Traumatologia e Ortopedia
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 Fratura do acetábulo 
Fratura do acetábulo
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o Fraturas de alta energia que normalmente acompanham lesões que envolvem significativo risco de vida
o Deve-se realizar o ATLS
o Em casos de sangramento, angiografia pode ser útil para controlar o sangramento dda a.glutea superior ,principalmente naquelas fraturas que se extendem a incisura isquiática
o Lesão mais associada com fraturas acetabulares são as fraturas dos ossos longos
o Danos ao nervo ciático podem ocorrer nas fraturas da parede posterior com luxação do quadril e por fraturas da colunas posterior que podem aprisiona-lo. Envolvimento do componente perineal do ciático indica mau prognostico, apontando com certeza para uma recuperação funcional imcompleta
o Tratamento de urgência e a redução da cabeça do fêmur pois aumenta o índice de necrose se a redução não for feita nas primeiras 12 horas, logo apos deve-se colocar tração esquelética, se a redução for instável, deve ser feita reconstrução do acetábulo. Se for irredutível ,deve-se realizar redução aberta e osteossintese do acetábulo. Fragmento intra-articular deve ser retirado de forma eletiva
o Índice de infecção gira em torno de 3 a 6%. Obesidade, ferimentos abertos, fraturas expostas, lesões gastrointestinais e genitourinarios aumenta o risco de infecção
o Ossificação heterotopica e associado principalmente com vias posteriores
o Nervo ciático pode ser lesado nas fraturas da parede posterior, associado a luxação posterior do quadril, ou pela presença do nervo no traço de fratura nas fraturas da coluna posterior ou transversas
o Lesões que envolvem componente fibular tem pobre recuperação funcional
o Paciente com risco de TVP devem ser submetidos a profilaxia, podendo ser incluídos aspirina, compressão pneumática e filtro de cava

Radiografias
o AP – 6 sinais radiográficos fundamentais: teto, linha ileoisqueatica, linha iliopectinea, borda anterior, borda posterior e lagrima
o Alar – rotação de 45 graus para o lado da lesão – visualiza melhor a coluna posterior e o rebordo anterior
o Obturatriz – visualiza melhor a coluna anterior e parede posterior
o Fraturas da parede posterior mantem 5 dsa 6 estruturas intactas
o Deslocamento da cabeça do fêmur para medial e característico de fraturas da coluna posterior. Desloca a superfície quedrilatera e a de apoio de sustentação do ciático paa dentro da pelve
o Fraturas da coluna anterior – visualizada atraves da constatação do rompimento da linha iliopectinal
o Fraturas trabsversas envolvem as 2 colunas – toda a estrutura de sustentação de peso continua preso no ílio ou sacroiliaca.Podem ser divididos em transtecais, fraturas intratecais,
o Fraturas tipo T – fraturas transversas com traço vertical dividindo a fossa cotilóide
o
Classificação
o Judet e Letournel 5 tipos simples e 5 tipos complexas
- parede anterior, coluna anterior, parede posterior ,coluna posterior e transversa
- coluna e parede posterior, parede posterior com hemitransversa, parede anterior com hemitransversa posterior, fratura em T, fratura da duas colunas

Princípios de tratamento:
o Fraturas sem desvios ou com desvios minimos podem ser realizadas o tratamento incruento com restrição de carga
o Fraturas com desvio – redução aberta e osteossintese
o Fraturas com congruência secundarias –tentar redução da fraturas e
o Luxações devem ser reduzida o mais rápido possível ,para evitar osteonecrose
o Redução das fraturas se tornam mais difícil para luxações mais que 10 dias

