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[KB] Fratura úmero na criança


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marcio
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[KB] Fratura úmero na criança
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PostPosted: 6/5/2014, 12:15 Rate Post

Category: Pediátrica (6)
Article Type: Trauma

Article Name: Fratura úmero na criança
Author: márcio
Description: proximal e diafisária

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rogerio


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Re: [KB] Fratura úmero na criança
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PostPosted: 8/9/2015, 08:45 Rate Post

Fratura de úmero proximal em crianças

- raro. < 5% das fraturas pediátricas - metáfise: 5-12 anos - grande potencial de remodelação

Desenvolvimento

- nascimento: já há centro epifisário proximal primário
- aparecimento dos centros de ossificação - periósteo posteromedial firme e anterolateral fraco
- parte da metáfise é intra-articular
- cabeça umeral: 6º mês
- tuberosidade maior: 1-3 anos
- tuberosidade menor: 4-5 anos
- duas tuberosidades colalescem aos 7 anos e fundem-se à cabeça entre 7-13 anos

- Fise umeral proximal: 80% do crescimento longitudinal do úmero
- Fechamento:
- 14-17 anos nas mulheres - 16-18 anos nos homens
- Mais comum na zona hipertrófica, sem comprometer crescimento
- Fise estende-se medialmente pela cartilagem articular numa posição intra-articular
- a maioria é extra-articular - se envolverem toda a fise, serão intra-articulares
- desvio geralmente é anterior e lateral do fragmento diafisário

Mecanismo de trauma

- comum relacionada ao parto
- hiperextensão ou rotação do braço - Risco: GIG, apresentação pélvica

- Crianças e adolescentes

- traumatismo direto: golpe sobre o ombro na borda posterior

- traumatismo indireto: queda sobre a mão espalmada
- 6 mecanismos
- extensão forçada
- flexão forçada - extensão forçada com rotação lateral ou medial
- flexão forçada com rotação lateral ou medial
- patológica: rara
- tumores benignos e malignos
- neuropatia do ombro 2ária a Arnold-Chiari, mielomeningocele ou siringomielia

Quadro clínico:

- RN: pode ser pouco sintomática e passar desapercebida
- Choro ao mobilizar a extremidade
- Pseudoparalisia
- Diferencial:
- lesão de plexo braquial, artrite séptica, fratura de clavícula, luxação posterior, pseudoparalisia de Parrot (sífilis)

- Mais velhos: história de trauma com deformidade evidente
- Membro em rotação interna e adução (compensar a tração do peitoral maior no fragmento distal)
- Luxação posterior: rotação externa muito dolorosa
- Se fratura da tuberosidade maior: abdução para reduzir desvio pelo supra escapular (raro)

Avaliação radiológica

- USG: Neonatos

- RX: cabeça umeral aparece no RX > 6 meses
- AP: mudança da relação entre a metáfise umeral, escápula e acrômio

- Padrões de desvio
- Fise:
- Manguito desvia a epífise para abdução, flexão e rotação externa
- Metáfise: desvio anterior e medial pelo peitoral maior
- Metafisária
- Proximal ao peitoral maior
- Fragmento proximal: abduzido, fletido e rodado externo pelo manguito
- Fragmento distal: proximal pelo deltóide
- Peitoral maior: anterior e medial
- Entre inserção do deltóide e peitoral maior
- Fragmento proximal:aduzido pelo peitoral maior
- Fragmento distal: proximal pelo deltóide
- Distal à inserção do deltóide:
- Fragmento proximal: abduzido pelo deltóide e anterior pelo peitoral maior
- Fragmento distal: proximal e medial pelo bíceps e tríceps

Classificação:

- Salter Harris: quando acomete a fise
- Tipo I: ocorre mais frequentemente < 5 anos
- Tipo II: maioria nos > 11 anos - Tipo III: raro
- Tipo IV: nunca descrita
- Fratura da metáfise: geralmente entre 5-12 anos

- Classificação de Neer-Horowitz
- Localização, grau de deslocamento (de acordo com o diâmetro da diáfise) e grau de estabilidade
- Grau I: < 5 mm
- Grau II: até 1/3 da diáfise - Grau III: até 2/3 da diáfise
- Grau IV: > 2/3 da diáfise, incluindo o deslocamento total

Tratamento:

- Raramente cirúrgico

- RN: redução incruenta, controle com USG e imobilização com alfinete na roupa por 2-3 semanas

