Traumatologia e Ortopedia
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[KB] Síndrome do túnel do tarso


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[KB] Síndrome do túnel do tarso
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PostPosted: 21/3/2013, 11:20 Rate Post

Category: Pé e tornozelo (8)
Article Type: Adulto

Article Name: Síndrome do túnel do tarso
Author: rogério
Description: Também compressão do nervo fibular

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Re: [KB] Síndrome do túnel do tarso
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PostPosted: 21/3/2013, 13:54 Rate Post

Síndrome Túnel do Tarso Anterior

É a compressão do nervo fibular profundo abaixo do retináculo extensor inferior;


Etiologia

Comum em corredores

Osteófitos dorsais na articulação do tornozelo, mediotarsal ou metatarsocuneiforme

Sapatos apertados ou botas de esqui

Presença de cistos sinoviais com ou sem osteófitos traumáticos

Disestesias no primeiro espaço interdigital e nos lados em aposição dos dedos adjacentes;

Redução da sensibilidade tátil e estímulo doloroso no primeiro espaço intermetatarsal;

Sinal de Tinel sobre o nervo.fibular profundo e atrofia do extensor curto dos dedos;

Disestesias com irradiação proximal para o compartimento anterior da perna;

Eletromiografia: Confirma o diagnóstico ;


Tratamento

Conservador: injeção de esteróide, imobilização ou ambos.

Cirúrgico: descompressão e neurólise do nervo fibular profundo distal à articulação do tornozelo.


Tratamento operatório

Inicialmente localize aérea de compressão

Faça uma incisão longitudinal de 5 a 7 cm

Identifique a artéria pediosa e o nervo fibular profundo localizado embaixo do extensor curto do hálux;

Faça a liberação dele;

Libere a porção constrictora do retináculo inferior;
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marcio
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Re: [KB] Síndrome do túnel do tarso
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PostPosted: 17/10/2013, 09:00 Rate Post

Sd Compressivas Membros Inferiores

Pelve: 1)n.ciático: tumor (asa do sacro e orifícios sacros) e aneurisma da a ilíaca comum. Sintomas radiculares (diferenciar de hérnia).
2)as lesões compressivas do plexo lombo sacro atingem mais o n fibular comum = pé caído e parestesias face lateral da perna e dorso do pé.
3)sd desfiladeiro pélvico: compressão do ciático pelo piriforme.
4)Compressão transitória do ciático: sentar superfície dura (ciático sai do glúteo máximo região relativa//e superficial).

Fossa Ilíaca: Meralgia parestésica (ou síndrome de Bernhardt-Roth): n cutâneo femoral lateral sob ligamento inguinal: dor profunda e prurido ou queimação ant-lateral da coxa, piora c/ extensão, ficar muito tempo em pé e andar muito, melhora c/ flexão do quadril, sentado. Diferenciar de patologia intraespinhal, vertebral e pélvica. Pode aparecer durante gravidez, atinge homem e mulheres meia idade, costuma melhorar espontaneamente.

Quote:
Meralgia parestésica foi primeiro descrita por um neuropatologista alemão, Martin Bernhardt (1844-1915), em 1878, mas foi Wladimir Karlovich Roth (1848-1916), um neurologista russo, que cunhou o termo "meralgia" das palavras gregas meros para coxa e algos para dor. Curiosamente Sigmund Freud (1885) relatou que ele e um de seus filhos apresentavam esta condição. Apesar de sua descrição ainda no século XIX e de haver inúmeros artigos sobre o assunto, o diagnóstico de meralgia parestésica é obscuro e poucos médicos são capazes de reconhecer seus sintomas.

Classicamente a meralgia parestésica é descrita como uma síndrome disestésica ou anestesia na distribuição do nervo cutâneo femoral lateral (ncfl), isto é, trata-se de uma mononeuropatia compressiva do ncfl. É mais comum nos homens e se caracteriza freqüentemente por dor em queimação na face ântero-lateral da coxa. Na área acometida há uma sensação de desconforto, mas não se observam alterações motoras e/ou de força muscular. Os reflexos estão preservados diferenciando-se esta condição das radiculopatias(1).