Fraturas da parede posterior
o Fraturas da parede posterior – normalmente luxação posterior associada. Repersenta 15 a 28% das fraturas
o Avaliação pré op deve incluir TC
o Farturas que envolvem mais que 50% da parede posterior, resultam em instabilidade, enquanto que fraturas que acometem menos que 25% do acetábulo, raramente afetam a estabilidade atricular, desde que não haja impaccao marginal
o Impaccao marginal ocorre em 20 a 25% de todas as fraturas da parede posterior –devem ser elevados durante a cirurgia
o Tratamento cirúrgico – via de Kocher Langenbeck, estabilizadas com placas de suporte desde a parte inferior da asa do ilíaco ate a parte superior do ísquio. Cirurgias devem ser feitas precocemente

Fratura da Coluna posterior
o Fraturas da coluna posterior – 5% das fraturas – coluna posterior dirige-se medial e posteriormente muitas vezes sendo acompanhada pela cabeça femoral
o Usado via de Koche Longenbeck
o Desvio da fratura e rotacional ao longo do eixo longitudinal da coluna posterior. Redução e conseguida com auxilio de uma alavanca. Fixação realizadas com parafusos reforçadas com placas modelada na superfície retroacetabuular

Fraturas transversas
o Fraturas transversas representam 5 a 19% das fraturas
o Podem ser abordadas por via posterior ou anterior
o Quando se utiliza a via posterior (fratuars justatecais ou infratecais) a fixação da coluna anterior e conseguida com um parafuso da região retroacetabular em direção da coluna anterior. Ponto de entrada deste parafuso e 3 cm acima da borda superior do acetábulo
o Fraturas transversas(fraturas transtecal) mais proximais podem utilizar via anterior ilioinguinal extendido
o Fraturas transversas submetidos a tratamento conservador com desvio maior que 5 mm estão associados com alta taxa de osteoartrose
o Redução anatômica e fixação estável e o pré requisito mais importante para os bons resultados

Fraturas complexas
o Todas envolvem a coluna anterior e posterior com exceção da parede e coluna posterior
o Fraturas em T - divisão em ilíaco ou superior e o isquiopubico ou inferior, com um traço vertical dividido em 2 passando pela fossa cotilóide e forame obturatorio
o O envolvimento do componente hemitransverso e importante para a abordagem. Caso não haja desvio do componente hemitrasnverso a abordagem pode ser única
o Fratura das duas colunas pode ser considerado acetábulo flutuante – Sinal do esporão na radiografia obturatriz e patognomonico de fratura das duas colunas
o Eventualmente pode se instituir tratamento conservador – quando a fratura apresenta redução estável e congruente através de tração
o Medidas adequadas do arco do teto, congruência secundaria , congruência da cabeça femoral apos tração são indicações para o tratamento conservador
o Vias ilioinguinal extendida – indicada para fraturas em ambas as colunas
o Via iliofemoral ampliada – permite ao acesso ao ilíaco, superfície articular e a coluna anterior no nível da linha ileopectinea
o Alternativas para exposições ampliadas são as vias anterior e posterior combinadas
o Fixação rígida e feito com placas de reconstrução de pequenos fragmentos com parafusos maiores (>50mm)
o Restauração da congruência da cabeça femoral com o teto do acetábulo e tida como fundamental para o bom resultado

Complicações
o Infecção, ossificação heterotopica, tromboembolismo, lesão nervosa, artite pos traumática, osteonecrose são as mais importantes
o Ossificação heterotopica – associado com vias posteriores e via alongadas – Tratado com indometacina profilática 25 a 75mg 3 X ao dia ou radioterapia com baixas doses (10 a 20) Gy
o Paralisia do nervo ciático – ocorre com mais freqüência com fraturas da coluna posterior , parede posterior e transversa. Lesão do nervo fibular indica pobre recuperação funcional
o Necrose da cabeça femoral – associada com fx/lx posteriores do quadril (30%)
o Lesão vascular – incomum, associada com acessos posteriores e lesão dos vasos glúteos supoeriores e lesões da ilíaca interna e femoral superficial com acessos ilioinguinais


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Author: silva
Date: 24/2/2020, 10:18
Tipo do Texto: Trauma
Category: Quadril
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