Traumatologia e Ortopedia
Discussão de casos, questões e dúvidas em tratamentos, com dicas de prova para o TEOT.

 
[KB] Osteoartrose de quadril


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marcio
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marcio is offline

[KB] Osteoartrose de quadril
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PostPosted: 27/10/2013, 21:17 Rate Post

Categoria: Quadril (3)
Article Type: Deformidades adquiridas

Article Name: Osteoartrose de quadril
Autor: Clone
Description: e osteotomias do quadril

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Clone


Clone is offline

Re: [KB] Osteoartrose de quadril
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PostPosted: 28/10/2013, 16:18 Rate Post

Classificação de Kellgren e Lawrence para coxoartrose (alterações radiográficas)

grau 0 - normal;
grau 1 - possível estreitamento do espaço articular medialmente e possíveis osteófitos em torno da cabeça femoral;
grau 2 - definido estreitamento articular, osteófitos nítidos e alguma esclerose;
grau 3 - significativo estreitamento articular, osteófitos pequenos, esclerose e cisto, significativa deformidade da cabeça femoral e acetábulo;
grau 4 - vísivel perda do espaço articular acompanhada de esclerose e cisto, significativa deformidade da cabeça femoral e acetábulo.




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Osteotomias

SALVAMENTO
< 50a
Retardam ATQ e melhoram a ADM
RECONSTRUÇÃO
< 30a
Retardam a OA
Erro: fazer reconstrutiva quando a indicação é salvamento!!!
Acelera a artrose

OSTEOTOMIAS DO FÊMUR: (deformidades do fêmur proximal)
Osteotomias varizantes.
Osteotomias valgizantes.
Rotacional de Sugioka

OSTEOTOMIAS PÉLVICAS ( doença acetabular primária)
RECONSTRUÇÃO:
Osteotomia do Osso Inominado de Salter.
Osteotomia Tríplice de Steel (salter + isquio e púbis).
Osteotomia Dupla do osso inominado (SUTHERLAND = salter + púbis).
Osteotomia de Dega
Osteotomia Tipo Pemberton (Pericapsular).
Osteotomia periacetabular de Bernese (Ganz)
Osteotomia periacetabular esférica
SALVAMENTO:
Osteotomia Pélvica de Chiari
Osteotomias Tipo Shelf

Quote:
Efeito Voss: aumentando o valgismo do quadril, tensiona a musculatura abdutora, melhora a força muscular.
Last edited by marcio on 6/8/2015, 22:03; edited 8 times in total
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Dublê


Dublê is offline

Re: [KB] Osteoartrose de quadril
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PostPosted: 17/4/2014, 07:57 Rate Post