- Crianças: sem desvio ou Neer I e II: conservador
- Potencial de remodelação reduz com a idade e o desvio aceitável também
- Desviadas:
- < 11 anos: boa evolução com qualquer desvio
- > 11 anos:
- Neer III, IV: devem ser reduzidas
- Tração longitudinal em abdução, flexão e rotação externa
- Neer IV: imobilizada com gesso em posição “de saudação”
- Neer I e II podem ser reduzidas e imobilizadas ou fixadas com fios
- Desvio aceitável:
- < 50% de translação - < 20º angulação

- Manobras de redução
- Tração longitudinal com braço em abdução, flexão e rotação externa
- Manipulação direta

- Indicação cirúrgica:
- Fratura exposta, poli traumatismo, lesão neurovascular, irredutíveis, desvios em adolescentes
- Fratura com desvio inaceitável da tuberosidade menor ou maior

- Fixação com fios
- Fragmento distal: da inserção do tríceps para a epífise

Complicações:
- Úmero varo: raro, tipicamente neonatos e < 5 anos
- déficit funcional pequeno  osteotomia proximal se necessário
- Osteonecrose da cabeça umeral: raro em crianças




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marcio
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marcio is offline

Re: [KB] Fratura úmero na criança
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PostPosted: 8/9/2015, 09:06 Rate Post

Fratura da diáfise de úmero pediátrica

- Epidemiologia:
- < 10% das fraturas umerais da criança - Mais comum < 3 anos e > 12 anos

Mecanismo de trauma

- Parto: comum na apresentação pélvica em GIG
- pseudoparalisia

- Crianças:
- Direto: fratura primariamente transversa - Indireto - Patológica

Tratamento

- Neonatal: imobilização em extensão para evitar deformidade em rotação interna
- Complicação: deformidade em rotação interna

- Crianças

- Alinhamento aceitável
- < 5 anos: 70º angulação e desvio total
- 5-12 anos: 40-70º angulação - > 12 anos: 40º angulação e 50% aposição
- Encurtamento em baioneta de 1-2 cm
- Adolescente: 20o angulação AP, 30o varo, 0º valgo, ≤ 3 cm de baioneta

- Conservador: na maioria causa rotação interna de 3º -12º graus., sem comprometer função
- Tipóia: galho verde com pouco desvio ou tórus
- Gesso pendente: peso do gesso  tração longitudinal - Pinça de confeiteiro
- Gesso toracobraquial: fratura instável

- Cirúrgico:
- Indicações:
- Politraumatismo, lesões bilaterais, lesões arteriais, síndrome compartimental, fratura patológica, fratura exposta, redução inadequada, outras lesões ipsilaterais, lesão neurovascular
- Redução aberta e fixação interna: 6 corticais proximais e distais
- Haste intramedular: entrada logo acima da fossa do olécrano – fazer distal
- Somente para adolescentes mais velhos por causa da fise

- Fios intramedulares
- Técnica de Hackethal
- Via posterior; orifício logo proximal à fossa do olécrano
- Colocação de fios de Kirschner de tamanho progressivamente menor para preencher o canal
- 2 por via lateral
- 1 por via medial e outro lateral

- Associada a praxia do radial
- Primária (no momento da fratura)
- Exploração imediata se lesão aberta
- Exploração entre 8 semanas a 6 meses se fechada
- Se até 18 meses, pode recuperar alguma função
- Secundária (após manipulação): exploração imediata ou tardia

- Complicações
- Lesão do nervo radial ou ulnar, pseudoartrose, mal alinhamento, síndrome compartimental, lesão vascular


Fratura diafisária de úmero distal em crianças

- Não deve ser confundida com supracondiliana
- Diáfise distal é mais triangular e com periósteo mais fino do que na supracondiliana
- Mais instável - Osso cortical cicatriza mais lentamente do que o metafisário

- Anatomia:
- Ancôneo, massa flexora pronadora originam-se no epicôndilo:
- posição do antebraço interfere com a posição da fratura
- Risco de lesão da artéria braquial

- Mecanismo de trauma: Geralmente por traumatismo direto e torção

- Tratamento

- Conservador: possível. Não necessita de flexão grande do cotovelo
- Tendência a consolidação viciosa em varo
- Redução deve ser feita com pronação ou supinação do antebraço, avaliado por radioscopia

- Cirúrgico: fraturas instáveis como na supracondiliana
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Traumatologia Esportiva, Cirurgia do Joelho e Ortopedia Esportiva; Artroplastia, Artroscopia e Osteossíntese de Ossos Frágeis;
Em Brasília-DF. Marque uma consulta:
-> https://drmarciosilveira.com
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