (pé plano valgo, pé
-Cor da pele pé serpentiforme, pé metatarsovarocongênito)
-verificar se existe alguma deformidade dos dedos menores
-fórmulas digitais (egípsio, grego)

PODOSCOPIA (VALENTI)
Normal: istmo 1/3 da largura do antepé
I) istmo cai + 50% da largura do antepé
II) apoio de toda planta do pé (menos pequena área semilunar medial)
III) avanço medial
IV) avanço medial e entalhe lateral

i. Inspeção dinâmica
verificar se o paciente apresenta alguma alteração no padrão de marcha, devendo-se observar 4 parâmetros básicos: 1- eixo da marcha, 2- ângulo do passo, 3- amplitude do passo, 4- apoio
Ângulo de Fick = 10, verificar se existe alguma alteração da marcha

“MANOBRAS ESPECIAIS COM O PACIENTE EM PÉ (SÃO 7)”
1) Teste das pontas dos pés:
Avalia a integridade do tendão calcâneo, tibial posterior e mobilidade subtalar.
Com apoio bipodálico é solicitado a ficar nas pontas dos dedos. Resposta normal
é elevação do calcâneo acompanhado de varização do retropé além do arco longitudinal
medial.

2) Teste de Jack (hiperextensão passiva do hálux)
utilizado para avaliar liberdade de movimento da subtalar, integridade do T. flexor longo do hálux e integridade da musculatura intrínseca e extrínseca. O examinador faz a extensão ativa da articulação metatarsofalângica do hálux. A resposta é elevação da abóboda, rot. Externa da perna e ____________ retropé. (Segundo _____ melhor teste p/ pé flácido- V. _____)

3) Blocos de Coleman
Usado no diferencial de pé cavo varo flexível. Ë um teste realizado em 3 tempos:
1 Pé apoiado em um bloco de madeira, fica para fora o 1raio e hálux. Se houver normalização do retropé, 1 raio é a causa. Se permancer pode ser antepé como um todo ou mediopé.

2 Apoiando apenas o calcâneo- se valgiza ou normaliza, o antepé como um todo é responsável. Se persistir, o retropé é responsável

3Combinação das 2 anteriores: se valgiza, afata-se o retropé como causa, se persistir = combinação antepé com retropé.

3)Prova da redutibilidade do valgismo do hálux (Mc Bride)
Avaliação do grau de retração lateral dos tecidos moles no hálux valgo (cápsula, ligamentos, e adutor do hálux). Ortostase hepodálica faz-se força varizante na borda lateral do hálux. Considera-se normal quando alinhar com o eixo do 1 metatarso. Quando esse limite não é atingido é necessário liberação.

4) “Too many toos” (sinal dos muitos dedos)
Significa deformidade em abdução do antepé em relação aos outros segmentos (insuficiência do tibial posterior). Observando por trás aparece imagem de apenas 1 artelho, com abdução exagerada surgem mais dedos.

5)Teste da rotação externa passiva da perna
Útil na determinação da liberdade de movimento da subtalar e na integração da subtalar com demais articulações do pé. Segura na parte média da perna e força a rotação externa do conjunto. A pinça bimaleolar roda o tálus que por sua vez variza o calcâneo aparece o arco longitudinal medial (indica o perfeito funcionamento de todas as estruturas envolvidas)

6) Força p/ tríceps sural no apoio unipodálico

EXAME SEM CARGA
Paciente sentado na mesa de exame com as pernas pendentes e o examinador sentado em um banco de frente para o paciente

INSPEÇÃO: continua a inspeção agora no pé sem carga. Verificando que sem carga o pé assume um discreto EQUINISMO e ligeira INVERSÃO.
Inspeção da planta do pé a procura de calosidades, ulceração e outras alterações.

PALPAÇÃO
Posteriormente
-tendão calcâneo
-inserção tendão calcâneo
-calcâneo
Lateralmente
-tendões dos fibulares
-maléolo lateral
-seio do tarso
-base do V meta
-artic MF do V dedo
Medialmente
-túnel do tarso e suas estruturas (TP, FLD,FLH)
-calcâneo/ maléolo medial
-tendão tibial anterior
-tuberosidade do navicular
-MF do hálux
Anteriormente
-maléolo medial, lateral e ?
-interlinha articular
Dorso do pé
-região tarsometatársica
-cabeça do 1metat.
-cabeça dos metat. E articul. Metatarsofalângicas
-articul. Interfalângicas dos dedos
Face plantar
-calcâneo (principal. tub medial)
-fascia (sensibiliza a palpação da fáscia plantar a dorsiflexão do tnz e dedos)
-cabeça dos metatarsos