Resumo para prova oral

Epidemiologia:
Doenças articulares degenerativas são mais comuns em mulheres, mas acometem todos os grupos étnicos e ambos os sexos;
Mais freqüente em idosos (>prevalência);
↓ qualidade de vida;
Causa significativo impacto econômico e social sobre os indivíduos e sistema de saúde;
Fisiopatologia:
Ocorre degeneração da cartilagem articular manifestada por fibrilação, fissuras e erosões;
Mudanças bioquímicas nas Proteoglicanas cartilagíneas que resultam em processos catabólicos e anabólicos no seu metabolismo; diminuição progressiva da [] de sulfato de condroitina (-4 e -6) conforme progride a artrose;
No plano CORONAL, o ângulo de inclinação do cólo femoral (cérvico-diafisário) é de ~125o, sendo > em longilíneos>140o : coxa valga;<110o : coxa vara;No plano SAGITAL, o ângulo de anteversão é de ~15o (de 10o a 30o);
Biomecânica articular:Quando os abdutores estão fracos, o centro de gravidade fica deslocado lateralmente em direção ao quadril afetado, diminuindo o comprimento do braço de alavanca do peso corporal e diminuindo a carga sobre o quadril afetado (marcha tipo Duchene);O braço de alavanca pode ficar encurtado na seqüela da doença de Perthes, pioartrite e osteonecrose;Também fica encurtado quando o trocânter está localizado posteriormente, nas deformidades rotacionais externas, como na seqüela de epifisiólise;
Exame físico:Marcha:Claudicante com MI afetado em RE e eventual flexão com encurtamento variável;Mobilidade normal:Flexão: 120o - 130o ;Extensão: 20o - 30o ;Abdução: 40o - 50o ;Adução: 20o - 40o ;RE: 45o - 50o ;RI: 25o - 45o ;
Primeiro movimento afetado é a RI; 2o é a RE; 3o abdução; 4o adução; 5o flexão;
Aspectos radiológicos:Esfericidade da cabeça;Cobertura da cabeça pelo acetábulo normal (profunda ou insuficiente);Espaço articular homogêneo;Angulo cérvico-diafisário (varo e valgo);Densidade óssea (comparar com lado contralateral):Esclerose, cistos, osteopenia;
Classificação:Renato Bombelli (mundialmente aceita):Etiologia(mecanica metabolica);Morfologia(supero externa,concentrica,, inferior,infero interna) ;Reação biológica(atrofica,normotrofica,hipertrofica)Amplitude de movimentos(rigido, hipomóvel e móvel)
Primeira opção: Manejo conservador:↓ peso, ↓ atividades físicas de impacto (cuidado: sedentarismo é prejudicial!);Visa frear a evolução da doença;Evolução da patologia deve ser esclarecida ao paciente, bem como as opções de tratamento, vantagens, desvantagens, riscos e benefícios, pois decisão final deve ser do paciente;
Artroses secundárias a doenças reumáticas:Geralmente precoces (2a e 3a décadas de vida);Altamente dolorosas e incapacitantes;
Bilaterais; Não há justificativa para se protelar a cirurgia, que será a Artroplastia total cimentada, dado o quadro ser sempre osteopênico; Quando bem sucedida, traz alívio sintomático em outras articulações bem como melhora do estado emocional dos pacientes;
protese




-> Artroplastia de quadril e artrodese
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marcio
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marcio is offline

Re: [KB] Osteoartrose de quadril
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PostPosted: 1/6/2014, 19:21 Rate Post

Osteotomias Femorais
- Dois tipos básicos: osteotomia de desvio e osteotomia de angulação
- Evolução na osteoartrose
- Osteotomia varizante: avaliação do RX em abdução para cálculo do grau de correção
- Sucesso nas OA com subluxação lateral e cabeça esférica
- Osteotomia valgizante de Pauwel: se melhora da congruência com adução
- Bombelli: expandiu as indicações para casos em que a congruência não parecia possível nos RX pré-operatórios.
- Osteófito da cartilagem medial assumiria o papel de suporte de carga
- A deficiência acetabular era corrigida gradualmente
- Vantagens
- Efeito vascular: descompressão e ↑ da vascularização
- Seleção dos doentes
- < 50 anos - Não obeso - Ocupação sedentária
- Evidência radiológica de patogênese mecânica para a artrose
- estreitamento articular localizado com aumento correspondente da densidade óssea
- Congruência articular deve aumentar sob exame radioscópico
- ADM: há pouco ganho com a cirurgia
- Deve ter boa amplitude no pré-operatório
- flexão mínima de 80º - não fazer se arco de movimento < 30º

OSTEOTOMIA FEMORAL PROXIMAL

pode ser reconstrutiva ou de salvamento
reconstrutiva: quadril com função normal ou próxima do normal. Previne ou posterga a evolução da artrite
salvação: com osteoartrite leve ou moderada, melhora a função e posterga a época da artroplastia

Osteotomia reconstrutiva X Osteotomia de salvamento
Fatores
Osteotomia Reconstrutiva
Osteotomia Salvamento
Idade
Geralmente < 25 anos
Geralmente < 50 anos
Sintomas
Mínimos, mas progressivos
Moderados a severos
Mobilidade
Próximo ao normal
>60º de flexão
Função
Próximo ao normal
Fraca ou ausente
Anatomopatologia
s/ alterações irreverssiveis
c/ alterações irreverssiveis
RX
Superfície congruente porem desalinhada
Cartilagem escassa ou incongruência ou ambas
Prognostico se não tratadas
pobre
Pobre

RX: AP e “false profile view” (Campbell) – paciente em pé, pelve rodada 25 graus em direcao á ampola, com o pé, o joelho perpendicular à ampola.
Pauwles recomenda RX com abdução e adução máximas, este estudo demonstra em qual posição a cabeça melhor adapta-se ao acetábulo
Se melhor em abdução= osteotomia varizante ( de adução)
Se melhor em adução= osteotomia valgizante (de subtracao)
CT auxilia a melhor determinar a incongruência articular

