Traumatologia e Ortopedia
Discussão de casos, questões e dúvidas em tratamentos, com dicas de prova para o TEOT.

 

 
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 Hérnia Discal 
Hérnia Discal
Estenose do canal vertebral ...

Estenose vertebral

- Mais comum no sexo masculino, > 50 anos - Mais comum na região lombar e raro na torácica
- Qualquer estreitamento no canal espinal, canal radicular ou forame interverterbral com tradução clínica
- Generalizada ou localizada
- Fisiopatologia:
- Degeneração de discos com estreitamento discal  redundância ligamentar  ↓ canal medular
- Instabilidade agrava os sintomas  sobrecrescimento facetário e hipertrofia ligamentar
- Ligamento amarelo espesso no recesso lateral onde se liga a cápsula facetária  compressão de raiz
- Locais:
- Estenose central: envolvimento entre as facetas articulares que é ocupado pela dura e seu conteúdo
- Geralmente por protrusão discal, ânulo, osteófito ou espessamento do ligamento amarelo
- Sintomas: resultam em claudicação neurogênica
- Estenose lateral: compressão neste local causa radiculopatia

- Zona de entrada de Lee

- Divisão do segmento anatômico
- Nível disco: local onde ocorrem as alterações que provocam a estenose
- Estruturas que contribuiem para a estenose
- Ligamento amarelo hipertrofiado: é o elemento mais importante da estenose
- Articulações interapofisárias - Disco
- Avaliar:
- Forma do canal: mais comuns, ovóide e triangular
- Triangular - Ovóide - Trevo (15%): forma mais vulnerável
- Alterações degenerativas
- Espondilolistese
- Nível forame
- Nível pedículo
- Causas:
- Artrite degenerativa, incluindo a síndrome de Forestier (hiperostose e rigidez da coluna em idosos)
- mais comum
- Formas congênitas como acondroplasia e espondilolistese displásica - rara
- Outras: Paget, fluorose, cifose, escoliose e fratura com estreitamento de canal
- Hiperostose idiopática esquelética difusa:
- Hipertrofia e ossificação do ligamento longitudinal posterior na coluna cervical
- Doença geralmente restrita à coluna cervical
- Diferenciação
- Congênita: geralmente central e evidente nos estudos de imagem
- Adquiridas
- Geralmente são degenerativas e localizadas nas facetas e ligamento amarelo
- alterações artríticas nas articulações visíveis ao RX
- L4-L5 mais envolvido seguido de L5-S1 e L3-L4
- Herniação e espondilolistese pode exacerbar o estreitamento
- Espondilolistese e espondilolise raramente causa estenose vertebral em jovens
- Paget e fluorose: resultam em estenose central ou lateral
- Paget responde bem a tratamento medicamentoso com calcitonina
- Combinação de alterações degenerativas, idade, espondilolistese ou espondilolise em > 50 anos geralmente resulta em estenose do recesso lateral ou foraminal
- História natural
- Todas as formas de estenose
- Desenvolvimento insidioso de sintomas geralmente exacerbados por trauma ou peso
- Maioria tem alterações radiológicas
- Maioria tem curso estável e 50% melhoram com tratamento conservador
- Avaliação clínica
- Síndromes clínicas
- Claudicação neurogênica intermitente: principal
- Dor irradiada na perna, sem localização precisa
- Pode estar associada a adormecimento e fraqueza
- Piora pela marcha, posição em pé e alivia com a flexão da coluna
- Mal localizada na estenose central mas pode acometer uma raiz na estenose lateral
- Dor radicular-ciatalgia
- Dor atípica no membro inferior
- Síndrome da cauda equina crônica
- Associação de estenose cervical e lombar
- Tríade: claudiação neurogênica, distúbio da marcha e quadro misto de mielopatia e radiculopatia nas extremidades superiores e inferiores
- Pode ser confundido com ELA
- Estenose central:
- sintomas bilaterais e envolve as nádegas e coxa posterior em distribuição não dermatomal
- Estenose do recesso lateral:
- Sintomas geralmente dermatomais por compressão de raíz
- Mais dor durante o repouso e à noite e mais tolerância a caminhada do que as centrais
- Pode ter Lasègue (+) na estenose lateral mas é raro
- Exame físico inconsistente:
- Lasègue geralmente normal

