Traumatologia e Ortopedia
Discussão de casos, questões e dúvidas em tratamentos, com dicas de prova para o TEOT.

 
[KB] Exame físico da coluna cervical


Users browsing this topic: 0 Registered, 0 Hidden and 0 Guests
Registered Users: None


View previous topic Tell A FriendPrintable versionDownload TopicPrivate MessagesRefresh page View next topic
Message
Author
marcio
Administrador
Administrador

marcio is offline

[KB] Exame físico da coluna cervical
Reply to topic Reply with quote
Go to the bottom
PostPosted: 7/9/2011, 10:10 Rate Post

Category: Área básica (1)
Article Type: Conceito básico

Article Name: Exame físico da coluna cervical
Author: márcio
Description: Inspeção estática e dinâmica, palpação, testes especiais

Read Full Article
Back to top Personal Gallery of marcio
Author
marcio
Administrador
Administrador

marcio is offline

Re: [KB] Exame físico da coluna cervical
Reply to topic Reply with quote
Go to the bottom
PostPosted: 31/5/2014, 18:37 Rate Post

 !  Para baixar todos os arquivos e apresentações e visualizar todas as imagens, registre-se e entre, é rápido e grátis.


< Deixe uma observação pertinente clicando no botão resposta ou clique no botão agradecer caso o tópico tenha sido útil. >




EXAME FÍSICO DA COLUNA CERVICAL

Funções da col. cerv. : -suporte, estabilidade, mobilidade da cabeça / -conduz a med. espinhal e art vertebral.

I-INSPEÇÃO :
A) Estática:
- Postura da cabeça : normalmente ereta e perpendicular ao solo.
-Pele : vesículas , cicatrizes , descolorações , tumores( ex: pancoast na fossa supraclavicular)
B) Dinâmica(avalia a movimentação ativa da coluna cervical- limitação álgica)
- flexão: encostar o queixo no tx / - extensão: alinhar a fronte e o nariz c/ o plano horizontal
- rotação: alinhar o queixo com o ombro / - inclinação: encostar a orelha no ombro
II-PALPAÇÃO ÓSSEA : ( paciente em decúbito dorsal )

A) Face anterior : (posicione-se ao lado do paciente com uma das mãos envolvendo a nuca e a outra livre )
1- osso hióide ( á nível de C3) : localiza-e acima de 2 se prolongando postero-lateralmente ( cornos )
2- cartilagem tireóide : o ápice( "pomo de Adão") encontra-se á nível de C4 e o polo inferior de C5
3- cartilagem cricóide : ( á nível de C6 ) melhor palpado durante a deglutição
4- tuberculo carotídeo ou tubérculo de Chassaignac ( á nível de C6 ) : corresponde á projeção anterior do processo transverso de C6 , localiza-se 02 cm laterais á 3 ( devem ser palpados separadamente para não comprimir bilateralmente a art. carótida levando ao reflexo carotídeo = hipotensão )
5- processo transversso de C1 : entre o â da mandíbula e o processo estilóide do crânio

B) Face posterior : ( posicione-se acima da cabeça do pcte c/ as duas mãos envolvendo a nuca )
1- ocipito : é a face posterior do crânio
2- protuberância occipital externa ( protub. do conhecimento ) : em forma de cúpula na linha média de 1
3- linha nucal superior : crista transversa que se estende lateral á 2
4- processo mastóideo : lateral á 3 de forma arredondada
5- processos espinhosos : palpados na linha média posterior, (C2 e C7 são os mais palpáveis) dispostos normalmente alinhados s/ desvio. Na palpação nota-se uma discreta lordose cervical .
6- surperfícies articulares : lateralmente á C2 ( 02cm ) comece a palpação até o nível de C7 .