Osteotomia varizante
Eleva o trocanter maior e o desloca lateralmente, enquanto move os abdutores e psoas medialmente, para restabelecer a congruência articular e diminuir a ação muscular no quadril?(Campbell)
Indicada nos casos de cabeças esfericas, ou com pouca displasia acetabular ( com o ângulo centro-borda de pelo menos 15 a 20º)
Sinais de sobrecarga lateral
Ângulo cervico diafisario de no mínimo 135º
Relaxa a musculatura abdutora, psoas e adutores
Diminui a carga no quadril
Aumenta a superfície de carga
Recomenda-se o desvio medial da diafise de 10 a 15mm para manter o joelho sobre o eixo de mecânico
Pode causar encurtamento do membro, pode levar a marcha de trendelenburg, e aumentar a proeminência do grande trocanter.
O encurtamento pode ser minimizado, realizando uma menor osteotomia medial e transpor a mesma para a lateral

Osteotomia valgizante:
Transfere o centro de rotação do quadril medialmente para a região superior do acetábulo, aumentando a congruência e a região de carga da cabeça femoral
Osteotomia do grande trocanter é freqüentemente realizada
É necessário uma flexão de pelo menos 60º
Ela aumenta o espaço intrarticular e faz desaparecer os cistos e as áreas escleróticas da cabeça e do acetábulo
A pseudartrose ocorre em 20% dos casos, sendo o principal fator um deslocamento de mais 60% do diâmetro da diáfise para medial
Recomendações:
Deslocar menos de 50% do diâmetro da diáfise
Provocar um ângulo cervicodiafisario de pelo menos 140º
Utilizar material de compressão


Indicações de Blount para osteotomia valgizante
Marcha em trendelemburg
Deformidade em adução
Abdução dolorosa

Indicações de Blaunt para osteotomia varizante
Marcha abdutora antalgica
Deformidade em abdução
Adução dolorosa

- Extensora
- Causa um pouco de valgismo - Ápice da osteotomia direcionado anteriormente
- Deve ser adicionada à correção se:
- a cobertura acetabular anterior for deficiente
- doente com contratura em flexão persistente
- Flexora
- Pré-requisito: deve ter extensão completa antes da cirurgia
- Porção posterior da cabeça passa a ficar na área de carga
- Tende a deixar o fêmur proximal mais em varo, por causa da anteversão do colo femoral
- Alongamento
- Osteotomia varizante com fechamento: encurta o membro ≥ 1 cm
- Osteotomia valgizante pode ↑ o membro em até 2 cm
- Encurtamento pode ser obtido com cunha de fechamento
- Planejamento pré-operatório
- RX AP:
- Linha pelo eixo longitudinal
- Linha pelo local da osteotomia (porção superior do trocanter menor)
- Interconexão das duas linhas demarca o centro de rotação da osteotomia
- Distância entre a osteotomia e a entrada do cinzel: 1,5-2,5 cm
- Manter cortical medial
- Nas osteotomias valgizantes, considerar osteotomia trocantérica e desvio lateral
- Correção deve ser limitada a 15º-20º para evitar complicações para conversão para prótese
- Placas:
- Osteotomia valgizante: 130º - Osteotomia varizante: 90º
- Técnica
- Osteotomia valgizante extensora
- Flexão do quadril até a posição desejada
- Colocação do cinzel, 1,5 cm acima da osteotomia, perpendicular ao chão, em direção à porção anterior do colo e cabeça femoral
- Osteotomia na borda proximal do trocanter menor com a confecção da cunha nos planos desejados
- Uso da placa 130º
- Osteotomia varizante: para correção de 20º, entrar com cinzel a 70º
- Derrotativa
- Fazer a derrotação após a osteotomia na região proximal ao trocanter menor antes da cunha

