Traumatologia e Ortopedia
Discussão de casos, questões e dúvidas em tratamentos, com dicas de prova para o TEOT.

 

 
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 Discrepância de comprimento do membros 
Discrepância de comprimento do membros
inferiores ...

INTRODUÇÃO
O primeiro passo na avaliação ortopédica é estabelecer a sede da desigualdade do comprimento dos MMII
É necessário identificar quais dos seguimentos estão acometidos: fêmur, tornozelo, tíbia, quadril, pé, coluna
Avaliar se é alteração postural ou deformidade osteoarticular
Unilateral ou bilateral
História da desigualdade
Anamnese completa
Identificação da causa tamanho crescimento
Identificação das cartilagens epifisárias acometidas
Antecedentes cirúrgicos
Origem congênita
Instabilidade articular
Fraqueza muscular
Exame físico inclusive funcional
Comprimentos dos membros inferiores
O comprimento real do mi é medido com fita métrica da espinha ilíaca ântero-superior (EIAS) ao maléolo medial (MM)
O comprimento aparente é medido da cicatriz umbilical ao MM
Como o comprimento dos mmii é afetado pela obliqüidade pélvica e pela posição do quadril, os valores da desigualdade, medidos por essas técnicas, podem não ser correspondentes
A diferença entre o encurtamento real e o aparente é indicativa de que existe obliqüidade
Comprimentos dos membros inferiores
Na avaliação clínica do comprimento dos membros inferiores não há obrigatoriedade nas referências ósseas utilizadas
A referência na região proximal do fêmur pode ser a espinha ilíaca ântero-superior ou o ápice do trocanter maior (a escolha depende das alterações presentes em cada caso)
O médico precisa especificar claramente que parâmetros utilizou para que a medida possa ser repetida posteriormente
Analogamente, no joelho e no tornozelo as referências são as interlinhas articulares medial ou lateral, assim como a extremidade do maléolo lateral ou medial, na dependência do quadro clínico, sempre buscando precisão na avaliação da discrepância

Comprimentos dos membros inferiores
O nivelamento da pelve mediante a utilização de blocos pré medidos, deve corresponder à diferença de comprimento medida por outros métodos
O bloco é o melhor método para medir a discrepância funcional
Servem para determinar a quantidade de correção com a qual o paciente sente-se funcionalmente melhor
Avaliação radiológica
Escanometria é o método preferido, elimina a magnificação da imagem e reduz o tamanho do filme, é recomendada para crianças com idade superior a 5/6 anos, que podem ser orientadas a não se mover durante o exame, em crianças menores recomenda a telerradiografia
Telerradiografia: coloca-se a fonte de raio x a 2,5 m do paciente e um filme 90x35 cm, geralmente coloca-se o paciente de pé, essa técnica tem a vantagem de demonstrar irregularidades angulares e usar uma só exposição radiográfica
tomografia

Idade óssea
O método mais usado nos estados unidos é o de Greulich e Pyle, este constitui na comparação com o atlas das radiografias de mão e punhos esquerdos de meninos e meninas
Método Tanner-Whitehouse comparam 20 pontos específicos do punho e da mão
Métodos para orientação do ortopedista quanto ao crescimento
O ortopedista deve ter a capacidade de prever a diferença de comprimento na maturidade, não só para planejar o tto, mas também orientar os pais quanto à provável evolução da diferença
Analise do crescimento
Previsão do crescimento futuro
Previsão dos efeitos da cirurgia corretiva


Método aritmético
Foi criado com intuito de determinar o tempo correto da epifisiodese
Leva em conta a idade cronológica
Tem critérios que são aproximações do padrão dos últimos 5 anos
♀ terminan o seu crescimento aos 14 anos e ♂ aos 16 anos
a cartilagem do fêmur distal cresce 10 mm por ano
A cartilagem da tíbia proximal cresce 6 mm por ano
A diferença entre os MMII aumenta 3mm por ano


Outros métodos
Método do crescimento remanescente
Green e Anderson
Método multiplicador
Paley
Método gráfico de linhas retas
Moseley




Gravidade
Gravidade da assimetria = ∆ MMII x 100
dividido pelo o comprimento do lado normal
Leve até 10 %
Moderada 11 até 20%
Considerável 21 até 30%
Grave mais do que 31%




Tratamento
O tratamento da desigualdade dos membros inferiores é variável, podendo ser feito por compensação na sola do calçado, por bloqueio do crescimento, por encurtamento do lado normal e por alongamento
compensação no calçado: discrepâncias até 3 cm podem ser tratadas
Compensação por bloqueio do crescimento
Entre 3 a 5 cm podem ser compensadas por bloqueio da fise de ossos longos, porém depende do crescimento residual
Fêmur distal e tíbia e fíbula proximal
Temporário ou permanente
Grampos metálicos, parafuso esponjoso
Passagem de trefinas ou brocas para destruição das células da placa epifisária
Colocação de enxertos ósseos em palitos na placa
Encurtamento do lado normal
Discrepância entre 4 e 5 cm
No fêmur costuma ocorrer aumento de partes moles na coxa, principalmente realizado em terço proximal e fixado com placa ou HIB
Na tíbia, por questões de vascularização, consolidação e estética devem ser realizados em casos excepcionais


Alongamento ósseo
Fixador monolaterais ou circulares
Vantagens do Ilizarov:
Fixação elástica dos fragmentos ósseos, permitindo apenas micromovimentos (osteogênese)
fixação estável: principalmente quando os fios transfixantes se encontram cruzados formando um ângulo de 90º entre si
Apoio com carga
Osteogênese por distração
corticotomia
Correção de deformidades

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Autor: Dublê
Data: 24/2/2020, 09:47
Tipo do Texto: Infanto-juvenil
Categoria: Fixador e reconstrução
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