A posição ortostática prolongada ou sentada com as pernas estendidas pode provocar os sintomas, pois a extensão do quadril aumenta a angulação e tensão sobre o ncfl, enquanto a flexão da coxa sobre a pelve melhora estes sintomas por diminuir estas forças. A incidência anual desta condição é estimada em 4/10.000 pessoas, predominando entre 30 e 65 anos de idade.


Anatomia e distribuição sensitiva do nervo cutâneo femoral lateral (ncfl). (A) O ncfl é formado pelas raízes posteriores de L2 e L3. O nervo continua medialmente à espinha ilíaca ântero-superior e sob a porção inferior do ligamento inguinal. O nervo emerge da pelve e se divide em dois ramos: anterior e posterior. (B) O nervo é inteiramente sensitivo e inerva a face lateral da coxa.

Anatomia

O ncfl é primariamente um nervo sensitivo, mas também inclui fibras simpáticas eferentes que carreiam impulsos vasomotores, pilomotores e sudomotores. Ele é muito variável e pode ser formado de algumas diferentes combinações de raízes lombares, incluindo L2-L3, L1-L2, L2 isolado e L3 isolado (Figura 1). Situa-se atrás do músculo psoas, seguindo abaixo da fáscia ilíaca e cruzando a superfície do músculo ilíaco. Ao se aproximar da espinha ilíaca ântero-superior, ele penetra na fáscia ilíaca e emerge através de um túnel fibroso em direção à coxa. Roth notou que o ncfl é vulnerável à compressão em que ele emerge abaixo do músculo psoas, passa ao lado da espinha ilíaca ântero-superior e, especialmente, a traumas repetitivos quando ele passa no túnel fibroso e ao sair na fáscia lata(3).

O ncfl é mais freqüentemente encontrado sob a porção mais lateral do ligamento inguinal cruzando medial e inferiormente a espinha ilíaca ântero-superior. A posição em que o nervo emerge da pelve é variável e sintomas de meralgia parestésica foram descritos em cada uma destas variáveis .


Quatro posições do ncfl em relação à espinha ilíaca ântero-superior. (a) o nervo passa acima da crista ilíaca há mais de 2 cm da espinha; (b) o nervo passa acima da crista há menos de 2 cm; (c) o nervo passa em nível da espinha; e (d) o nervo cruza abaixo do ligamento inguinal e anterior à espinha ilíaca.

Quadro clínico e abordagem terapêutica

Os pacientes que apresentam meralgia parestésica tipicamente descrevem sensação de queimação, frio, choque, dolorimento na musculatura da coxa, alteração na sensibilidade da pele, franca anestesia ou queda dos pêlos na porção ântero-lateral da coxa. Os sintomas podem ser leves e fugazes, desaparecendo espontaneamente ou intensos limitando o paciente por anos.

Pode haver queixa de dor no quadril, joelho ou panturrilha e, por isso, os pacientes tentam modificar suas atividades para minimizar os sintomas. Os sintomas podem piorar quando o quadril é estendido e os pacientes tendem evitar a posição ereta e referir dificuldade para dormir. Sentar pode aliviar as queixas em algumas pessoas e piorar em outras. Em casos mais intensos não há posição que alivie o desconforto.

Freqüentemente os pacientes são tratados para patologias do quadril ou joelhos, ou mesmo, para lombalgia antes do correto diagnóstico de meralgia parestésica. Como os doentes têm dificuldade para descrever os sintomas não é incomum acreditar tratar-se de distúrbio psiquiátrico.

Ao tornar-se superficial o ncfl é suscetível a traumas e compressão por causas diversas como: obesidade, gravidez, ascite, cintas, órteses, cintos apertados, trauma direto, escoliose, diferença no comprimento dos membros e espasmo muscular. Ele também pode ser lesado por incisões abdominais ou pélvicas, tais como apendicectomias ou retirada de enxerto ósseo ilíaco. A compressão também pode ocorrer dentro da pelve, havendo relato de casos associados a mioma uterino, abscessos, lipofibrossarcoma retroperitoneal e periostite do íleo. Cirurgias para reparo de hérnia inguinal via laparoscópica podem provocar lesão do ncfl.

