Traumatologia e Ortopedia
Discussão de casos, questões e dúvidas em tratamentos, com dicas de prova para o TEOT.

 
[KB] Fratura por estresse


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marcio
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[KB] Fratura por estresse
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PostPosted: 10/10/2013, 08:10 Rate Post

Category: Área básica (1)
Article Type: Adulto

Article Name: Fratura por estresse
Author: rogério
Description: militares, esportistas

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Periostite, síndrome compartimental crônica, síndrome do estresse tibial anterior, canelite, shin split.
Last edited by marcio on 10/6/2014, 08:19; edited 1 time in total
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silva


silva is offline

Re: [KB] Fratura por estresse
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PostPosted: 10/10/2013, 14:43 Rate Post

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Fratura de estresse do calcâneo http://traumatologiaeortopedia.com/kb.php?mode=article&k=177
Fratura por estresse do quinto metatarso http://traumatologiaeortopedia.com/viewtopic.php?t=677



Tríade da mulher atleta
- distúrbio alimentar
- osteoporose
- amenorréia
Last edited by marcio on 7/9/2015, 21:39; edited 8 times in total
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marcio
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Re: [KB] Fratura por estresse
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PostPosted: 3/3/2014, 10:40 Rate Post

Resumo para prova oral

95% nos MI
45% na tibia
Deve se ter alto indicie de suspeição para o diagnóstico
História clinica de dor as atividades associado a mudança nos treinamentos ou intensificação
Rx normal até 3 meses, cintilografia positiva após 72hs tem alta sensibilidade mas baixa especificidade pode se manter positiva por 3 meses não sendo boa para acompanhamento, RNM melhor exame alta sensibilidade e especificidade se negativa exclui o diag.
Fatores de risco: corredores, baixo peso, mulheres amenorreicas, disturbios alimentares
Fratura pode ser por insuficiência( osso ruim por qualquer patologia associado a stresse normal) ou fadiga( osso bom stresse submaximo)
Fraturas de alto risco: femur, tibia anterior, navicular, patela, maleolo medial
Tto: orteses e retirar carga por 6-8 semanas, se fratua do colo por tração cortical superior fratura de alto risco=cirurgia. Na fratura da cortical anterior da tibia se não melhorar em 3 meses cirurgia=haste fresada, mas sempre tentar conservador antes.
Os outros locais tem bom prognostico com tto conservador( maleolo lateral, MTT, tibia em outros locais que não a cortical anterior)
Refrigerantes a não ser que o uso seja muito exagerado não tem confirmação que devem ser proibidos




- Mais comum em mulheres
- Mais comum em adolescentes e adultos jovens

- Dor relacionada a carga
- Instalação insidiosa e progressiva
- Dor inicialmente leve e presente durante a atividade
- Associado a troca de treino, de calçado, de volume ou intensidade ou técnica

- Exame físico
- Dor à palpação do local
- Pode ter edema - Dor à percussão
- Localização anatômica típica

- Fatores de risco
- Tamanho ósseo menor
- Condicionamento físico de base ruim
- Maguinitude do treinamento e freqüência - Dorsiflexão limitada do tornozelo
- Aumento de rotação externa do quadril
- Amenorréia
- Densidade óssea baixa: significativo somente para mulheres atletas
- Não serve para rastreamento

- Diagnóstico: não necessita de exame de imagem se história típica

- RX: sensibilidade baixa com especificidade alta
- Alterações raramente aparecem < 2-3 semanas após sintomas
- Geralmente não aparecem até 3 meses dos sintomas
- Alterações
- Formação de osso periosteal
- Calo endosteal - Padrão horizontal ou oblíquo de esclerose
- Traço de fratura com área de espessamento cortical

- Cintilografia: se RX inconclusivo
- 3 fases: teste mais sensível (quase 100%)
- Imediata: avalia perfusão óssa
- 2-5 minutos: avalia hiperemia regional - 2-4 horas: acúmulo ósseo
- Diagnóstico
- Periostite: (+) somente na última fase
- Fratura por estresse: (+) em todas as fases
- Na cicatrização: normalização da fase inicial para a última
- Captação pode persistir por até 1 ano – não é bom para acompanhamento
- Diferencial: osteoma osteóide, tumores ósseos, osteomielite, infarto ósseo

- RNM: pode fazer o diferencial da cintilografia (+), se dúvida
- Melhor visto no T2 com supressão de gordura
- Mais específica do que a cintilografia

Grau Cintilografia RNM
1 Área pequena
Mau defiinida
Edema periostal leve a moderado em T2 com supressão de gordura
Sinal medular normal
2 Atividade moderada
Melhor definida
Edema periostal moderado a grave
Edema medular em T2 com supressão de gordura
3 ↑ de atividade
Cortical-medular larga
Edema periostal moderado a grave em T2 com supressão
Edema medular em T1 e T2 com supressão
4 ↑ intenso transcortical Linha de fratura visível


- TC: bom para decisão de tratamento em ossos como navicular
- Fratura sacral e da pars pode ser bem avaliada por TC