III-PALPAÇÃO DE PARTES MOLES :

A) Face anterior : ( limites : lat =esternocleidomastóideo ; sup = mandíbula ; inf = incisura supra-esternal )
1- musc. esternocleidomastóideo : vai da art. esternoclavicular ao processo mastóide ; o pcte deve virar a cabeça para o lado oposto que se examinará procurando-se por discrepâncias de tamanho , contorno e tônus.
2- cadeia linfática : situa-se ao longo da borda medial de 1 sendo palpáveis quando imflamadas .
3- tireóide : disposta sobre a cart. Tireóide sendo facilmente palpadas durante a deglutição .
4- pulso carotídeo : situa-se á nível do tuberculo carotídeo (C6 ).
5- parótida : localizadas no â da mandíbula sendo palpadas apenas quando inflamadas
6- fossa supraclavicular : situada sup. á clavícula e later. á inc. supra-esternal pode-se palpar edema( fraturas) ; adenomegalias ; costela cervical (quando existente), tumor (observe que o ápice do pulmão passa aí ).

B) Face posterior : ( o pcte se possível deve ficar sentado )
1- trapézio : origina-se da protuberância occipital ext. até T12 inserindo-se na clavícula , acrômio , espinha da escápula . Palpa-se o músculo em toda a sua extensão á procura de dor , discrepâncias de tamanho e contorno
2- gânglios linfáticos : palpados na face antero-lateral de 1( quando inflamados )
3- nervo occipital maior : palpados na base do crânio ( protuberância occipital externa ) quando inflamados .
4- ligamento nucal superior : vai da prot occipital ext até o proc espinhoso de C7( procurar pontos dolorosos)

IV- GRAU DE MOBILIDADE : ( flexo-extensão = Occipito - CI -> 50% / rotação = CI-C2 -> 50% / o resto é
feito pelas demais articulações cervicais )
A) Ativos : => flexão : encostar o queixo na face anterior do tórax / => extensão : olhar para o teto
=> rot. lateral : o queixo quase se alinha ao ombro / => incl. Lateral : incl. a cabeça á 45o
B) Passivos : => flexo-extensão : c/ as 02 mãos em cada lado do crânio flexione e estenda a cabeça
=> rotação : tente alinhar a cabeça com o ombro / => incl. Lateral: cabeça á 45o c/ o ombro

V- EXAME NEUROLÓGICO :

A) Exame motor da musculatura intrínseca :( responsável pela movimentação do pescoço )
=> flexão: em frente ao pcte c/ uma mão sobre o esterno( evitar a flexão do tronco ) e a outra sobre a testa ( p/ impor resistência ) pede-se ao pcte p/fletir a cabeça contra resistência imposta .
- primários : esternocleidomastóideos ( XI par craniano e n. espinhal acessório )
- secundários : escalenos e pré-vertebrais
=> extensão : atrás do pcte c/ uma mão na face supero-posterior do tx ( p/ evitar extensão do tronco ) e a outra sobre a região occipital ( p/ impor resistência ) pede-se ao pcte p/ extender a cabeça contra a força .
- primários : trapézio( XI par craniano e n. esp. Acessório) , esplênio(da cabeça : vai dos proc espin de C6 a T7 até a base do occipital e temporal/ do pescoço : vai dos proc espin de T5 a T7 aos proc transv de C1 a C3 ) , semi-espinhal( vai dos proc esp de C7 a T1 até a base do occipital )
-secundários : pequenos músculos extrínsecos do pescoço
=> rotação lateral : em frente ao pcte c/ uma mão sobre o ombro oposto ao da rotação( evitar rotação toraco-lombar ) e a outra mão na mandíbula do lado da rotação ( p/ impor resistência ) .
-primários : esternocleidomastóideo / - secundários : peq. musc. intrins. do pescoço
=> inclinação lateral : atrás do pcte c/ uma mão sobre o ombro do lado movimentado( p/ evitar elevação da escápula ) e a outra mão na face lateral da cabeça do mesmo lado ( p/ impor resitência ) .
- primários : escaleno anterior(vai dos processos transversos de C3 aC6 até a 1o costela), médio( vai dos proc. transv de C2 aC7 inserindo-se atrás do anterior ) e posterior (vai dos proc. trans de C4 a C6 até a 2o costela ) . Inervação : ramos dos n. cervicais inferiores .
- secundários : pequenos musc. intrinsecos do pescoço

