Traumatologia e Ortopedia
Discussão de casos, questões e dúvidas em tratamentos, com dicas de prova para o TEOT.

 
[kb] Exame Fisico Do Quadril


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[kb] Exame Fisico Do Quadril
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PostPosted: 1/6/2014, 08:53 Rate Post

Categoria: Área básica (1)
Tipo do Texto: Conceito básico

Nome do Texto: EXAME FISÍCO DO QUADRIL
Autor: márcio
Detalhamento: .

Leia o Texto Completo
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Re: [kb] Exame FisÍco Do Quadril
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PostPosted: 1/6/2014, 11:06 Rate Post

Quadril
O quadril corresponde à articulação coxofemoral
que é uma articulação tipo esfera e soquete e, por
tanto, capaz de realizar movimentos em todos os planos.
Além disso, é uma articulação de carga, com estruturas
ósseas e musculares muito fortes. No fêmur,
deve-se saber identificar a cabeça femoral, o colo e
os trocanteres maior e menor, O acetábulo é formado
pelo ísquio, ílio e púbis que são fundidos no adulto,
mas não na criança. Na região periférica do acetábulo
existe uma estrutura fibrocartilaginosa, em forma
semicircular, chamada labrum e que tem a função de
aumentar a profundidade acetabular. Na criança, ela
contribui para o crescimento da borda do acetábulo.
A musculatura periarticular é, em geral, muito
potente sendo reconhecidos os principais grupos:
A- Glúteo máximo: é um extensor, mas sua principal
ação é contribuir para a manutenção da posição
ereta, atuando como músculo antigravitacional. Origina-
se na face posterior do osso ilíaco e sacro e
insere-se na face posterior do terço proxirnal do
fêmur (linha áspera).
B- Glúteo médio e mínimo: são abdutores, mas a principal
função é de estabilização da pelve durante a
fase de apoio da marcha. Originam-se da face
anterolateral do osso ilíaco e inserem-se no trocanter
maior.
C - Adutores: correspondem a um grupo de músculos
que tem origem nos ramos isquiopúbicos e se inserem
ao longo da face interna do fêmur. Realizam a
adução.
D - Tensor da fáscia lata: é um abdutor, mas tem ação
de estabilização da pelve, atuando até no joelho.
Origina-se junto da crista ilíaca e coloca-se sobre
músculo glúteo médio. Sua aponeurose continuase
com a fáscia lata que envolve a coxa e cuja
espessamento central, chamado trato iliotibial,
insere-se no tubérculo de Gerdy da tíbia.
E - Flexores: correspondem a vários músculos, sendo
os principais o iliopsoas, o sartório e a porção direta
do reto anterior do quadríceps. Estes músculos
têm, também, outras funções. O iliopsoas originase
dos processos transversos das vértebras lombares,
cruza a bacia e insere-se no trocanter menor.
É flexor e rotador externo do quadril e flexor
acessório do tronco.
Na semiologia do quadril, são pontos de referência
anatômicos: crista ilíaca, espinhas ilíacas ântero
-superior e póstero-superior, trocanter maior e tubero
sidade isquiática. Os movimentos pesquisados são:
flexão, abdução, adução, rotação interna e rotação
externa. O movimento de extensão não é
pesquisado, rotineiramente. Para pesquisa da movimentação
o indivíduo é colocado em decúbito dorsal,
mantendo-se o tronco e pelve em posição simétrica.
Segurando-se pela perna e apoiando o joelho com a
outra mão, o rnédico realiza a flexão simultânea do
quadril e joelho. Em seguida, pesquisa as rotações.
Para isto, mantém o quadril e o joelho fletidos em 90
graus. Usa-se a perna como o ponteiro de um
goniômetro para calcular o graus de rotação, a partir
da posição neutra. Não se esqueça de que na rotação
interna do quadril a perna é dirigida para fora. Na rotação
externa ocorre o contrário. A abdução é realizada