Armadilhas e complicações nas osteotomias
Menos de 50º de flexão não é um bom candidato a osteotomia
AR geralmente não se beneficia com a osteotomia
Nos casos de necrose avascular, a osteotomia transtrocanterica só esta indicada se a região que for suportar a carga estiver sem lesão
A necrose extensa ou colapso da cabeça são contraindicacoes da osteotomia
A osteotomia deve aumentar e não diminuir a região de carga da cabeça femoral
Uma deformidade em adução fixa é contraindicação para osteotomia em varo
Uma deformidade em abdução fixa é contraindicação para osteotomia em valgo
Contratura em rotação externa maior que 25º é contraindicação para osteotomia


OSTEOTOMIA PERI ACETABULAR

A displasia acetabular pode ser uma causa de osteoartrite secundaria
Com a diminuição do ângulo centro-borda, a superfície articular da cabeça femoral fica descoberta, e há um aumento do stress sobre a região de carga levando a artrite
O objetivo da recontrucao acetabular é cobrir a cabeça femoral e melhorar o eixo mecânico do quadril

Osteotomias de rotação

- Osteotomia do inominado de Salter
- Objetivo: redirecionar todo o acetábulo sem mudar a capacidade ou forma
- Rotação máxima: 10º adução e 25º extensão
- Osteotomia transversa no ápice da incisura isquiática maior até um ponto acima da espinha ilíaca anteroinferior
- Todo o fragmento distal é inclinado inferiormente e lateralmente, fazendo fulcro na sínfise púbica
- Colocado um enxerto de ilíaco em cunha para manter a osteotomia
- Indicações
- > 18 meses (antes disso, melhor resultado pode ser obtido com outros métodos)
- Subluxação sem cirurgia prévia ou subluxação residual após tratamento: 6 meses até vida adulta
- Luxação sem cirurgia prévia ou luxação residual após tratamento: de 18 meses até 6 anos
- Pré-requisitos
- Possibilidade de colocação da cabeça femoral em oposição ao acetábulo
- Pode necessitar de tração. Se muita pressão: risco de ONCF
- Liberação das contraturas do psoas e adutores
- Redução concêntrica e completa da cabeça femoral na profundidade do acetábulo verdadeiro
- Congruência articular razoável
- Especialmente em flexão, abdução e rotação interna: será posição relativa após cirurgia
- ADM boa (60%), especialmente abdução, rotação interna e flexão
- Espaço articular razoável: pelo menos ½ do esperado para a idade

- Osteotomia tripla do inominado de Steel
- Feita nos planos do ilíaco, ísquio e púbis
- Permite > rotação do que a de Salter e melhor correção nos mais velhos
- Indicações: crianças mais velhas e adultos com acetábulo displásico
- Pré-requisitos
- Congruência adequada, sem grandes alterações degenerativas
- Cabeça femoral deve estar situada no acetábulo - ADM deve ser funcional
- Contra-indicações: não ter pré-requisitos, doença neuromuscular, anquilose fibrosa

- Osteotomia dupla do inominado de Sutherland
- Uma osteotomia de Salter + osteotomia entre a sínfise púbica e o forame obturatório
- Permite desvio medial do quadril se ressecar uma faixa longitudinal do púbis
- Indicações
- > 6 anos com luxação ou subluxação - Sem doença degenerativa avançada - ADM boa
- Contra-indicações: estreitamento articular, esclerose subcondral, deformidade da cabeça femoral

- Osteotomia pericapsular incompleta do ilíaco de Pemberton
- Osteotomia tem início entre as EIAS e EIAI e progride ao redor do acetábulo até a cartilagem trirradiada
- Acetábulo esférico é transformado em cônico e lentamente remodelado para esférico
- Indicações 
- Mais efetivo entre 18 meses e 6 anos: capacidade boa de remodelação do acetábulo
- Limite de 12 anos: fechamento da cartilagem trirradiada – contra-indicação relativa
- Especialmente útil para quadris estáveis somente com muita abdução e rotação interna
- Pré-requisitos
- Redução concêntrica - ADM adequada - Congruência adequada

- Osteotomia pélvica combinada (Pembersal)
- Osteotomia de Pemberton até a cartilagem trirradiada
- Faz fratura em galho verde na cartilagem trirradiada, através do ísquio
- Rotação do eixo através da sínfise púbica e da fratura em galho verde
- Permite maior correção