- Princípios de tratamento
- 1ª fase: Repouso modificado para permitir remodelamento
- Eliminar do estresse – nos atletas, treinamento alternativo
- 2ª fase: quando houver melhora significativa da dor ou ausência
- Membros inferiores: geralmente 2 semanas após sem dor para caminhar
- Condicionamento aeróbico com repouso e treinamento cruzado

- Tratamento por região

- Pelve
- Ramo púbico: não é raro em corredoras
- Dor na região inguinal que piora no apoio unipodálico
- Tratamento: modificação no treino

- Fratura sacral: predomina na corredora de longa distância

- Colo femoral

- Fratura no lado de compressão: lesão do colo inferior ou medial
- Mais jovens
- Fratura no lado tensão: superior
- Mais velhos - Maior risco de falhar e desviar

- Quadro clínico: dor na virílha ou coxa anterior
- Piora à rotação do quadril

- RNM é melhor do que cintilografia nesta região
- Estágio 1 ou 2 (sem fissura cortical): protocolo de repouso modificado
- Estágio 3 na face de compressão: fissura cortical sem desvio
- Podem ser tratadas conservadoramente
- Estágio 3 na face de tensão: pode ser tratado conservadoramente
- Muitos autores recomendam a fixação pelo risco de desvio
- Estágio 4: alargamento da fissura cortical ou desvio da fratura completa
- Tratamento cirúrgico
- Doente jovem com fratura desviada: tratamento na urgência

- Diáfise femoral: geralmente medial ou posteromedial
- São estáveis e melhoram com tratamento não operatório

- Diáfise da tibia: mais comum

- Local de acometimento mais comum: cortical de compressão posteromedial
- Geralmente no 1/3 proximal ou distal

- Fratura anterior do 1/3 médio: rara, geralmente associada a salto
- Palpação do espessamento cortical se crônico
- Frequentemente progridem para pseudoartrose ou fratura completa

- Diferencial:
- inflamação da origem do tibial posterior ou solear
- inflamação da inserção da fáscia na região posteromedial (canelite ou síndrome do estresse medial da tíbia)

- Tratamento: geralmente responde bem a medidas não operatórias
- Inicialmente repouso com muletas ou imobilização
- Nos casos crônicos: tratamento não operatório tem menor chance de sucesso
- Pode-se indicar perfuração no local da pseudoartrose
- Haste intra-medular para casos refratários
- Alguns: tratamento de escolha para pseudoartrose da cortical anterior

- Maléolo medial
- Fratura típica com orientação vertical que origina da junção entre o maléolo e o pilão
- Grau 1 e 2: órtese e retirada do impacto com retorno à função em 6-8 semanas
- Grau 3 e 4: tratamento conservador apropriado mas pode necessitar de 4-5 meses
- Lesão crônica: pode necessitar de cirurgia: perfuração + fixação com parafuso
- Atleta de elite: fixar com parafuso

- Navicular
- Dor vaga medial do arco do pé com dor à palpação do navicular
- Fratura ocorre no plano sagital, no 1/3 central
- Tratamento conservador por 6 semanas
- Fixação se não consolidar

- Metatarsos

- Comum em corredores e no ballet
- Mais comum: colo do 2º
- Dor gradual e progressiva no antepé com dor à palpação
- Tratamento com mudança de atividade

- Diáfise proximal do 5º: comum em jogadores de basquete
- Cicatrização lenta e com alta taxa de recorrência
- Local: porção 1,5 proximal da diáfise

- Tratamento

- Fratura aguda com 2-3 semanas de duração
- Sem esclerose medular com ausência ou pouca atrofia cortical
- Tratamento conservador por 6-8 semanas com gesso sem carga
- Carga no gesso: associado a refratura e pseudoartrose
- Atletas: tratamento cirúrgico com enxerto + fixação

- Sintomas crônicos ou recorrentes
- Alterações sugestivas de retardo de consolidação ou pseudoartrose
- Retardo de consolidação: fratura pela cortical medial e lateral com alguma esclerose medular
- Pode consolidar com imobilização gessada sem carga
- Recuperação pode durar 6 meses
- Considerar tratamento cirúrgico para encurtar tempo de tratamento
- Pseudoartrose: linha de fratura muito larga com formação óssea periostal e esclerose medular completa

- Patela: raro
- Geralmente transversa e melhora com imobilização em extensão por 4 semanas

- Fíbula: geralmente 1 a 2 polegadas da linha do tornozelo
- Muito menos comum do que as de tíbia
- Geralmente responde a tratamento não operatório
- modificação do perfil de atividade
- gesso curto, sem carga com aumento progressivo de atividade

- Calcâneo: tratamento conservador é eficaz em quase todos os casos

- Úmero
- Jogadores de baseball, tênis, levantamento de peso
- Tratamento com repouso modificado
Last edited by marcio on 7/9/2015, 21:47; edited 1 time in total
_________________
Traumatologia Esportiva, Cirurgia do Joelho e Ortopedia Esportiva; Artroplastia, Artroscopia e Osteossíntese de Ossos Frágeis;
Em Brasília-DF. Marque uma consulta:
-> https://drmarciosilveira.com
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