Traumatologia e Ortopedia
Discussão de casos, questões e dúvidas em tratamentos, com dicas de prova para o TEOT.

 

 
Search

 Fratura da coluna cervical alta 
Fratura da coluna cervical alta
Occipital até C2 ...

- A coluna cervical alta é constituída pelos côndilos occiptais, atlas e axis.
- Não existe disco intervertebral. Sua estabilidade é garantida por um sistema ligamentar que conecta o atlas e o áxis à base do occiptal. A articulação atlantooccipital é estabilizada pelas cápsulas articulares e pelos ligamentos atlantooccipitais anterior e posterior. Estabilidade adicional é fornecida pela conexão entre o occipital e o áxis(C2), destacando-se a memb tectórica, os lig alares e o lig apical e pela forma convexa do occipito e côncava do atlas.
- A membrana tectórica estende-se da face posterior do processo odontóide até a borda anterior do forame magno, representando a continuidade do lig longitudinal. Estabilizador primárioda art atlantooccipital. Limita a hiperextensão juntamente com o arco posterior de C1.
- A articulação atlantoaxial apresenta pequena estabilidade intrínseca devido à convexidade das superfícies articulares. Os lig tranverso, alares e o apical estabilizam no plano sagital. A rotação é o principal movimento da articulação (50% da coluna cervical)
- São lesões raras.
- Com raras conseqüências neurológicas. Mas muito letais.
- Diagnóstico difícil pelo Rx.
- Mecanismo indireto de lesão.
- Fx combinadas 3% das fraturas cervicais.
- Fraturas do côndilo occiptal
- Dissociação atlanto-occiptal
- Fratura do Atlas
- Luxação atlanto-axial
- Fraturas do processo odontóide
- Espondilolistese traumática do atlas

FRATURAS DO CÔNDILO OCCIPITAL
- Lesão rara, que em geral se associa com outras, principalmente atlas.
- Class de Anderson e Montesano:
-
o Tipo I – fx cominutivas impacta
o Tipo II – fx da base do crânio que estende através da base do côndilo.
o Tipo III – fx por avulsão de fragmento ósseo do côndilo e conectado ao lig alar.


- Tipo I e II são causadas por compressão vertical e III por rotação + translação. Com tipo II pode haver lesão de nervos cranianos e III pode haver lux atlantooccipital.
- O diag por RX é muiot difícil.
- Pode ser estável ou muito instável. Devendo ser avaliada com o seguimento.
- Tipo I e II – tto conservador, com colar ou órtese por 6 a 8 semanas.
- Tipo III – imobilização com halo-gesso por 8 a 12 semanas, podendo realizar artrodese em gdes instabilidades.


LUXAÇÃO ATLANTOOCCIPITAL
- Lesões muito raras.
- A maioria dos pcts que sobrevivem apresentam lesões neurológicas. A lesão de pares cranianos é comum (n abducente). Pode conduzir a PCR.
- Nos pcts sem lesão neurológica a dor é o único sintoma.
- Linha de Wackeinheim – é a continuação posterior do clivus sendo tangente à cortical posterior do processo odontóide ou intersectando-o. a extremidade do Odontóide deve estar a 1 ou2 mm desta linha.
- Distância basio-linha posterior do áxis – distância entre a linha traçada sobre a borda posterior do áxis e basio. É normal qdo seu posicionamento anterior ao básio é até 4 mm e seu posicionamento posterior é até 12 mm.
- Distancia basio-odontóide – distância entre o basio e a extremidade superior do processo odontóide. É normal até 12 mm. Em crianças não é confiável.
- Relação de Powers – quociente entre a distancia do básio e a linha espinolaminar do atlas e a distância entre o arco anterior do atlas e o opístio. Normal abaixo de 1.
- Método da linha X
- Linha espoinolaminar C1-C3 – as lâminas do atlas, áxis e C3 devem estar alinha com desvio de até 2mm.
- Intervalo atlanto-axial
- A Distancia basio-odontóide e Distância basio-linha posterior do áxis apresentam maior sensibilidade para diagnóstico das lesões.
- A luxação atlantooccipital divide-se em:
o Deslocamento anterior – mais freqüente.
o Deslocamento logitudinal
o Deslocamento posterior
- A redução deve ser cuidadosa.
- O tto conservador com halo-vest deve ser provisório, sendo inidicada uma artrodese.


LESÃO DO LIGAMENTO TRANSVERSO (luxação atlantoaxial)
- O ligamento tranverso impede o deslocamento anterior de C1 sobre C2 e é o estabilizador primário da articulação atlanto-axial. Localiza-se atrá do processo odontóide e insere-se nas faces internas da massa do atlas.
- Lesão rara, mas muito letal .
- Classificação de Dickman:
o Tipo I – lesão da substância do ligamento.
o Tipo II – lesão envolvendo fratura
 IIa – cominutiva da massa lateral
 IIb – avulsão isolada do tubérculo de inserção do ligamento.
- Geralmente de trauma com hiperflexão, por que da ou trauma direto.
- São observado sinais de contusão no occipital.
- Após a ruptura do ligamento transverso foi observado desvio de 3 a 5 mm do arco anterior do atlas sobre o processo odontóide, e desvios de 5 a 10 mm após lesão dos lig acessórios e acima de 10mm quando todos estavam rompidos.
- A manifestação clínica está relacionada ao desvio. Pode haver aumento do espaço retrofaríngeo.
- O diagnóstico por Rx, TC e RNM.
- Tto:
o Tipo I A e B – artrodese
o Tipo II A e B – conservador (halo gesso)– se falha, cirúrgico