Ostotomia periacetabular de Ganz (1983) para tratamento de displasia do quadril em adultos
Osteotomia triplanar, muito difícil tecnicamente
Indicada em adultos ou adolescentes com a placa fisaria fechada
Se houver uma degeneração da cabeça femoral, pode ser associada uma osteotomia femoral proximal
Complicacoes: paralisia temporal do nervo femoral, correcao excessiva, subluxacao femoral secundaria, complicação na via ílio-inguinal (recomendação da via Smith-peterson pois fornece uma grande exposição da articulação e da cápsula anterior), osteonecrose, pseudoartrose, ossificação heterotrófica e perda da fixação
Vantagens: somente uma via é utilizada, grande quantidade de correção pode ser obtida em todos os planos, incusive lateral e medial, suprimento sanguinea ao acetábulo é preservado, a coluna posterior da hemipelve mantem-se mecanicamente estável, permitindo marcha com muleta imediata, não ocorre alteração do anel pélvico

Osteotomias de salvação

- Shelf
- objetivo: ↑ do volume acetabular e prevenção da migração lateral e para cima da cabeça femoral em quadris displásicos
- princípio: mover um pedaço de osso sobre a cápsula articular anterior e lateralmente
- cápsula converte-se em fibrocartilagem
- indicações
- acetábulo com deficiência que não pode ser corrigido por rotação acetabular
- idade: 3 anos até adulto jovem
- Contra-indicações
- Quadril displásico com congruência esférica que permite procedimento de rotação
- Luxação franca que necessita de redução aberta e estabilização suplementar
- Técnica
- Desenha-se ângulo CE de Wiberg normal e atual
- Medida da largura necessária para estender o acetábulo para atingir um ângulo CE normal
- Via de Smith-Petersen
- Confecção de canal para o enxerto com assoalho de cartilagem articular e pouco osso
- Profundidade deve ser de 1 cm e em osso esponjoso
- Retirada de tiras de osso cortical e esponjoso do ilíaco
- Primeira camada mais fina e segunda camada mais grossa com disposição ortogonal
- Camadas do enxerto são fixas pela reinserção do reto femoral
- Vantagens: extra-articular, não altera o anel pélvico, não altera a anatomia para ATQ

- Artroplastia de Colonna-Hey Groves: pouco utilizada
- Indicações
- Luxação completa, não subluxação, do quadril displásico
- Idade entre 3-8 anos
- Cabeça femoral deve estar o mais próximo o normal o possível para sucesso
- Telescopagem deve ser demonstrada para trazer a cabeça femoral ao acetábulo verdadeiro
- Contra-indicações: anormalidades congênitas múltiplas e paralisia espástica
- Técnica:
- Feita em dois estágios
- 1º estágio: alongamento dos isquiotibiais e tenotomia adutora seguida de tração
- 2º estágio: artroplastia capsular
- Cápsula redundante é amarrada na cabeça femoral
- Fresamento acetabular
- Redução da cabeça femoral coberta pela cápsula no acetábulo
- Resultados: altas taxas de rigidez

OSTEOTOMIA de desvio pélvico medial DE CHIARI
- Indicações
- Melhores resultados em menores de 45 anos de idade
- Luxação completa, não subluxação, do quadril displásico
- Idade entre 3-8 anos
- Cabeça femoral deve estar o mais próximo o normal o possível para sucesso
- Telescopagem deve ser demonstrada para trazer a cabeça femoral ao acetábulo verdadeiro
- Contra-indicações: anormalidades congênitas múltiplas e paralisia espástica
- Técnica:
- Feita em dois estágios
- 1º estágio: alongamento dos isquiotibiais e tenotomia adutora seguida de tração
- 2º estágio: artroplastia capsular
- Cápsula redundante é amarrada na cabeça femoral
- Fresamento acetabular
- Redução da cabeça femoral coberta pela cápsula no acetábulo
- Resultados: altas taxas de rigidez
- Osteotomia de desvio pélvico medial de Chiari
- Corte do ilíaco na margem superior do acetábulo
- Desvio do fragmento distal da pelve para medial
- Ilíaco torna-se o teto do acetábulo e cápsula torna-se fibrocartilagem por metaplasia
- Indicações
- DDQ em crianças maiores e adultos ou displasia dolorosa com ou sem artrose
- Instabilidade grosseira em quadril não congruente
- Melhor indicação: quadril com subluxação estabelecida, doloroso e com sinais precoces de artrose confinados à porção superior da superfície articular
- Outras indicações: coxa magna da doença de Legg-Calvé-Perthes, ONCF após tratamento para DDQ. Útil também para doentes com doença neuromuscular com luxação
- Contra-indicações: possibilidade de fazer osteotomia de rotação
- Técnica
- Via de Smith-Petersen e exposição da borda superior da cápsula articular
- Dissecção subperiostal até exposição da incisura isquiática
- Osteótomo 0,5 polegada proximalmente à cápsula direcionado 15º superiormente e medialmente
- Osteotomia deve ser completada com serra de Gigli passada pela incisura isquiática maior
- Após osteotomia, membro é forçado em abdução, desviando a pelve medialmente
- Desvio deve ser entre 1/2 a 2/3
- Parafusos de compressão ou FK são colocados para fixar a osteotomia
- Cobertura lateral pode ser aumentada com enxerto adicional
- Possibilita diminuição da dor mas pode limitar a mobilidade do quadril


