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[KB] Fraturas do cotovelo


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marcio
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marcio is offline

[KB] Fraturas do cotovelo
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PostPosted: 16/2/2014, 15:43 Rate Post

Categoria: Pediátrica (6)
Article Type: Trauma

Article Name: Fraturas do cotovelo
Autor: márcio
Description: Côndilos e epicôndilos umerais

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Dublê


Dublê is offline

Re: [KB] Fraturas do cotovelo
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PostPosted: 3/4/2014, 10:35 Rate Post

Classificação Milch


Côndilo lateral
Tipo I: linha de fratura faz um trajeto lateral à tróclea e para dentro do sulco capitulotroclear. Salter-Harris IV. Cotovelo estável. Menos comum.
Tipo II: linha de fratura estende-se para dentro do ápice da tróclea. SR tipo II. Cotovelo instável. Mais comum.


Côndilo medial
Tipo I: linha de fratura atravessando pelo ápice da tróclea. SR II. Mais comum.
Tipo II: linha de fratura através do sulco capitulotroclear. SR IV.




Fraturas envolvendo toda a fise distal do úmero

- freqüente em crianças < 7 anos de idade; incidência desconhecida - extra-articular
- quanto menor a criança, maior o volume do úmero distal que é ocupado pela epífise distal
- com maturidade, linha fisária distal progride distalmente em V entre as fises condilares medial e lateral
- o suprimento vascular da crista medial da tróclea atravessa a fise  risco de necrose avascular
- maioria é em extensão (fragmento distal posterior)
- Epífise do úmero distal
- Inclui o centro de ossificação secundário do epicôndilo medial até os 6-7 anos nas meninas e 8-9 anos nos meninos

Mecanismo de lesão – desconhecido

- queda sobre a mão espalmada e cotovelo estendido
- fise é menos resistente à rotação do que à flexão e tensão - parto
- maus tratos
Características da fratura: diâmetro AP mais largo do que na região supracondilar e não há muita rotação

Quadro clínico:
- RN ou lactentes: pseudoparalisia, pouco edema e crepitação
- Mais velhos: edema intenso, incapacidade funcional e dor
- Pouca deformidade
- Relação mantida entre os epicôndilos e o olécrano
- Avaliação neurovascular importante  edema na fossa cubital  compartimental

Classificação de De Lee - com base no grau de ossificação do côndilo lateral
Idade Salter-Harris Características
0-1 ano I Antes do centro de ossificação 2ário do côndilo lateral aparecer
1-3 anos I Ossificação da epífise condilar lateral
3-7 anos II Presença de fragmento de metáfise, geralmente lateral


RX: Difícil de avaliar
- AP, lateral e oblíquo
- Muito jovens
- Relação entre o centro de ossificação primário do úmero ao rádio e ulna proximal
- Rádio e ulna mantém relação anatômica mas são desviados posterior e medialmente em relação ao úmero distal
- Após ossificação da epífise condilar lateral: desvio mais oblíquo
- Manutenção da relação entre a cabeça radial e a epífise condilar lateral
- Desvio posteromedial com relação à metáfise umeral

Tratamento:
- fraturas com < 5 dias de evolução
- manipulação em extensão para corrigir o desvio medial
- estabilização com antebraço em pronação e hiperflexão de 120o
- checar redução pelo ângulo de carregamento
- no grupo C: em crianças maiores: redução sob anestesia geral e fixação com FK paralelos laterais
- fraturas > 5 dias e sem movimento no foco:
- imobilização simples do cotovelo e tratar seqüelas no futuro





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Lesões por estresse de tensão crônica (Little League Elbow)

- Compressão no côndilo lateral  osteocondrite
- Tensão excessiva no epicôndilo medial com tendinite secundária

- Quadro clínico
- Redução na extensão do cotovelo
- Dor epicondilar medial acentuada com valgo em extensão

- RX:
- Densidade do osso do úmero distal é ↑ pela cronicidade do estresse
- Linha fisária irregular e alargada
- Se estresse prolongado: hipertrofia do úmero distal com aceleração do crescimento ósseo

- Tratamento: repouso até ficar indolor


Fratura do processo coronóide em crianças

- Até 6 anos: maior parte formada por cartilagem epifisária e fisária
- 2 picos: 8-9 anos e 12-14 anos
- Associado a luxação de cotovelo, fratura de olécrano, epicôndilo medial e lateral

- Mecanismo:
- Avulsão pelo braquial - Secundário a luxação do cotovelo que reduz espontaneamente

- RX: AP + perfil + oblíquos
- Visão rádio-capítulo dá boa visão do perfil do coronóide

- Classificação de Regan e Morrey
- Tipo I: avulsão da ponta do processo coronóide
- Tipo II: fragmento único ou cominuto ≤ 50% do processo coronóide
- Tipo III: fragmento único ou cominuto > 50% do processo coronóide

- Tratamento
- I e II sem lesão associada: mobilização precoce
- Tipo III: instável  fixação interna
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