B) Exame por níveis neurológicos :
a) sensibilidade : C2(dorso do couro cabeludo)

OBS: em pcte c/ tronco anestesiado a poupança sensitiva sacral(é a sensibilidade da pele com inervação sacral como a região perianal, anal, escrotal, labial e superfície plantar dos artelhos) pode ser a única evidencia de lesão imcompleta medular( basta uma discriminação nítida imprecisa). A mais importante é a região perianal
b) motricidade :
=> plexo braquial : - origem : nervos de C5 á T1 que após passar pelos escalenos formam os troncos :
1- superior : união de C5 e C6 / 2- inferior : união de C8 e T1 / 3- médio apenas C7
-trajeto : apos passar atrás da clavícula dividem-se para formar os nervos ( situados em relação á art. axilar )
- posterior : formados por ramificações do tronco sup e inf em união ao tronco médio
- lateral : formado por ramificação do tronco médio em união com o tronco superior
- medial : formado apenas pelo tronco inferior
- obs : tais nervos emitiram ramos( os nervos periféricos ) cujo os principais são :
-N. lateral : n. musculocutâneo e n. mediano ( parte )
-N. posterior : n. axilar e n. radial / - N. medial : n. ulnar e emite um ramo que une-se á um ramo do lateral par formar o n. mediano. /

=> C5 : - motores : testa-se o bíceps( C5;C6 ,n. musculoc.) e o deltóide ( apenas C5 , n. axilar)
- reflexos : biciptal ( testa a integridade de C5 e C6 ) / - sensibilidade : face lateral do braço
=> C6 : -motores : extens. do punho ( C6;C7 , n radial ) e bíceps / - reflexos : braquio-radial e bicipital
- sensibilidade : face lateral do ante - braço
=> C7 : - motores : tríceps ( apenas C7 n. radial ), flex. radial (n. mediano) e ulnar do carpo(n. ulnar) e extensor comun dos dedos, do dedo indice e dedo mínimo( todos os três , n. radial)
- reflexos : tricipital / - sensibilidade : a nível do dedo médio
=>C8 : - motores : flexor superficial (n. mediano ) e profundo dos dedos ( n. ulnar e mediano )
-sensibilidade : 4o e 5o dedos e face medial do ab
=> T1 : - motor : abdutor dos dedos / - sensib. : face medial do braço
OBS: na parte da motricidade deve ser pesquisada a poupança motora sacral( controle voluntário dos músculos do esfíncter e dos artelhos) em pcte c/ suspeita de lesão medular completa, pois a sua presença afasta a suspeita.
VI TESTES ESPECIAIS :

A) Teste de tração : mão sob o queixo e a outra sob no occipito ( se + a tração aliviará a dor )
B) Teste de Spurling : pressiona-se p/ baixo a cabeça em inclinação lateral ( se += dor em mmss )
C) Teste de Valsalva : o pcte prende a respiração e faz força como se fosse evacuar(se + = dor)
D) Teste de Adson : palpe o pulso radial , abduza , extenda , rode externo o braço, o pcte gira a cabeça em direção ao braço examunado, prende a respiração e o pulso diminui( se houver compressão da art subcl.)
E) Teste de deglutição : dor ou dificuldade ao deglutir( osteófitos , hematomas , tumores , etc )
F) Sinal de Lhermitte: pcte sentado,flexiona a cabeça se houver irritação meníngea o pcte sentirá dor
G) Reflexo Bulbocavernoso : corresponde á um aperto na glande peniana, pancada no monte pubiano ou puxão no cateter uretral levando á contração reflexa do esfíncter anal no dedo enluvado. Em pcte c/ lesão medular este reflexo está ausente nas primeiras 24 h é a fase do choque espinhal( ausência de toda atividade reflexa abaixo da lesão medular). Após 24 h o reflexo bulbocavernoso retorna e se não houver uma poupança sensitiva ou motora sacral o pcte está com lesão medular completa confirmada
Last edited by marcio on 20/6/2014, 07:24; edited 3 times in total
Back to top Personal Gallery of marcio
Author
marcio
Administrador
Administrador

marcio is offline

Re: [KB] Exame físico da coluna cervical
Reply to topic Reply with quote
Go to the bottom
PostPosted: 31/5/2014, 18:46 Rate Post