ARTRODESE

- Bons resultados para jovens
- Posição
- Flexão: 20-30º: pode ser um pouco maior se doente passar muito tempo sentado
- Adução: leve ou neutro - Rotação externa: 10º
- Indicações
- Ausência de dor lombar, dor ou instabilidade no joelho ipsilateral, dor no quadril contra-lateral ou alterações radiográficas destas áreas
- Se osteonecrose: fazer RNM do quadril contra-lateral antes de pensar na artrodese
- Operações ao redor da artrodese
- Se houver necessidade de ATQ contra-lateral ou ATJ ipsilateral
- Taxas altas de soltura  considerar conversão da artrodese para ATQ
- Conversão
- Se artrodese extra-articular: cuidado com a possibilidade da inclusão de estruturas neurovasculares na massa da artrodese
- Borda lateral do acetábulo e borda superior do colo femoral devem ser preservadas para melhor cobertura do componente acetabular
- Conversão tem bons resultados para ↓ lombalgia mas resultado menos previsível para dor no joelho ipsilateral ou quadril contra-lateral
- Melhor resultado se: artrodese por período curto de tempo, doente jovem quando submetido à artrodese

Quote:
Indicada
Somente artrite de apenas 1 quadril
Severa destruicao do quadril
Mobilidade muito diminuída
Sem resposta ao tratamento conservador
Ausência de dor no joelho ipsilateral ou lombar
Contraindicacao
Envolvimento do joelho ou quadril ipsilateral
Geralmente indicado em pacientes jovens ou trabalhadores que exercem atividades braçais






DICAS DE QUADRIL

Osteotomias do quadril:
Tem que ter ADM bom no exame sem anestesia
Flex de 60 a 70 graus
Na varizante tem que ter cabeça esférica

Braço de alavanca e perpendicular ao músculo
Indic PTQ: AR, patol bilateral com dor e grave; contra-indic relat: dca neurol progr, déficit m abdutora, imaturidade esq; infecção ou artropatia neuropática

TVP: mais comum no 4o dia pó, 2% da tvp não trat dão embolia, e esta e responsável por metade das mortes. E a complicação mais freqüente da PTQ. O inicio da tvp pode ser pelo aquecimento do cimento. Tríade de virshow: estase, discrasia, lesão endotelial; os três presentes na cir de PTQ. Prevenção: meia, copr pneumo, medicação, deamb precoce.
Heparinas fracionadas (menores e de 4.500 daltons) agem mais no fator X ativado, e menos no IIA na razão 4:1. Sem a prorfilaxial para tvp, 65% dos pacientes vão ter tromboembilia.

Class de singh: tipo 5 e o que melhor se vê as trabéculas; a partir do 3 e osteoporose; o 6 e o melhor e vai piorando. Normais: 4,5,6. Patológicos: 1,2,3.

Ranhuras das próteses tem que ter entre 50 e 400 micrometros, fora destes padrões cresce mais fibrose – S

Se lesar ou desinserir o quadrado femoral, pode-se lesar a art circunflexa medial da cab femoral

Via de Smith-petersen e entre tensor da fascia lata e sartorio (superficial) e profundo entre reto e glúteo médio. VIAS.

Incidência de bilateralidade na osteonecrose do quadril e de 30 a 80%. S

Ossicacao heterotopica: pos trauma e disseccoes extensas. 3 tipos: 1.massa de osso no musculo; 2.massa de osso contígua com osso no periósteo; 3.ossificação periarticular que aparece na capsul. class de Brooker:1. ilhas de osso em partes moles; 2.osso com intervalo de pelo menos 1cm entre superfícies ósseas opostas, 3.osso com menos de 1cm de intervalo dentre sup ósseas opostas, 4.anquilose, SIZINIO 390

Infec prótese: menos de 3m aguda; tardia ate 2 anos, mais de 2 anos tardia hematogenica (class de Fitzgerald). SIZINIO
Na 1 e 3 tem quadro clinico de infecção, na 2 tem mais dor crônica. No trat, tipo 2 componentes da prótese tem que ser retirados.
Na 1 e 3 comeca com punção para identific etiológica e antibioticoterapia. Drenagem ampla ate a prótese com colheita. Quanto mais tardio o diagnostico, maior chance de ter que abrir

Não existem casos de necrose da cabeça femoral em casos de luxação anterior do quadril

Na lux quadril:
Ant: rodada ext e abduzidas. Sup: em ext. Inf: em flexão. Lesões neurovasculares geralmente encontradas na superior.
Necrose: ant=8% post 60%. Pode ocorrer de 2 a 5 anos

No exame físico o nervo ciático pode se alongar ate 6 mm, aos 70 graus flex (lasegue)
Pode-se alongar ate 2,5 cm na cirurgia

Osteonecrose pos fx fêmur criança RATLIFF
I todo o fêmur proximal, mais grave, todos os vasos lesados
II apenas porção da cabeça, lesão vv epifisários laterais
III colo ate a fise, poupa a cabeça, vv metafisarios
Trat visa ADM. Complic: coxa vara (20%), psa

FADURI: para testar lesão do labrum do quadril

Qdo atinge 1/3 da sup articular e for desviada, precisa fazer trat cirúrgico na lux anterior quadril. Na post: redução aberta se instável, frag retidos na articulação, falha red fechada

Músculos biarticulares são mais propensos a serem lesados, tem grande quantidade de frbras tipo 2 (rápidas) = vermelhas

DESARTRODESE: resultados variáveis, muitas complicações. Indic: dor lombar ou joelho ipsilateral, principalmente em AO joelho. Complic: infecção, marcha trendelemburg. Opera-se primeiro o quadril, depois o joelho

Se fecha fise do troc maior, ocorre a coxa valga aparente. Se fecha a do colo, ocorre coxa vara. No pc o mais freqüente e a coxa valga

Osteotomia de southwick e uma osteotomia intertrocanteriana. Na epifisiolise, ate 12h reduz fechado, de 12 a 24 fechado sem muita forca ou aberto e depois de 24 horas osteotomia de FISH ou DUNN – SIZINIO

Osteotomias do fêmur proximal podem aumentar a chance de condrolise

Complicação da PTQ ortopédica mais freqüente e a discrepância de membros.

EFEITO DE VOSS: diminuição da sobrecarga dos flexores, abdutores e adutores, na osteotomia varizante

ONCF: dor geralmente inguinal, podendo ser em outras regiões, e dor principalmente a rotação interna (pode ser o primeiro sinal clinico)


Artroplastia do quadril -> http://traumatologiaeortopedia.com/viewtopic.php?t=627

INFECÇÃO E SOLTURA DE PROTESE DE QUADRIL

- A causa mais comum de soltura das próteses de quadril, precocemente é o erro de técnica
- A segunda causa de soltura precoce é a infecção
- A causa de soltura tardia mais comum é o desgaste com produção de debris


CLASSIFICACAO DE SOLTURA DE PROTESE DE QUADRIL

- Soltura de 2mm na radiografia
- de Lee e Charnley para acetábulo
Acetábulo dividido em 3 zonas  1 , 2 e 3 de lateral pra medial.
- de Gruen para o fêmur
Componente femoral, no fêmur, dividido em 7 zonas de superior pra inferior e de lateral pra medial.

INFECÇÃO

- As condutas a serem tomadas dependem
Idade
Estado imunológico
Numero de cirurgias previas
Tipo de prótese
Gravidade do comprometimento da superfície de contato (prótese x cimento, prótese x osso e cimento x osso)
Perda maior ou menor do estoque ósseo
Condições hospitalares e qualidade do material ortopédico
Capacidade técnica do cirurgião
- Classificação das infecções de prótese – Fitzgerald-Coventri
Tipo 1- infecção pos operatória aguda fulminante (apresenta-se como um quadro infeccioso com calor, edema, rubor na FO + febre sistêmica)
Tipo 2- leva de alguns meses ate 2 anos para aparecer. São pacientes que sempre tiveram algum tipo de queixa leve ou tomaram ATB profilático por mais tempo ou tiveram uma internação prolongada
Tipo 3- bem mais rara e de origem sistêmica, surgindo de forma aguda e clinicamente bem caracterizada após longos anos de uma indolor e profícua função da ATQ
- Radiografia
Halo entre o cimento e o osso que aumenta progressivamente, definindo claramente uma soltura
A presença de um halo menor que 1mm e que não aumenta com o decorrer do tempo não define uma soltura, principalmente se o paciente não tem queixa de dor e nem impotência funcional
- Quadro clinico
Quadro típico de dor, impotência funcional e presença de sinais de infecção precoce ou tardios
- Exames laboratoriais
Leucocitose ocorre em menos de 20% dos casos infectados
VHS que tende a normalizar entre o 3º e 6º mês pos operatório que evoluiu sem intercorrencias, e esta aumentado em 54% dos casos infectados acima de 30mm/h
PCR e alfa 1 glicoproteina normalizam em torno da 3ª semana pos operatório nas próteses sem intercorrencias, e se o PCR for acima de 20mm/h após 3-4 semanas da cirurgia, indica infecção.
Punção articular é considerado o método mais confiável para o diagnostico por alguns autores, porem discutido.
- Tratamento
Sem soltura da prótese
No tipo 2, que é uma infecção difícil de ser diagnosticada, e geralmente leva meses ate se ter o diagnostico correto  prótese comprometida. De modo geral, os componentes da prótese devem ser retirados
Nos tipos 1 e 3
Quando podemos agir nos primeiros dias, uma antibioticoterapoia agressivade de largo espectro deve ser iniciada de imediato, conjuntamente a uma punção aspirativa no intuito de detectar os germes infectantes.
Nos diagnosticos mais tardios, devemos tratar com antibioticoterapia e drenagem ampla
Alguns autores preconizam a retirada do material
Quando a infecção se instalou de forma definitiva, com soltura da prótese, varias condutas podem ser tomadas de acordo com as condições:
Operação de Girdlestone
Revisão em dois ou mais tempos com ou sem espaçador e com ou sem enxerto osseo
Revisão em um tempo cirúrgico, com ou sem enxerto osseo


DESGASTE

A forma mais comum de desgaste do polietileno é o desgaste da interface metal-plastico.
O desgaste costuma ocorrer na porção supero-lateral do componente.
Fatores que contribuem ao desgaste:
Coeficiente de fricção, lubrificação, carga, diâmetro da cabeça, numero de ciclos, e dureza dos materiais.
Coeficiente de torque: varia de 0,008 a 0,02 nas artic normais, metal-metal 0,8 e 0,02 nas artic metal-polietileno, sendo definido como: a medida da resistência encontrada ao mover um objeto sobre outro, no caso a cabeça sobre o acetabulo.
As cabeças número 22 tem maior desgaste linear. As cabeças 32 maior desgate volumétrico.
Debris: o material sofre o desgaste na forma de debris. Causa osteólise na região periprostética. Partícula de poliletileno que é identificada pelo organismo como corpo estranho, causando ativação dos macrófagos que estimulam os osteoclastos levando a reabsorção óssea e soltura do material. Age na interface cimento osso.
Há três tipos principais de desgaste: abrasivo, no qual a superfície mais dura causa lesões na superfície mais macia. Adesiva, no qual o material mais macio é transferido para a superfície mais dura. Fadiga: cargas repetidas causam delaminacao nas interfaces e soltura.
Last edited by marcio on 6/8/2015, 22:03; edited 3 times in total
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