com o joelho estendido a partir da posição neutra.
Coloca-se uma mão na espinha ilíaca ântero-superior
para perceber os movimentos associados da bacia
e, com a outra mão, faz-se abdução ou adução,
até que a pelve comece a se movimentar. O movimento
de extensão é testado com a paciente em decúbito
ventral.
Da mesma forma como ocorre com a escápula
no ombro, no quadril é muito comum a bacia movimentar-
se quando se testa a movimentação. Um indivíduo
desatento pode interpretar movimentos pélvicos
como originários do quadril. Por isto, sempre observe
a pelve.
3.5.1. Testes especiais
Teste de Thomas: é um teste obrigatório, sendo
usado para se verificar se há contratura em flexão
do quadril. Patologias intra-articulares ou na vizinhança
do quadril, freqüentemente, desencadeiam uma
resposta reflexa antálgica no quadril que fica em
semiflexão. Geralmente, esta atitude não é percebida
porque é compensada pela inclinação da pelve. A
manobra de Thomas consiste na eliminação da atitude
compensatória da pelve, para se observar a posição
real do quadril. O paciente é colocado deitado.
Faz-se flexão de ambos os quadris. Com isto desfazse
a inclinação pélvica. Mantém-se o quadril normal
em flexão máxima para segurar a pelve e, vagarosamente
estende-se o quadril que se quer testar. Quando
há contratura em flexão o quadril não estende completamente
e o ângulo formado entre a face posterior
da coxa e o plano da mesa de exame corresponde à
contratura em flexão existente (Figura 8).
ocorrências freqüentes em patologias do quadril e po
dem existir por doenças do próprio músculo ou de sua
inervação (exemplos: seqüela de poliomielite, miopatias,
lesões de raízes nervosas), ou, ainda, por encurtamento
da distância entre a origem e inserção do rnúsculo.
Isto faz com que ele fique relativamente frouxo e perca
eficiência. São exemplos a luxação congênita do
quadril e deformidades em varo do terço proximal do
fêmur (sequelas de fratura).
Para realizar a manobra o paciente fica de pé,
de frente para o examinador. Segura-se, firmemente,
as duas mãos do paciente e pede-se que ele levante o
pé do lado normal, fazendo apoio do lado que se quer
testar. Com isto, a pelve tende a cair para o outro lado
e o músculo glúteo médio contrai-se para manter o
nivelamento dela. Se ele estiver insuficiente o
nivelamento não é mantido e a pelve cai para o lado
oposto ao do apoio. Reflexamente, o paciente para
não se desequilibrar, inclina o tronco para o lado do
membro apoiado. Com isto, ele consegue trazer o centro
de gravidade sobre o quadril, diminuindo o braço
de alavanca e aliviando o músculo. Portanto, o
Trendelenburg testa o músculo do lado do apoio e,
quando é positivo, a pelve cai para o lado contrário
ao apoio e o tronco inclina-se para o mesmo lado
do apoio (Figura 9). A manobra é feita, primeiramente,
no lado normal ou menos afetado.
Figura 8 - Teste de Thomas para avaliar a contratura em flexão do
quadril. A hiperlordose compensatória é desfeita com a hiperflexão
do quadril e contralateral e a contratura em flexão do quadril que
se quer examinar. Pode ser quantificada calculando-se o ângulo
formado entre a coxa e a superfície de exame.
Manobra de Trendelcnburg: é usada para
verificar se há insuficiência do músculo glúteo médio.
Como visto, este músculo tem a importante função de
manter a pelve nivelada durante a marcha. Se ele está
insuficiente a pelve tende a cair para o lado contrário
ao do apoio. As insuficiências do glúteo médio são
Figura 9 - Manobra de Trendelenburg positiva do lado esquerdo.
Quando o paciente apóia o membro inferior esquerdo a pelve cai
para o lado oposto e o tronco inclina-se, excessivamente.