O diagnóstico de meralgia parestésica é essencialmente clínico. A eletroneuromiografia pode ser utilizada, porém há dificuldade na obtenção de potenciais sensitivos o que prejudica a análise do mesmo. Ressonância magnética e tomografia computadorizada são ineficazes para a localização da compressão, mas devem ser utilizadas na determinação da sua causa e no diagnóstico diferencial.

A confirmação do diagnóstico deve ser feita através do mapeamento cuidadoso da área de disestesia, confirmando o envolvimento do ncfl, da infiltração com pequena quantidade de anestésico na área onde o ncfl emerge na pelve e, finalmente, através da exclusão de outras causas de envolvimento das raízes L1, L2 e L3. A anestesia do ncfl é útil para confirmar o diagnóstico e pode ser terapêutica em alguns casos. Também pode antecipar para o paciente os resultados da ressecção do nervo.

O tratamento inicial da meralgia parestésica é conservador e os pacientes podem beneficiar-se do uso de analgésicos, antiinflamatórios não-hormonais, uso de roupas folgadas, perda de peso e o uso criterioso de esteróides e anestésicos locais. Na gravidez, o tratamento deve ser conservador, pois a sintomatologia tende a desaparecer após o parto.

Quando o tratamento conservador falhar, deve-se considerar a cirurgia entretanto não há consenso sobre o melhor procedimento: ressecção ou descompressão do nervo através da retirada da porção lateral do ligamento inguinal. Os casos operados podem apresentam alívio total definitivo ou parcial. Aqueles que inicialmente melhoraram podem, eventualmente, reapresentar a mesma sintomatologia. A literatura é escassa quanto ao seguimento e conduta nestes casos.


Fossa poplítea: tibial + protegido.
1)n fibular: cisto sinovial ou cisto de tendão. 2)Cabeça e colo da fíbula: o nervo fibular está relativamente fixo e pode ser comprimido por osteocondroma.
3)sd túnel fibular: compressão do fibular sob a aponeurose do fibular longo: parestesia e dor face lateral e dorso do pé, hipoestesia território do fibular superficial e profundo, enfraquecimento dos fibulares e tibial anterior predispondo a entorses.

Perna: 1)Sd Tibial Anterior: fibular profundo está profundo no compartimento anterior em íntimo contato c/ a fíbula podendo ser comprimido e isquemiado por processo expansivo da fíbula (perda da função do nervo exceto o ELD cuja inervação é mais proximal a lesão) ou durante a marcha c/ uso extenuante do compartimento anterior (dor na massa muscular do tibial anterior, queda do pé, alterações sensitivas do espaço interdigital do dorso do pé).

Pé: 1)Sd Túnel do tarso:compressão do n tibial dentro do retináculo flexor (pode ocorrer durante a gravidez). Retináculo flexor: membrana fibrosa que vai desde o maléolo medial a face posterior do calcâneo formando um compartimento dividido por septos em 4 túneis osteofibrosos: (1)tibial posteror (2)FLD (3)túnel do tarso (artéria tibial, veia tibial, nervo tibial) (4)FLH.
Sintomas:dor, formigamento, parestesia planta do pé, a dor piora após caminhada e melhora c/ repouso, hipersensibilidade acima do maléolo medial. Diagnóstico clínico mas pode fazer ENMG, teste provocativo c/ manguito.
2)Metatarsalgia de Morton: nervo digital comprimido distal e superficial ao ligamento transverso profundo, pp 3o espaço interdigital.
3) Sd túnel do tarso anterior: compressão do nervo fibular profundo na retinácula extensora inferior.




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Resumo para prova oral

Def: Compressão do n.tibial sob o retináculo flexor do pé
Causas: Processos expansivos, tenossinovites, deformidades ósseas, idiopático
Cl: Parestesias + dor plantar que piora à noite, com exercício, repouso, elevação
Diag: Cl+ENMG *RNM : planejamento
Tto: Conserv: 6-12sem tala norturna+ aines+ mudança de calçado
Cirurgia : se insucesso conservador ( liberação extensa do nervo sem neurólise)
Last edited by marcio on 26/9/2015, 18:23; edited 3 times in total
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