Semiologia da coluna lombar


Identificação: Nome, idade,sexo,estado civil,profissão, naturalidade, residência
Anamnese: Queixa principal, duração e história da doença atual. (Dor, deformidade e incapacidade funcional).
Dor em alfinetada, queimação, agulhada e adormecimento – dor radicular
Dor em cãibra ou profunda- dor referida ou problema vascular



Interrogatório sobre diferentes aparelhos: febre, emagrecimento,adinamiae indisposição geral. Avaliação nutricional empré-op
Antecedentes pessoais: DM, problemas vasculares, tratamentos prévios de tumores ou traumatismos. Cirurgias prévias.Comorbidadesprévias do quadril.
Antecedentes familiares.



Dor lombar > na perna -> distensão, instabilidade segmentar,espondiloartropatia
Dor na perna > lombar -> discoherniado, estenose
Unilateral -> discoprolapsado
Bilateral ->prolapsocentral,dçmetabólico-sistêmica
Tosse espirro -> discoherniado(/\ pintratecal
Atividade/caminhada rápida ->esten,claudvasc
Tipo de dor
Dolorimento alterações degenerativas, estenose
Dor aguda, com irradiação  discoherniado
Dor noturna/em repouso  empctsem história de traumatismo, outras causas, como um tumor ósseo, devem ser descartadas
Claudicaçãoneuroxvasc
Exame Físico
Inicia-se quando o paciente entra no consultório
Paciente com o mínimo de roupa
Inspeção, palpação, movimentos, exame neurológico e testes especiais
Marcha, quadris, bacia e MMII devem ser avaliados


Marcha inclinada com os pés arrastando, inclinada para frente (aumentar o canal)
Marcha antálgica: quadril estendido e joelhofletido-> diminuir tensão no nervo
Andar no calcanhares: testadorsiflexores,pptibial anterior-> L4
Andar nas pontas dos pés: testa o complexogastrossolear-> S1
Inspeção
Paciente despido em posição ereta
Avaliar pele - cicatrizes, escoriações, equimoses ou hematomas, manchas “café-com-leite” (neurofibromatose– até 4 é normal),tufos pilosos (espinha bífida), edema ou depressão anormal (espondilolistese)




Inspeção
No plano sagital, avaliar as curvaturas
Alterações podem ser primárias a coluna (congênitas, tumores, infecções,espondiliteanquilosante, estenose do canal vertebral, seqüela de traumatismo ou cirurgias)
- Ou secundárias a deformidades do quadril ou segmentos mais altos da coluna
Inspeção
- Plano frontal –alinhamento vertical, alinhamento horizontal das cristas ilíacas, simetria do contorno lateral da cintura, triângulo do talhe


Escoliose não-estruturada e linha de prumo
Escoliose estruturada
Palpação
Das cristasíliacas(linha passa entreL4-L5), EIAS,EIPS

Palpação
- Dos processos espinhosos das vértebras, crista ilíaca posterior e EIPS (S2)
Palpação
- O Nervo ciático pode ser palpado em todo seu trajeto desde a nádega a região poplítea.
Palpação
Musculaturaparavertebral(contratura, nódulos etumorações)
Ponto-gatilho – relacionados a síndromesmiofasciais
Pode ser feito com o paciente em decúbito ventral
Movimentos
Flexão (40 a 60°) -> ponta dos dedos deve ficar a pelo menos 10 cm do chão
Extensão (20 a 35°)
Inclinação lateral (15 a 20°) -> inclinação na direção da lesão se discoherniado
Rotação (3 a 18°)
Sempre avaliando dor, espasmo muscular, rigidez ou bloqueio


Teste deSchober
(10cm acimada EIPS -> deve aumentar pelo 5 cm com a flexão)
- identificação de pacientes que apresentam limitação verdadeira dacoluna – se houver “travada” durante o retorno a posição ereta, pode ser instabilidade segmentar
Exame neurológico
Avaliar sensibilidade, motricidade ereflexos
As raízes saem sob o pedículo onde são comprimidas pelos discosherniados