Diferenças entre claudicação neurogênica e vascular

- Síndrome da cauda equina na estenose lombar
- Síndrome da cauda equina aguda  hérnia discal
- Hérnia de disco geralmente entre L4-L5 e L5-S1 mas a cauda equina geralmente ocorre com hérnias mais altas
- Mau prognóstico se ciatalgia bilateral
- Tratamento
- Hérnia sem estenose: laminectomia unilateral - Hérnia com estenose: laminectomia bilateral
- Síndrome da cauda equina crônica  estenose de canal
- Tratamento: descompressão somente após avaliação completa
- Medida do canal
- Sem estenose: diâmetro sagital > 12 mm
- Estenose relativa: diâmetro sagital entre 10 e 12 mm
- Estenose absoluta: diâmetro sagital < 10 mm
- RX: não confirma estenose
- Achados sugestivos:
- Pedículos curtos no lateral
- Estreitamento entre pedículos no AP
- Ossificação ligamentar - Estreitamento do forame
- Hipertrofia doas facetas articulares posteriores
- Flexão e extensão ajudam a definir instabilidade antes de laminectomia e determinar a necessidade de fusão
- Translação de > 4,5 mm ou rotação > 10-15º  instabilidade
- TC: pode definir a estenose
- Saco dural com área < 100 mm2
- RNM: afastar tumores e infecção
- Não deve ser usada como rastreamento pelo número alto de falsos (+)
- T2 sagital: imagem similar a mielograma
- T1 sagital: atenção ao forame
- Ausência de gordura normal ao redor da raiz é indicativo de estenose foraminal
- T1 e T2 axial: boa imagem do canal central
- Protrusão muito lateral do disco é identificada no T1 axial pela obliteração do intervalo normal de gordura entre o disco e a raiz
- A zona foraminal é melhor avaliada pelo sagital T1 que confirma a presença de gordura ao redor da raiz

- Tratamento

- Conservador
- Geralmente responde bem
- Repouso não mais do que 2 dias - Controle da dor
- Exercício
- Cortocoesteróide epidural pode ser útil
- Sem comprovação científica adequada
- Candidato: sintoma radicular agudo
- Claudicação neurogênica não responsiva a tratamento analgésico normal e repouso

- Cirúrgico
- Sem melhora com tratamento conservador
- Melhora neurológica é inconsistente após cirurgia - Dor intensa
- Dor melhora parcialmente
- Estenose lombar: não resulta em paralisia, somente em redução na capacidade em deambular e dor: evitar SO
- Cervical e torácica: mais associada a paralisia indolor na forma de mielopatia
- Fatores de bom prognóstico para cirurgia
- Herniação discal
- Estenose em um único nível - Fraqueza < 6 semanas
- Idade < 65 anos - Monorradiculopatia
- Princípios da cirurgia
- Descompressão por laminectomia ou fenestração: escolha para estenose lombar
- Artrodese necessária se:
- ressecção óssea excessiva comprometer a estabilidade
- espondilolistese ístmica ou degenerativa, escoliose ou cifose
- degeneração do segmento adjacente após artrodese prévia, estenose recorrente , hérnia discal após descompressão
- Laminectomia
- é preferível em paciente com estenose grave e multinível em paciente mais idoso
- Laminotomia bilateral e facetectomia parcial que preserva as estruturas da linha média
- alternativa em doentes jovens com disco intacto
- Localizar a origem da dor com bloqueios de raiz pré-operatória para descompressão focal
- Remoção de mais de uma faceta completa necessita de artrodese com instrumentação
- Exceção: idoso ou tenha um disco estreito no nível
- Associado a espondilolistese degenerativa: artrodese vertebral associada a laminotomia

- Complicações: raras
- Risco maior de pseudoartrose: artrodese L4-L5, > 80 anos, DM
- Risco de mal prognóstico
- RX duvidoso
- Mulher - Cirurgia prévia sem sucesso
- Espondilolistese - Problemas trabalhistas
- Melhor prognóstico
- Estenose grave - Dor lombar leve - Duração < 4 anos



ESTENOSE LOMBAR

I – GENERALIDADES:
=> Qualquer tipo de estreitamento do canal espinhal ou radicular(forame intervertebral), causado por parte óssea ou partes moles. É necessário haver sintomatologia

=> A compressão pode ser central ou lateral. A estenose central ocorre no canal medular que é delimitado anteriormente pelos corpos e discos vertebrais e posteriormente por parte das apófises articulares, lâminas, pedículos e ligamentos amarelos(entre as duas lâminas).
A estenose lateral é a compressão no canal radicular(divide-se em 03 zonas) que começa no ponto em que a bainha da raiz sai do saco dural e termina quando a raiz sai do forame de conjugação.