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rogerio


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Re: [kb] Exame Fisico Do Quadril
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PostPosted: 6/8/2015, 13:58 Rate Post

Adulto
- ADM:
- Flexão 120o, extensão 30o, abdução 45-50o, adução 20-30o, rotação interna 35o, rotação externa 45o
- Marcha normal: flexão 30o, extensão 10o, abdução, adução, RI e RE de 5o
- Testes para contraturas
- Teste de Ober: para contratura em abdução, geralmente da fáscia lata
- Doente em decúbito lateral com quadril oposto em flexão máxima
- Quadril a ser testado é fletido a 90º e abduzido
- Quadril é então extendido
- Ângulo da contratura será o ângulo da coxa com relação ao corpo
- Teste de Thomas: contratura em flexão
- DDH, ambos os quadris fletidos até retificação da coluna lombar
- Doente segura a perna fletida, contra-lateral
- Extensão do lado a ser examinado até que a pelve comece a movimentar
- Teste de contratura do reto femoral (teste de Ely)
- Doente em DVH, examinador segura o tornozelo
- Faz flexão passiva lenta do joelho
- Contratura do reto femoral: flexão do quadril  elevação da pelve
- Flexão passiva rápida do joelho: eleva a pelve por espasticidade do reto femoral
- Teste de Staheli: contratura em flexão do quadril
- Doente em DVH com as pernas para fora da mesa  faz-se a extensão do quadril a ser avaliado
- Contratura dos músculos posteriores da caxa
- Doente em DDH, eleva-se o membro em extensão - Normal: 90º
- Testes especiais
- Teste de Trendelenburg: glúteo médio
- Flexão de um joelho: se insuficiência da musculatura glútea da perna do apoio:
- Queda da pelve com o joelho fletido
- Se inicialmente negativo, testar por 30 segundos
- Sinal de Trandelenburg: queda do membro contra-lateral durante a marcha
- Síndrome do músculo piriforme: piora da dor em abdução e rotação interna
- Sinal do câmbio: impacto do trocanter maior com o ílio
- Decúbito lateral com membro inferior em extensão  abdução do quadril com bloqueio
- Nova tentativa com o quadril fletido, geralmente com aumento da abdução
- Teste de Patrick
- Doente em DDH faz um 4 com os membros inferiores
- Apoio da crista ilíaca contra-lateral e pressão para baixo sobre o joelho ipsilateral
- (+): dor da sacroilíaca contra-lateral, na região posterior
- Dor na região da virilha pode demonstrar dor do quadril
- Teste de Gaenslen
- Doente em DDH com o flexão do quadril contra-lateral
- Doente segura o joelho
- Membro a ser examinado fica pendente fora da mesa
- (+): dor na sacroilíaca ipsilateral
- Exame neurológico do quadril
- Motor
- Flexores
- Iliopsoas
- Reto femoral
- Abdutores
- Glúteo médio e mínimo - Extensores
- Glúteo máximo
- Posterior da coxa
- Adutores:
- Adutor longo, curto e magno, pectíneo e grácil
- Rotadores externos: piriforme, obturador interno, gêmeo superior e inferior e quadrado femoral
- Rotador interno: obturador externo

Pediátrico
- Dor referida no joelho: inervação do quadril e da face medial da coxa distal: nervo obturador
- Sinal de Ortolani: diagnóstico de DDQ
- Ambos os quadris em flexão de 90º
- Abdução da coxa fletida com pressão sobre o trocanter maior
- (+): ressalto quando a cabeça femoral passa sobre o rebordo acetabular posterior ao reduzir
- Sinal de Barlow: manobra provocativa  avalia se quadril é luxável
- Ambos os quadris fletidos a 90º
- 1ª etapa: pressão da coxa aduzida: cabeça instável desloca-se do acetábulo
- 2ª etapa: = Ortolani
- Teste da telescopagem: avalia instabilidade do quadril
- Doente em DDH com quadril a ser examinado em 90º de flexão
- Pressão longitudinal sobre a coxa: quadril desloca-se no sentido ântero-posterior
- Assimetria de pregas: 1os meses de vida
- 30% das crianças com pregas assimétricas têm quadril normal
- São mais importantes entre 3-4 meses de idade
- Teste de flexo-adução: 1º exame a ficar alterado quando existe doença do quadril na criança
- DDH, flexão do quadril e joelho a 90º
- Normalmente: adução leva o joelho até a linha axilar contra-lateral
- Redução da adução se: espasmo por sinovite ou alterção mecânica
Last edited by rogerio on 6/8/2015, 14:00; edited 1 time in total
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