GRAU DE MOBILIDADE DAS ARTICULAÇÕES
1) complexo subtalar: movimento no sentido de inversão e eversão (20 de inversão e 10 de eversão). Diminuição da amplitude pode significar AR, transt neuromusculares ou coalisões tarsais. A dor manifesta-se no seio do tarso.
2) Complexo articular de chopart (talo navicular e calcâneocubóidea): deve-se pesquisar as manobras de abdução e adução (10 / 10)
3) Tibiotársica: 25 dorsiflexão e 45 de flexão plantar
4) Lisfranc (tarsometatarsica): 15 supinação e 25 de pronação do antepé em relação ao médio e retropé.
5) Articulação metatarsofalângicas: 80 dorsiflexão e 30 de flexão plantar
6) Articulação interfalângicas: 10 de extensão e 45 de flexão
EXAME NEUROLÓGICO
Deve se testar força muscular, sensibilidade e reflexos.
FORÇA MUSCULAR
VARIAÇÀO DE 0 A 5
A) Tibial anterior: fixando a perna com uma da mãos e o pé com outra solicita dorsiflexão contra resistência. Verifica impressão do tendão na pele. Fibular profundo (L4, L5 E S1)
B) Tibial posterior: inversão e adução do pé contra resistência. N. Tibial (L5, S1)
C) Fibular longo e curto: abdução se eversão contra resistência (S1)
D) Extensor longo do hálux: extensão hálux contra resistência. Fibular profundo (L4,L5,S1)
E) Flexor longo do hálux: flexão da IF do hálux contra resistência. N. tibial (L5, S1, S2)
F) Flexor curto do hálux: flexão MF contra resistência. N Tibial (L4,L5,S1)
G) Extensor longo dos dedos: extensão IIFD contra resistência. Fibular profundo (L4,L5,S1)
H) Ext curto dos dedos: ext metatarsofalângica contra resistência. Fibular superficial (L4,L5,S1)
I) Flexor longo dos dedos: com uma mão estabiliza as MF e c/ a outra oferece resistência à flexão das IF nas polpas digitais
J) Flexor curto dos dedos: estabiliza cabeça dos meta e oferece resitência contra flexão das MF
K) Lumbricais: estabiliza as cabeças e solicita flexão das MF (durante esta manobra os lumbricais estendem as IF)
L) Interósseos: após estabilizar MF pede p/ pcte estender IF (não é comum a ?)
Sensibilidade
L4 (safeno): parte anterior joelho, medial perna e pé
L5 (fibular superficial): dorso pé/ânterolateral da perna
L5 (fibular profundo): 1a comissura
S1: lateral do pé
Reflexo:
Aquileu: S1

“MANOBRAS ESPECIAIS COM O PACIENTE SENTADO”
1) GAVETA ANTERIOR: testa o ligamento FTA e integridade da cápsula ântero-lateral. Estabiliza a perna anterior acima do tnz e a outra mão no calcanhar. Provoca anteriorização da perna. O deslocamento anterior do talo na pinça representa lesão. Pode aparecer sinal do vácuo. (exame comparativo)
2) Teste do stress em varo: testa o Fibulocalc6aneo e cápsula lateral. Estabiliza perna distal e imprime força varizante no calcâneo. Surge exagero no varismo (também é comparativo)
3) Stress em valgo: exagero na excursão em valgo na pesquisa de lesão do deltóide
4) Teste de rotação do talo: imobiliza 1/3 médio da perna p/ evitar rotação externa, com a outra mão envolve o calcanhar de forma que a borda medial do pé fique em contato c/ medial do antebraço. Promove rot ext. este movimento tende a afastar a pinça produzindo dor.
5) Gaveta posterior da fíbula: teste da sindesmose. Segura firme o tnz e com o polegar força posteriorização da fíbula
6) Compressão Lateral da perna (Pilling): compressão da tíbia contra a fíbula no 1/3 médio da perna provocando dor na sindesmose
7) Gaveta metatarsofalângica: útil na identificação de instabilidade traumática ou inflamatória da região. Com movimentos suaves mobiliza o colo do meta e falange proximal (provoca deslocamento plantar e dorsal0
8) Prova de redutibilidade das garras (e martelo) dos artelhos (kelikian Ducroquet)Prensão com polegares na região central do antepé, no sentido de acentuar o arqueamento transverso. Nos flexíveis a manobra produz redução.

A) Exame com carga
1- inspeção estática
-inspeção
-podoscopia
2- inspeção dinâmica
B) Exame sem carga
1- continuação da inspeção - planta
- tendência equinismo e supinação
2- palpação
3- grau de mobilidade
4- exame neurológico
5- manobras especiais com paciente sentado
Ligamentar: 1) gaveta anterior
2)stress varo
3)stress valgo
4)rot talus
5)Pilling
6)gaveta post fíbula
Hipermobilidade do 1raio
Compressão latero-lateral (Mulder)
Kellikian Ducroquet
Gaveta MF
6- Manobras com paciente em pé
Pontas
Jack
Mc Bride
Colleman
Too many toos
Rot ext passiva da perna
Força tríceps




Do tornozelo nos adicionais.

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Autor: marcio
Data: 24/2/2020, 10:04
Tipo do Texto: Conceito básico
Categoria: Área básica
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