II – CLASSIFICAÇÃO : (Arnoldi e cols – 1976)
=> O tipo mais comum é a estenose degenerativa(mais freqüente em homens > 50 anos). Ocorre á nível do disco intervertebral(protusão discal), hipertrofia do ligamento amarelo, formações osteofitárias, hipertrofia da cápsula articular do processo articular(estenose foraminal).
=> A forma do canal medular é importante pois 15% da população apresentam a forma em trevo que é mais vulnerável á alterações degenerativas. As formas mais comuns são a ovóide e a triangular. O diâmetro sagital do canal mede cerca de 12 mm


III – QUADRO CLÍNICO: (dividido em síndromes)

=> Claudicação neurogênica intermitente(mais comum): dor irradiada na perna sem localização precisa associada á adormecimento e fraqueza. Melhora com a flexão e acentua com a extensão da coluna lombar. Deve ser diferenciado da claudicação vascular(esta desaparece c/ o repouso). A alteração do reflexo patelar pode ser vista na estenose central.

=> Dor radicular ciatálgica: geralmente evidenciada na estenose lateral, apresenta dores melhor localizadas (devido á compressão radicular). Fraqueza do membro, adormecimento, dor ciática(sinal de Lasegue pode estar presente)

=> Dor atípica do membro inferior: localização vaga e distribuição não radicular

=> Síndrome da cauda eqüina: corresponde á compressão da cauda eqüina na região lombar levando á perda parcial ou total da função urinária, intestinal e sexual, paralisia do assoalho da pelve menor e paralisia dos MMII(se a compressão for um pouco mais alta).

- Aguda: desenvolve-se em horas á dias sendo secundário á hérnia discal(mais comum), mas pode haver outras causas como ; infecção, tumores, fraturas. Quadro clínico: anestesia na região perianal(nádegas, períneo, clitóris, escroto, pênis), ausência do reflexo anal e bulbocavernoso, lasegue bilateral, distenção da bexiga(devido á retenção urinária), obstipação, anestesia plantar, hiporreflexia e paresia de MMII.

- Crônica: o quadro clínico é mais sutil, com lombociatalgia crônica podendo haver diminuição do tônus retal e alteração da sensibilidade perianal, incontinência urinária ou urgência miccional de início gradual durante meses ou anos. Tais achados podem estar ausentes com o repouso e presentes ao caminhar ou durante a extensão lombar. A causa mais comum é a estenose lombar.


III – EXAMES:

=> Rx : pode mostrar alterações degenerativas, espondilolistese, escoliose degenerativa, etc. A hérnia discal lombar pode estar associadas á alterações congênitas na transição lombosacra como lombarização de S1 ou sacralização de L5(estresse anormal no disco)

=> mielografia: muito usado no passado em associação com a TC, atualmente está indicado em estenose lombar associado á escoliose,(a interpretação da imagem da RNM é complexa)

=> TC axial: importante para avaliar a parte óssea da estenose do canal

=> RNM: é o exame de escolha p/ avaliar a estenose do canal medular(central ou lateral)

=> Eletroneuromiografia: útil na estenose lateral

IV – TRATAMENTO:

=> Conservador: indicado se não houver alterações neurológicas. Consiste de repouso, controle da atividade física e medicação( aines, analgésicos e relaxantes musculares). O corticóide epidural é indicada em radiculopatias graves. Os coletes podem estar indicados em alterações degenerativas de múltiplos níveis.

=> Cirúrgico: indicado em pacientes com dores intoleráveis nas atividades de rotina mesmo com o tratamento conservador ou pacientes com alterações esfincterianas devido á síndrome da cauda eqüina( nos casos agudos a cirurgia é de urgência).
Nos pacientes com síndrome da cauda eqüina crônica deve passar inicialmente pela avaliação do urologista antes de submeter-se ao tratamento cirúrgico que consiste de descompressãoda área estenótica mediante laminotomia múltipla, laminectomia total( se for preciso uma descompressão maior), osteotomia do processo articular(em casos de estenose do canal radicular).
O objetivo da cirurgia é evitar a piora do quadro clínico, pois o pacientes podem persistir no pos operatório com sintomas residuais como a lombalgia. Nos casos de síndrome da cauda eqüina crônica a recuperação é lenta e incompleta e se persistirem sinais como anestesia em sela ou ciatalgia bilateral considera-se mau prognóstico.


