Traumatologia e Ortopedia
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 Tendinopatias do cotovelo 
Tendinopatias do cotovelo
epicondilite ...

Epicondilite lateral (tennis elbow)

- Doença é do tendão e não óssea
- 35-50 anos
- H=M
- Pouco sinais inflamatórios na anatomia patológica
- Mais comum em não atletas (95%)
- Atividades com supinação e pronação repetitivas com antebraço em extensão
- Geralmente acomete a origem do extensor radial curto do carpo ou supinador (origem comum)

- Quadro clínico
- Desconforto na origem do extensor radial curto do carpo
- Dolorimento 5 mm distal e anterior ao ponto médio do côndilo
- Dor ↑ com dorsiflexão e supinação resistida e ao agarrar objetos

- RX: ocasionalmente calcificação
- RNM: ↑ de sinal e espessura em T1 e T2

- Diferenciais:

- Instabilidade em varo - Artrose do compartimento lateral - Osteocondrite dissecante do capitato

- Síndrome do túnel radial: coexiste em 5% dos doentes

- Síndrome compressiva do interósseo posterior
- Causada por 1 de 4 estruturas
- Banda fibrosa perto da borda anterior da cabeça radial
- Ramo da artéria radial recorrente
- Margem distal do tendão do extensor radial curto do carpo
- Margem superior do supinador (arcada de Frohse)
- Dor é localizada 3-4 cm distal ao epicôndilo lateral
- Pode ser reproduzida com extensão do 3º dedo contra resistência

- Síndrome do tunel do carpo: 10%

- Correlação clínico patológica

- Categoria I: sem invasão angiofibroblástica
- Quadro clínico: dor latejante leve, geralmente após trabalho pesado
- Patologia: inflamação aguda e reversível
- Tratamento: AINH, fisioterapia, evitar sobrecarga

- Categoria II: invasão angiofibroblástica parcial
- Quadro clínico: dor intensa com atividade e sintomas ao repouso
- após repouso: atividades rotineiras podem ser feitas com pouca dor
- Patologia: doença permanente mas há alguma cicatrização
- Tratamento: se < 50% do tendão: conservador
- ocasionalmente cirúrgico

- Categoria III: invasão angiofibroblástica intensa
- Quadro clínico: dor noturna e ao repouso com atividades diárias prejudicadas
- Patologia: ± ruptura parcial ou total do tendão
- Tratamento: invariavelmente necessita de cirurgia
- raramente há sucesso com tratamento conservador

- Tratamento

- Conservador (95%): RICE
- Fisioterapia
- Sem melhora: procurar causas secundárias
- após 6-12 meses: considerar cirurgia
- manipulação sob anestesia (especialmente de contratura em flexão)
- ressecção do tendão doente e reparo direto no osso

- Cirúrgico: melhora de 85-90% dos doentes operados
- Bosworth: liberação da aponeurose extensora e do ligamento orbicular da cabeça radial
- Ligamento orbicular: relação íntima com os extensores do punho e dos dedos
- Alongamento do extensor radial é possível
- Cabot recomenda associar liberação da cápsula anterior quando contratura em flexão
- Fatores de seleção para a cirurgia
- Falha na reabilitação e sintomas > 1 ano: provavelmente é categoria III
- Múltiplas infiltrações com corticoesteróides
- Dor constante sem atividade: sugere categoria III
- Doença articular associada

- Técnica:
- Identificação e excisão de todo o tecido doente
- Geralmente a maioria ou toda a inserção do extensor radial curto do carpo
- Pode incluir a porção anteromedial do extensor comum dos dedos e raramente a borda inferior do extensor longo do carpo


Epicondilite medial

- Menos comum (1/5) e mais difícil de tratar do que a lateral
- Causa mais comum de dor medial
- 3ª-5ª década de vida
- 2 Masculino > feminino
- Membro dominante em 60%
- Mais comum em atletas com movimentos acima da cabeça e com força de valgo do cotovelo
- Flexor radial do carpo: origem primária do tendão conjunto medial
- Pronador redondo:
- origem da parte supero anterior do epicôndilo medial e do tendão conjunto medial (ligamento oblíquo anterior acessório)
- Geralmente origem do flexor radial do carpo e pronador redondo e no tendão conjunto medial

- Quadro clínico: dor na face medial do cotovelo que piora com pronação ou flexão resistida
- Associado a neuropatia do nervo ulnar: 50%
- Área de > dor distal e anterior ao ponto médio do epicôndilo medial

- RX: geralmente normal
- Calcificação do ligamento colateral ulnar: pode significar insuficiência ligamentar crônica

- Classificação: baseada na presença de alterações do nervo ulnar
- Tipo IA: sem sintomas do nervo ulnar
- Tipo IB: sintomas leves do nervo ulnar
- Tipo II: neuropatia moderada a grave com déficit objetivo

- Diferencial: neuropatia do nervo ulnar e instabilidade ligamentar colateral medial

- Tratamento

- Conservador: RICE

- Cirúrgico:
- Indicações: falha no tratamento conservador ou progressão da neuropatia ulnar
- Tipo IA: desbridamento epicondilar
- Tipo IB: desbridamento ± descompressão cubital ou transposição do nervo ulnar
- Tipo II: desbridamento + transposição


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Author: marcio
Date: 24/2/2020, 10:12
Tipo do Texto: Adulto
Category: Ombro e cotovelo
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