SUBLUXAÇÃO ROTATÓRIA (integridade do lig. Transverso)
- Os diagnóstico é difícil devido aos pouco s sinais clínicos.
- Na incidência em AP transoral a a ssimetria e o apagamento da articulações entre C1-C2 : wink signal (piscadela).
- TC : auxilia muito.
- Característica rotacional – Fieldings e Hawkins:
o Tipo 1 – lux rotatória anterior < 3 mm
o Tipo 2 – “” “” com desvio de 3-5 mm
o Tipo 3 – “” “”” com desvio > 5 mm
o Tipo 4 – desvio posterior
- Não há associação freqüente.
- Tto: redução com tração craniana e imobilização com halo-gesso, por 12 semanas. Pode ser necessária manipulação.
- Artrodese em caso de instabilidade e lesão neurológica.


FRATURA DO ATLAS
- A articulação entre o atlas e os côndilos é estabilizada pelos ligamentos capsulares e lig atlanto-occipital anterior e posterior.
- 2% das fx da coluna vertebral.
- Diagnóstico difícil.
- Pode-se associar com fratura do côndilo occipital, lesão do lig transverso, fx do áxis ou fx de vértebras sub-axiais. Mais freqüente a fx do odontóide. Princ em casos de fx do arco posterior. Associacao de fx atlas e áxis é freqüente.
- As lesões neurológicas são raras, mas pode ocorrer lesão de nervos cranianos.
- Mecanismo trauma: forças aplicadas à cabeça (compressão axial), pode haver componente rotacional, hiperextensão e inclinação lateral.
- A fx do arco posterior do atlas resulta de força de compressão com a cabeça em hiperextensão. Esse Tb pode fraturar o arco anterior devido à compressão contra o odontóide. A contração do músculo longo do pescoço tb pode fraturar o arco anterior.
- Classificação Gehweiler:
o I – fx isolada do arco anterior
o II -fx isolada do arco posterior
o III - fx combinada anterior e posterior - Jefferson
o IV – fx isolada da massa lateral
o V – fx do processo tranverso

- A estabilidade está relacionada com a ruptura ou não do ligamento transverso. O que pode ser definido como a separação das massas laterais acima de 6,9 mm. 8mm ao Rx (método de Spencer)
- Diagnóstico:
o Sinais indiretos: edema pré-vertebral, aumento do espaço atlanto-axial, superposição das facetas de C1-C2, fx do odntóide e espondilolistese do axis.
o TC
- TTo:
o Arco anterior ou arco posterior isolado, avulsão arco anterior e processo tranverso ---- estáveis – colar cervical 6 a 12 sem
o Explosão (Jefferson) ou Fx da massa lateral
 Estáveis – halo gesso/ Minerva – Rx dinâmico __estável
_Instável(artrodese)
 Instáveis – tração 4-6 semanas – halo-gesso 4-8 sem
 Instáveis – artrodese
 Instáveis – osteossíntese.


FRATURAS DO PROCESSO ODONTÓIDE

É a fratura mais comum de fratura do áxis(41%)
Costuma cursar com luxação/subluxação atlanto-axial, sendo o mecanismo mais frequente o trauma de hiperflexão cervical.( o dente do áxis é desconectado de sua base e levado anteriormente junto com o atlas, que desliza sobre o áxis).
Menos comumente, um trauma de hiperextensão leva o complexo atlas-dente do áxis a deslizar posteriormente...


Classificaçaõ de Anderson e D’Alonzo.

Tipo I – Acima da cintura do odontóide e compatíveis com avulsaõ do lig alar.
Tipo II – Cintura do processo odontóide e área coberta pelo lig transverso
Tipo III - vai até o osso esponjoso do corpo vertebral.

O tratamento depende da faixa etária do paciente e do grau de deslocamento (luxação):

 deslocamento < 5mm e/ou idade <50 anos, a conduta é conservadora: "Halo vest" por 3 meses.
 deslocamento for > 5mm e/ou idade >50 anos, a preferência é para o tratamento cirúrgico (atrodese atlanto-axial).
 As fraturas tipo I não apresentam problemas para consolidar, as tipo III costumam consolidar bem e as tipo II são as de mais difícil consolidação= atrodese atlanto-axial


Para baixar os arquivos de aulas e vídeos e ver as imagens explicativas, acesse os adicionais, clicando aqui.
Author: marcio
Date: 24/2/2020, 10:51
Tipo do Texto: Trauma
Category: Coluna
Veja os adicionais: 2 - Escreva um comentário
Views: 8054

Jump to:   


 

A página foi atualizada para www.TraumatologiaeOrtopedia.com.br => plataforma mais moderna, com mais interação. Todos os artigos e arquivos foram renovados. Os usuários agora podem:
- Atualizar os artigos;
- Promover seus consultórios;
- Criar grupos privados para sua residência ou liga de medicina;
- Treinar com questões e avaliar sua performance;
- E muito mais, confira, participe e contribua.
Espero que continuem curtindo, do autor: Ortopedista Especialista em Joelho Dr. Márcio Silveira

 

Mapa do Site    FAQ    Crie um site como este

Copyright © 2012 - 2020 TraumatologiaeOrtopedia.com | Desenvolvido em phpBB

Search: