Traumatologia e Ortopedia
Discussão de casos, questões e dúvidas em tratamentos, com dicas de prova para o TEOT.

 
[KB] Escoliose


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marcio
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marcio is offline

[KB] Escoliose
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PostPosted: 6/2/2014, 21:36 Rate Post

Categoria: Coluna (7)
Article Type: Desvios rotacionais e marcha

Article Name: Escoliose
Autor: silva
Description: Idiopática, juvenil, infantil

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silva


silva is offline

Re: [KB] Escoliose
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PostPosted: 6/2/2014, 21:45 Rate Post

Resumo para prova oral

Escoliose idiopática

Pela localização da curvaCer vical: C2-C6 Cervicotorácica: C7-T1 Torácica: T2-T11 Toracolombar: T12-L1 Lombar: L2-L4 Lombossacra: abaixo de L5
Desbalanço musculoesquelético produzindo um desvio da linha média no plano frontal sem causa definida
Infantil: 0-3 anos/Juvenil: 4-10 anos/Adolescente: 11-17 anos/Adulto: acima de 18 anos
Inspeçao da pele Avaliar dismetrias /Exame neurológico/Teste de Adams/Testar equilíbrio
RX AP+ P com inclinações Ângulo de Cobb/Risser/Cartilagem trirradiada
RNM: Quando houver deficit neurológico/ Para excluir mal formações/ Na programaçao de cirurgia/ CINTILO: excluir TU e infecções/ US: excluir mal formações genitourinárias
80% é classificada como idiopática/0,5-3% para escoliose juvenil e do adolescente com curvas superiores a 10
1,5-3 por mil para curvas acima de 30 /89,5% do adolescente/10,5% juvenil/0,5% infantil
INFANTILPrevalência de 3:2 mas/fem/90% é autolimitada e desaparece/Curva para esq em 90% dos casos
Estão associadas em 50% dos casos a outras patologias como plagioencefalia, displasia coxofemoral, cardiopatia congênita e retardo mental Fatores de risco:DACV: se < que 20 mais de 83% de cura/se > que 20 mais de 84% de progressao
JUVENILCrianças de 4-10 anos/Meninos são acometidoas antes que meninas/Curvas para dir e esquerda semelhantes abaixo de 6 anos e predominam curvas a dir acima desta idade/Curvas acima de 30 são progressivas, com 1 a 3 por ano abaixo de 10 anos e chegando a 11 acima desta idade, e nescessitam de tto
ADOLESCENTE Acima de 10 anos/0,5-3% prevalência para curvas acima de 10/5% evoluirão para curvas acima de 30/Curvas mais graves são mais comuns em meninasFatores de risco:Sexo/Magnitude da curva/Localização da curva
Crescimento esquelético ainda restante/Risser 3 progressão em 10%/ Risser 0-1 progressão em 60-70%
ADULTOS / SE a curva < 30 não progridem/Se a curva entre 50-75, progressão de 1 ao ano/Pacientes tem risco de morte 2 x maior por problemas cardiopulmonares/Podem evoluir com dor
ORTESES Curvas de 25-30 /Limite superior de 45/Risser inferior a 3/Em curvas menores que 30 com rápida progressão/Resultado final é a manutenção da curva/Base ciêntifica não muito convincente
INDICAÇÕES CIRURGICAS / Magnitude da curva/Curva toracica de 40-50 em pacientes imaturos/Acima de 50 em pacientes maduros
Deformidade clínica/Risco de progressão/Padrão da curva




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- Classificação de Risser para maturação esquelética
- Ossificação da apófise do ilíaco no RX AP de bacia que ocorre da parte anterior para posterior
- Início aos 13-14 anos no sexo feminino; 14-15 anos no masculino
- Toda a ossificação demora 2 anos (1 ano Risser I IV e 1 ano de IV  V)


- Vértebras escolióticas
- Rotação importante no plano transverso
- Processos espinhosos  para a concavidade
- Processos transversos  para posterior no lado côncavo
- Torção do tronco  elevação das costelas  giba torácica clássica
- Grandes vasos não acompanham a deformidade
- Saco dural: fica na concavidade da escoliose
Last edited by marcio on 15/8/2015, 21:03; edited 2 times in total
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Dublê


Dublê is offline

Re: [KB] Escoliose
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PostPosted: 3/4/2014, 13:17 Rate Post

Resumo para prova oral

Escoliose congênita


Def: Resultado de elementos vertebrais malformados desviando a coluna mecanicamente em qualquer plano.
Inf: Ocorrem no período embrionário(<48d) associadas a malformações cardíacas, neurológicas(siringo ou diastematomielia) e urinárias (investigar)
Et: desconhecida Class : falha de formação e/ou segmentação
HN: Torácicas progridem mais / Barras opostas hemivértebras (10°/a) / Vértebras em bloco e cuneiformes progridem menos(1°/a)/ Hemivértebras simples(2°/a)/ Duplas(4°/a)/ Barras unilaterais(7°/a)/ Fases de estirão( 2-3 a e adoslecência). Documenta progressão de todas , exceto a pior.
Tto : Seguir todas até o fim do crescimento. Órtese pouco indicada pois curvas curtas inflexíveis. Cirurgia precoce se progressão
Téc:Fusão posterior e/ou anterior/ Hemiepifisiodese convexa/ Excisão




- Síndrome do filum terminale curto congênito
- Filum terminale: estrutura estabilizadora da medula
- continuidade com o ligamento estabilizador da dura que emerge da parte inferior da dura-máter em S2 e insere-se na parte posterior do cóccix
- Encurtamento do ligamento: déficit neurológico nos MMII com liberação piramidal

Síndrome da insuficiência torácica
- Inabilidade do tórax em suportar a respiração normal ou crescimento pulmonar
- Ocorre em pacientes com síndromes com tórax hipoplásico
- Escoliose infantil progressiva - Síndrome de Jarcho-Levin
- Escoliose congênita associada a costelas fundidas no lado côncavo da curva
- Tratamento:
- Insuficiência progressiva
- Corrigir e estabilizar a deformidade da coluna - Corrigir deformidade clínica
- Preservar o potencial de crescimento da coluna como pilar posterior do tórax
- Melhorar o volume, simetria e função
- Método cirúrgico
- Gruca: compressão cirúrgica das costelas para corrigir a escoliose idiopática no lado convexo
- Campbell: distração da costela no lado côncavo

Escoliose neuromuscular
- Causa desconhecida
- Redução da força ou controle muscular voluntário - Redução da sensibilidade ou propriocepção
- Classificação
- Características
- Deformidades baixas progridem além da maturidade
- Curvas longas em C que inclui sacro e obliqüidade pélvica
- Obliqüidade pélvica pode ter outras origens: quadril, MMII - Início mais precoce
- Maior risco de progressão
- Baixa eficácia de órteses
- Necessita de fusão de mais níveis e da pelve
- Obliqüidade pélvica:
- > 10-15º de L4/L5 em relação à linha interilíaca
- Fusão no sacro ou pelve - Deve ter origem identificada
- Manter lordose lombar é importante para distribuição de peso em doente sem sensibilidade
- Artrodese anterior e posterior pode ser necessária para obliqüidade pélvica grave

Tratamento
- Observação: < 20º
- Curvas maiores em retardo mental grave sem incapacidade - Se progressão de curva pequena: órtese

- Cirurgia:
- Deve ser estendida acima de T4
- Distal: sacro; ou logo antes se:
- Deambulador - L5 horizontal - Sem obliqüidade pélvica significativa

- Pré-operatório
- Alto índice de complicações operatórias
- Duchenne e ataxia de Friedreich: alterações cardíacas
- Maioria: redução da reserva funcional
- Se < 30% de CVF + inibição da tosse: traqueostomia

- Indicações de fusão anterior e posterior
- Obliqüidade pélvica grave - Correção de hipocifose grave
- Escoliose grave e rígida que não pode ser corrigida para < 60º
- Deficiência de elementos posteriores como na mielomeningocele

- Instrumentação: segmentar é mais indicada para escoliose neuromuscular

Paralisia cerebral
- Alta prevalência de deformidade de coluna
- Escoliose diretamente proporcional à gravidade da doença - Pode ser dolorosa
- Progressão na vida adulta
- Maior progressão nos não deambuladores e com curva toracolombar ou lombar
- Objetivos do tratamento no PC
- Melhora da transferência
- Alívio da dor
- Aumento da independência
- Melhora na função dos MMSS - Redução da necessidade de órtese
- Colocação do doente em instituição com menor cuidado
- Melhora na habilidade de alimentação
- Classificação de Lonstein e Akbarnia
- Grupo I: curva dupla com componente torácico e lombar (40%)
- Similar a curva da escoliose idiopática
- Mais comum em quem deambula - Grupo II: 58%
- Curva lombar ou toracolombar grave com extensão ao sacro
- Obliqüidade pélvica
- Geralmente não deambulam (tetraplegia espástica)
- Tratamento não operatório
- Curva pequena
- Se progredir > 30º durante o crescimento, deambulador independente ou sentador: tratamento
- Se maturidade esquelética: não fazer cirurgia. Operar > 50º
- Se retardo mental grave sem problema funcional ou dor: observação
- Adequação de cadeiras
- Órtese pode dar controle temporário
- Tratamento cirúrgico: complexo
- Indicado para pacientes com habilidades que podem ser perdidas se a escoliose não for tratada
- Grupo I: fusão posterior com fusão ao sacro raramente necessária
- Via dupla: componente lombar que necessita de liberação anterior – reduz pseudoartrose
- Grupo II: geralmente fusão longa até o sacro - é parte da curva e há obliqüidade pélvica presente

Ataxia de Friedreich
- Degeneração espinocerebelar com herança recessiva com início entre 6-20 anos
- Sintomas primários: marcha atáxica, disartria, redução da propriocepção e sensibilidade vibratória, fraqueza muscular, falta de reflexos tendíneos profundos
- Sintomas secundários: pé cavo, escoliose, cardiomiopatia
- Geralmente restritos a cadeira de rodas na 1ª ou 2ª década de vida
- Cardiomiopatia leva a morte na 3ª ou 4ª década
- Escoliose que inicia no final da adolescência tem menor risco de progressão
- Curva < 40º: observação
- Órtese tem pouca importância - 40-60º: observação ou tratamento cirúrgico - > 60º cirúrgico
- Cardiomiopatia pode impedir a cirurgia

Charcot-Marie-Tooth
- Neuropatia desmielinizante
- Pode ter cifose associada - Herança dominante
- Órtese é bem tolerada Variação ampla da gravidade
- Deformidade pode ser tratada com as mesmas técnicas da escoliose idiopática

Seringomielia
- Cavitação cística preenchida com fluido dentro da medula - Escoliose pode ser a primeira manifestação
- Exame físico que sugere seringomielia:
- Déficit neurológico
- Escoliose dolorosa (curva torácica esquerda)
- Atrofia de musculatura intrínseca das mãos - Deformidade em cavo do pé
- Perda dos reflexos cutâneos abdominais
- RX: Alterações de Charcot nas articulações
- RNM: deve ser feita na suspeita
- Deve-se incluir a junção crânio cervical para afastar Arnold-Chiari
- Tratamento
- Risco de seqüelas: cuidado na indicação cirúrgica
- Tratamento inicial: drenagem do cisto e observação
- Alguns melhoram da curva ou estabilizam - Reduz o risco de complicações
- Evitar distração
- Correção menos intensa da curva

TRM
- 99% tem deformidade da coluna se ocorrer TRM antes da adolescência
- Tratamento
- Conservador: curva < 40º tratada com órtese mas é pouco eficaz
- Cirúrgico: maioria dos pré-adolescentes
- Progressão apesar do tratamento conservador - > 60º na visita inicial: considerar cirurgia
- 40-60º consideradas individualmente
- Curva com progressão rápida em TRM: fazer RNM para afastar siringomielia pós traumática

Mielomeningocele
- Escoliose geralmente associada a deformidade lordócita ou cifótica
- Escoliose aumenta com a idade e nível neurológico
- Diferenciada em
- Congênita (15-20%) - Paralítica: geralmente progressivas, em C, e com obliqüidade pélvica
- Avaliação clínica
- Hidrocefalia, função intestinal e vesical, deambulação, uso de medicações, estado mental, nível do defeito, progressão da curva, contratura de MMII
- obliqüidade pélvica: corrigir a flexão do quadril antes de artrodese de coluna
- Coluna: avaliar tipo e flexibilidade da deformidade
- Fatores que contribuem para a curva
- escoliose paralítica, siringomielia, síndrome da medula encarcerada, Arnold-Chiari, hidromielia
- Cifose: cifose congênita é grave e pode ter recorrência apesar do tratamento cirúrgico

Atrofia muscular espinhal
- Autossômica recessiva - Mais grave com acometimento precoce
- Atrofia das células do corno anterior da medula e ocasionalmente do núcleo bulbar
- Dividida em 3 categorias
- Tipo I: Werdnig-Hoffman infantil aguda
- Início < 6 meses e morte dentro de 2-3 anos por insuficiência respiratória
- Tipo II: evolução relativamente benigna
- Período de deteriorização aguda seguido por parada do processo de doença
- Tipo III ou Kugelberg-Welander
- > 2 anos de idade - Progressão mais lenta - Maioria deambula normalmente
- Quadro clínico
- Fraqueza grave do tronco e membros
- Fasciculação de língua e tremores de extremidades - Reflexos diminuídos
- Inteligência normal
- Tratamento da escoliose
- > 20º: órtese para redução da velocidade de progressão – pode atrasar a cirurgia
- Cirurgia em idade precoce necessita de via anterior e posterior que lesa o diafragma
- Tratamento cirúrgico: fusão posterior com instrumentação

Disautonomia familiar
- Autossômica recessiva rara mais comum em judeus do leste europeu
- Ausência de suor, instabilidade vaso motora que leva a hipertermia – complica cirurgia
- Indiferença relativa a dor
- Outros: hipertensão episódica, hipotensão postural, hiper-hidrose, vômitos episódicos, deglutição desordenada, disartria e incoordenação motora
- Morte: geralmente por doença pulmonar
- Cifoescoliose pode prejudicar ventilação
- Cifose é freqüente
- Órtese frequentemente leva a úlcera

Artrogripose múltipla congênita
- Contraturas articulares persistentes congênitas
- Subtipos
- Miopático: alterações musculares similares a distrofia muscular progressiva
- Neuropático: redução ou ausência de células do corno anterior
- Fibrose articular: somente a contratura é o problema
- Escoliose é comum
- Geralmente detectada ao nascimento ou nos 1os anos
- Maioria é progressiva e torna-se rígida precocemente - Órtese raramente tem sucesso
- Somente deve ser usada em curvas flexíveis
- Obliqüidade é um problema sério
- Se a liberação das contraturas do quadril não impedirem a progressão  fusão do sacro
- Início da lordose torácica necessita de tratamento precoce

Distrofia muscular de Duchenne
- Escoliose ocorre na maioria - Geralmente ocorre após restrição à cadeira de rodas
- Curvas geralmente são torácicas longas com obliqüidade pélvica por ausência de músculo
- Cirurgia para curvas > 30º e capacidade vital > 30% e prognóstico de 2 anos de vida

Distrofia muscular não-Duchenne
- Escoliose é incomum - Depende do tipo específico
Last edited by marcio on 15/8/2015, 21:10; edited 3 times in total
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Espero que continuem curtindo, do autor: Ortopedista Especialista em Joelho Dr. Márcio Silveira

 

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