HÉRNIA DISCAL
I – GENERALIDADES:


=> Acomete qualquer segmento da coluna sendo mais freqüente na região lombar

=> Postula-se que a causa seja á redução do conteúdo de proteoglicanos reduzindo as características de gel do núcleo(perda da hidratação). Conseqüentemente a pressão corporal é distribuída ao anulus podendo levar á sua ruptura com extravasamento do núcleo pulposo.

Fatores biomecânicos adicionais:

Locais de maior mobilidade da coluna
cervical- C5, C6
torácica- 1/3 inferior
lombar- L4-L5 e L5-S1
Maior pressão intradiscal na posição sentada ou na flexão da coluna, a ruptura é mais fácil com rotação e flexão associadas

=> A lesão medular nas protusões discais ocorrem por fatores mecânicos(tração, compressão, irritação) e biológicos(compressão dos vasos medulares levando á isquemia)

=> O diagnóstico da hérnia discal é feito pelo quadro clínico sendo os exames diagnósticos utilizados para confirmar o quadro ou para o diagnóstico diferencial(esclerose múltipla,esclerose lateral amiotrófica). A RNM é o exame de escolha

=> Nas hérnias discais lombares o tratamento cirúrgico está indicado nos défict neurológicos progressivos e /ou falha no tratamento conservador associados á episódios de dor freqüentes que limitem a atividade rotineira do paciente.


II – HÈRNIA DISCAL CERVICAL:

=> Pode –se dividir o quadro clínico em: cervicobraquialgia(B) ou mielopatia cervical(C)

A) cervicobraquialgia o quadro clínico irá variar de acordo com o nível da raiz comprimida(C5, C6, C7, C8) afetando determinadas áreas do MMSS

- Diagnóstico diferencial: síndrome de Pancoast(tumor do ápice pulmonar, acomete mais ás áreas de C8 e T1), síndrome da fossa supraclavicular, síndrome do túnel do carpo, periartrite do ombro.

- Tratamento cirúrgico está indicado quando houver piora do quadro clínico dificultando as atividades habituais. A descompressão pode ser feita por via anterior(mais fácil execução e menor risco pois é extra dural- Técnica de Smith Robinson) ou posterior

B) mielopatia cervical(compressões medianas): geralmente leva á compressão da artéria espinhal anterior(responsável pela irrigação da medula) levando á um acometimento medular mais abrangente. Nos raros casos agudos o quadro clínico é de paralisia flácida e nos casos crônicos caracteriza-se por síndrome sublesional(lesão piramidal- paraparesia espástica) ou síndrome lesional(lesão da substância cinzenta dos cornos anteriores- hipotrofia muscular). Ausência dos reflexos cutâneos abdominais, sintomatologia sensitiva, distúrbios esfincterianos também podem estar presentes.

- Diagnóstico diferencial: tumores endodurais, esclerose lateral amiotrófica, etc.

- Tratamento: nos casos de compressão aguda o tratamento cirúrgico é de urgência e nas compressões crônicas a cirurgia dependerá da gravidade da compressão( pois o objetivo é prevenir o agravamento do quadro) para definir o momento ideal. O tratamento cirúrgico é mais freqüente que nas cervicobraquialgias.

- 1,4 H : 1 M - Associada a doença discal lombar
- Fatores associados: levantamento de peso, fumo, mergulho

- Alterações hipertróficas:
- Predominantes na articulação (diferente da coluna lombar)
- Pode desenvolver nas articulações facetárias e corpos vertebrais
- Esporão anterior ocasionalmente resulta em disfagia

- Quadro clínico
- Sintomas relacionados à coluna
- Dor facetária: dor referida não acompanha dermátomos. Existe mapa específico
- Relacionados à raiz nervosa
- Sintomas radiculares geralmente são intermitentes e relacionados com dor no ombro ou cervical
- Diferenciar compressão mais distal:
- Síndrome do desfiladeiro torácico
- Síndrome do túnel do carpo - Síndrome do túnel cubital
- Avaliar membros inferiores para afastar mielopatia
- Sinal de alívio da abdução do ombro
- Mão é colocada na cabeça: deve aliviar a dor por compressão radicular
- Se dor iniciar após manter a posição por 1 minuto:
- Geralmente a causa é neuropatia compressiva distal como síndrome cubital ou doença primária do ombro
- Sintomas de mielopatia
- Sinal de Hoffman se coluna cervical superior
- Dor mau localizada, latejante
- Dor pode ser a única queixa
- Parestesia, fraqueza, atrofia, fasciculação - Reflexos exaltados
- Babinski
- Espasticidade
- Dor fina ou generalizada pode ser descrita com extensão do pescoço

