Traumatologia e Ortopedia
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 coxa vara do desenvolvimento 
coxa vara do desenvolvimento
Fêmur curto congênito ...

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- Redução no ângulo colo-diafisário abaixo do normal
- Classificação de Elmslie modificada por Fairbank
- Coxa vara congênita: defeito cartilaginoso do colo femoral
- Pode ser: fêmur curto congênito, fêmur arqueado congênito ou parte de deficiência focal proximal
- Geralmente associada a discrepância de comprimento
- Coxa vara adquirida
- Trauma, infecção, doença óssea, epifisiolistese, Legg-Calvè-Perthe
- Displasias esqueléticas, tumores, raquitismo, displasia fibrosa, osteopetrose
- Coxa vara do desenvolvimento
- Da infância precoce, sem achados radiológicos clássicos ou causa óbvia


Conceito - Qualquer situação que apresente diminuição do â formado, no plano coronal,entre o colo e a diáfise. < 120º são considerados varos.
 138º ao nascimento
 145º no 1º ano de vida
 135º aos 6 anos
 135º(entre 125º e 135º na idade adulta)

Classificação de Kehl

Coxa vara congênita(CVC) – presentes ao nascimento e secundária a anormalidades do desenvolvimento embrionário.Varo acentuado ao nascimento, mas curiosamente progride pouco na infância.Associado a outras malformações musculoesqueléticas,como fêmur curto congênito que alteram comprimento do membro.

Coxa vara aqquirida(CVA) – após o nascimento, secundárias ao raquitismo,displasia fibrosa,trauma com fechamento precoce da placa fisária proximal do fêmur,displasias e doenças de depósito como doença de Morquio,etc.

Coxa vara do desenvolvimento(CVD) – iniciada na 1ª infância.Defeito primário na falha de ossificação endocondral na porção medial do colo femoral que evolui para tecido fibroso ou fibrocartilaginoso.Essa porção enfraquecida transforma-se em varo,do plano horizontal para o vertical pela tensão exercida pelo proóprio peso corporal e músculos adjacentes.Não associa-se a anomalias esquelétcas.Na evolução pode haver dismetria dos membros,o qual raramente é significativa.

Epidemiologia
• Existem poucos dados sobre a CVC e CVA.
• Herança autossômica dominante
• CVD - Entidade rara;1:25.000 NV
• 30 50% dos casos é bilateral.Outro autor afirma que não predomina em nenhum dos lados ou quanto ao sexo.Predomínio em negros

Etiologia

• Variada e diferentes histórias naturais:A CVA tem sua etiologia fácil, não acontecendo com os outros tipos.
• Raquitismo / distúrvio da placa de crescimento
• Anormalidade mecânica / Insulto vascular parcia
• Pressão intra-uterina excessiva sobre o quadril
• Pressão excesiva no quadril no pós natal
• Defeito de amadurecimento da cartilagem

Histopatologia

Achados macroscópicos lembram pseudartrose.Osso metafisário osteoporótico e cartilagem da placa femoral de crescimento com defeito na produção e diferenciação.A formação defeituosa dos arranjos assemelham-se a um mosaico.A vascularização é escassa.
Achados histopatológicos parecidos com Blount e doença de Schmid(condrodisplasia metáfisária)
Os achados histológicos reforçam a teoria da ossificação defeituosa na porção inferior do colo femoral como fator etiológico.

Biomecânica

Quanto maior o varismo, maior as forças de cisalhamento na marcha e contração da musculatura na porção proximal do fêmur.

Quadro clínico
Anormalidade da marcha – o quadro típico é de uma criança de 2-3 anos com marcha claudicante uni ou bilateral.A marcha é com inclinação para anterior e assemelha-se a marcha do pato.

Dor raramente é relatada.O quadril é estável e não há telescopagem(principal diagnóstico diferecial com displasia do quadril).

Sinal de Trendelenburg + e lordose lombar aumentada

Leve discrepância de membros(não excede 2-3 cm)

Limite de função do quadril principalmente ABD e RI

Diminuição do ângulo colo diafisário causa perda da abdução e diminuição da anteversão causa perda da RI


Diagnóstico:

USG pré natal
Radiografia AP e Lauenstein.No AP observar:
 de Hilgenreiner – entre a linha de Hilgenreiner e linha fisária.VN - <= 25º e na CVC de 40-70º .

Queda do â cervicodiafisário para < 120º

 de Alsberg – entre a linha fisária e diáfise femoral

Imagem do “Y” invertido – porção inferior do colo e característico da CVC.Este local é de formação óssea anômala;há diminuição da anteversão femoral.


Tratamento:
• Corrigir o varo
• Modificar a distribuição de carga
• Restabelecer a tensão-comprimento do músculo abdutor do quadril

Tração esquelética, gesso em abdução,perfurações locais tem insucesso.Enxertos locais mostraram recidicas.Procedimento de Brackett – excisão da pseudartrose e reposição da cabeça femoral em valgo cursa com osteonecrose da cabeça.

Critérios de Weinstein
 epifisário 40-45º - evolução boa e deformidade estabilizada
 entre 45-60 – evolução imprevisível
> 60º - deformidade progressiva (indicada osteotomia)
Critérios para intervenção

Ângulo fisário de Hilgenreiner maior que 45 a 60 graus
Ângulo colo diafisário menor que 90 a100 graus
Marcha em Trendelenburg
Cirurgia precoce
Baixar o ângulo de Hilg. para menos de 30 a 40 graus

Tipos de Osteotomia
Pawels (Osteotomia Intertrocantérica em “Y”)
Langeskield (langenskiold - osteotomia transversa com fixação lateral),
Faibanks,
Borden, spencer e herndon (osteotomia transversa com fixação terminal),
Amstutz e Wilson (osteotomia intertrocanterica intertravante)
MacEWEN E SHANDS (Osteotomia Trocanteriana Oblíqua)

Momento da cirurgia: Tachdjan sugere dos 18-24 meses;Outro autor recomenda depois dos 5-6 anos,porém outro autor relata maior recidiva quando cirurgia nesta faixa etária.A placa angulada possibilita melhor estabilidade e o nível ideal da osteotomia é o subtrocantérico.


Fatores essenciais para um bom resultado: Â cervicodiafisário final e idade da correção.Outro autor refere que a idade não é o mais ideal mas a deformidade.

Resultados:
• O defeito fecha-se 3 a 6 meses pós operatório se o valgo for adequado
• Fechamento fisário ocorre em 50 a 89% dos casos e não está relacionado ao trauma cirúrgico e sim a uma placa já anormal
• Epifisiodese do T.maior deve ser feita se a placa fechar prematuramente
Author: marcio
Date: 10/8/2015, 22:31
Tipo do Texto: Deformidades congênitas
Category: Pediátrica
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