- Diagnóstico diferencial
- Fatores extrínsecos
- Tumores do tórax, síndromes compressivas distais ao pescoço, processos degenerativos do ombro, disfunção de ATM, lesões no ombro
- Fatores intrínsecos
- Herniação discal, artrite hipertrófica, doenças congênitas com estenose cervical
- Tumores cervicais, fratura

- Hérnia discal cervical
- Tratamento
- Não operatório
- Maioria: herniação sintomática, radiculopatia não progressiva
- Repouso breve, AINH e exercícios
- Cirúrgico
- Indicações
- Falha no tratamento conservador - ↑ do déficit neurológico - Mielopatia
- Acesso:
- Disco mole lateral: posterior - Disco duro ou central mole: anterior


III – HÉRNIA DE DISCO TORÁCICA:

=> São as menos comuns acometendo os pacientes entre a 4º e 6º décadas

=> O quadro clínico varia dependendo da localização : laterais(compressão do nervo intercostal) ou centrais(mielopatia e dor radicular)

=> Diagnóstico diferencial: doenças neurológicas, tumores do sistema nervoso, afecções de vísceras torácicas(coronariopatias) e abdominais(colelitíase)

=> Tratamento: o tratamento conservador pode estar indicado nas hérnias laterais sem sinomatologia a cirurgia é indicada nos casos de compressão medular(toracotomia anterior com discectomia)

- Menos comum do que a lombar
- Na coluna torácica: mais comum no 1/3 inferior - 5-6ª décadas de vida
- Ruptura: flexão e rotação
- Disco: pressão maior sentado do que deitado e maior com inclinação anterior do tronco
- Dor do tipo intercostal ou quadro clínico por compressão medular

- 2 grupos
- Jovem: trauma  herniação mole  radiculopatia ou mielopatia
- Bom prognóstico
- História crônica (6-12 meses)  compressão crônica de raiz ou medula
- Mais comum

- Mielopatia:
- Fraqueza dos MMII, clônus, sinal de Babinski, marcha alargada, disfunção vesical ou urinária

- Diferencial: doença cardiopulmonar, TGI, infecção, degenerativa, metabólica, tumoral

- Tratamento:
- Hérnia lateral com compressão de nervo intercostal, sem compressão medular  conservador
- Compressão medular  tratamento cirúrgico
- Discectomia anterior - Laminectomia é contra-indicada pelo risco de piora do déficit

IV - Hérnia de disco lombar

- Dor lombar tem início na 2ª década de vida
- Causa mais comum de lombocitalgia mecânica - Doença discal > 3º-4º décadas
- L4 ou L5: 95% das rupturas dos discos intervertebrais

- Manifestações: lombalgia, lombociatalgia e síndrome da cauda equina

- Lombalgia
- Dor lombar baixa e nádegas que piora à flexão do tronco, dor piora ao tossir e sentar
- Intermitente - Melhora na posição de Fowler

- Dor radicular: depende da localização da hérnia
- Localização
- Mediana: lombalgia aguda, eventualmente com irradiação
- Hérnia centro-lateral
- Pode comprometer a raíz transeunte ou a raíz emergente
- Hérnia foraminal: raíz emergente
- Hérnia extremo-lateral ou extra-foraminal
- Compromete a raíz superior, na região lombar
- Lasègue: para L4 e L5
- Lasègue contra-lateral: patognomônico de herniação discal
- Raízes L2 e L3: teste de estiramento femoral
- Paciente em decúbito ventral com flexão do joelho com palpação da fossa poplítea
- Dor na coxa anterior
- Síndrome da cauda equina: única urgência cirúrgica
- Dor aguda, perda do controle esfincteriano, anestesia em sela e perda de força nos MMII

- Degeneração do disco intervertebral
- Ruptura interna do disco: erosão do anel fibroso
- Prolápso discal: ligamento longitudinal posterior continua íntegro
- Hérnia extrusa: ruptura do ligamento longitudinal posterior com migração do núcleo pulposo para dentro do canal vertebral

- Hérnia sequestrada: fragmento migra para dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forame

- Avaliação radiológica
- RX: AP + P devem ser feitos em todos os doentes
- RX oblíquo não deve ser realizado de rotina
- Mielografia: útil para diagnóstico do disco mole (soft disc) que se projeta para o interior do canal confrome a mudança de posição
- TC:
- Critérios para afirmar se existe hérnia de disco à TC
- Protrusão discal focal e assimétrica, geralmente centrolateral, diretamente sobre a raiz
- Compressão demonstrável sobre a raiz nervosa ou sobre o saco dural
- Edema da raiz afetada com seu alargamento e apagamento das margens ou proeminência das veias epidurais adjacentes
- Com contraste endovenoso: auxilia na diferenciação entre tecido fibroso e hérnia residual
- RNM: melhor exame
- RNM com gadolínio: auxilia na diferenciação entre tecido fibroso e hérnia residual
- Discografia: valor discutível
- Útil se programação de quimionucleólise ou discectomia percutânea
- Procedimentos contra-indicados se extravassamento do contraste para o canal

- Diagnóstico diferencial
- Urogenital, gastrointestinal, sistema vascular, endócrino, músculo esquelético
- Tumor, infecção, distúrbio metabólico, anomalias congênitas
- Espondilite anquilosante, mieloma múltiplo, insuficiência vascular, artrite do quadril, osteoporose com fratura pó estresse, cisto sinovial, tumores extra durais, neuropatia periférica, herpes zoster
- Ciática não relacionada a hérnia: ruptura de cisto sinovial da cabeça medial do gastrocnêmio, disfunção sacroilíaca, lesão no sacro e pelve, fratura da tuberosidade isquiática

- Tratamento
- Conservador em 80-90% - Feito por, pelo menos, 6 semanas

Cirúrgico
- Única indicação urgente: síndrome da cauda equina
- Persistência e/ou progress do déficit neurológico - Falha no tratamento conservador
- Crises repetitivas de lombociatalagia
- Melhor paciente: dor na perna, abaixo do joelho, unilateral, por no mínimo 6 semanas
- Dor deve melhorar com repouso e AINH
- RNM deve confirmar o nível do envolvimento consistente com o exame físico

- Técnicas
- Limitada convencional
- Microdiscectomia: bons resultados mas não permite identificação de estenose
- Discectomia + artrodese
- Resultados similares entre a discectomia ± artrodese
- Artrodese: evidências de instabilidade + hérnia discal ou lesão das duas facetas articulares durante a cirurgia
- Discectomia percutânea
- Hérnias contidas pelo ligamento longitudinal posterior, sem estenose
- Hérnia discal não é totalmente aspirada - Resultado inferior a outras técnicas
- Difícil para L5-S1 por causa das cristas ilíacas
- Quimionucleólise: uso reduzido por efeitos colaterais
- Hemilaminectomia: geralmente necessária para anormalidade de raiz
- Anomalia de raiz lombar
- Tipo I: anastomose intradural entre raízes de diferentes níveis
- Tipo II: origem anômala da raiz
- Subtipos
- 1. origem cranial
- 2. origem caudal - 3. Combinação de origem caudal e cranial
- 4. Raízes conjuntas
- Tipo III: anastomose extra-dural entre raízes
- Tipo IV: divisão extra-dural da raiz nervosa
- Laminectomia: se estenose central que geralmente ocorre na cauda eqüina
- Facetectomia: geralmente para estenose foraminal ou estenose grave do recesso lateral
- Se mais de uma faceta removida: deve-se fazer artrodese

V- Instabilidade vertebral por doença discal degenerativa

- Carga fisiológica induz deformação anormalmente grande na articulação intervertebral
- Sem evidência de trauma
- Há transmissão de carga para as articulações facetárias
- Método de Knutsson: determina movimento ântero-posterior
- Instabilidade: desvio anterior ≥ 5 mm na coluna lombar ou torácica
- Diferença de movimento angular > 11º de T1 a L5
- > 15º L5-S1 em comparação com L4-L5
- Tratamento: artrodese lombar


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Author: marcio
Date: 24/2/2020, 10:51
Tipo do Texto: Adulto
Category: Coluna
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