Raiz nervosa de L2
Déficit sensorial: coxaanteromedial
Fraqueza muscular:iliopsoas
Sem reflexo
Raiz nervosa de L3
Déficit sensorial: coxa anterior
Fraqueza muscular: quadríceps
Sem reflexos



Raízes nervosas s2, s3 e s4
Suprem o intestino e a bexiga
Retenção urinária é um achado comum
Teste motor para esses nervos é o exame retal
Área anal para déficits sensoriais
Teste sensorial
L1: inguinal
L2: coxaanteromedial
L3: coxa anterior
L4: pernaanteromedial
L5: perna lateral e dorso do pé / 1º PDQ
S1: região posterior da panturrilha, maléolo lateral, parte dorsal do pé
S2: região posterior da coxa
S3: nádegas
S4: períneo
S5: perianal
Reflexo cutâneo abdominal
Toque com um objetivo pontiagudo sobre a pele do abdome
Reação normal é a contração do músculo abdominal para o lado do quadrante estimulado
Ausência bilateral – lesão do neurônio motor superior
Ausência unilateral – lesão do neurônio motor inferior (T7 a L1) -> superior t7-t10 e inferior t10-l1
Reflexocremastérico
Avaliavia eferente de T12 e via aferente deL1
Se ausente: caudaequinaou lesão de T12, L1 ou L2
Reflexo anal (s2-4)
Toque superficial ou picada de alfinete na pele perianal contrai oesfincteranalexterno
Se ausente -> caudaequina

Sinais demielopatiacomohiper-reflexia,clônus, sinal deBabinskie sinal deOppenheimtambém devem ser pesquisados para a detecção de lesões localizadas na medula espinhal.

Clônus: contração repetitiva, rítmica, de um músculo quando se tenta segurá-lo em um estado estirado -> reflexo que osncdeixa de inibir
O pé deve contrair-se mais de 3 vezes, se menos não é positivo
Testes especiais
Reproduzir sintomas relacionados aos nervos ciático e femoral
Detectar doenças das articulações do quadril
Detectar simulação de doenças não-orgânicas
Elevação do membro inferior e estiramento das estruturas
Durante a elevação do membro inferior as fibras (L5, S1 e S2) realizam um deslocamento de 2 a 6mm.

Ao elevar a contralateral e ocorrer sintomas -> sensível e específico paraprolapsodo disco l4-l5


Sinal deBowstring
- Elevação do membro inferior, flexão de 20 graus do joelho, dor a aplicação de pressão sobre o nervo tibial na fossa poplítea.
Teste da elevação bilateral dos MMII
Teste de estiramento do nervo femoral (teste deNachlas)
Em decúbito ventral e lateral
Flexão passiva do joelho até que o calcanhar toque asnádegas com extensão de 15° do quadril
Dor lombar, nádega ou nacoxa anteriorindica compressão deL2-L3-L4
Teste deBrudzinski
Teste deKernig
Teste deNaffziger
As veias jugulares são comprimidas por 10 segundos
Pede para o paciente tossir
Se apresentar dor, quer dizer que houve aumento da pressãointratecal
Manobra devalsalva
Testes para articulaçãosacroilíaca
As articulações do quadril pode ser a causa do dor referida na coluna lombar

Teste de Patrick ouFABERE
Teste deGaenslen
Testes para detectar simulação – Teste deHoover
Teste de Burns
Sinais físicosnão-orgânicos (Waddel)
Sensibilidade não-orgânica – presença na região lombar de sensibilidade superficial aumentada ao tato leve
Teste de simulação positivo – exemplo, aumento da dor lombar após compressão axial docrânio ou não consegue elevar a perna reta, mas consegue sentar e esticar as pernas
Teste de “distração” – algum teste especial com atenção do paciente desviada
Sinais físicos não-orgânicos
4) Distúrbios regionais – anormalidades motoras ou sensitivas em múltiplas regiões que não podem ser explicadas com base anatômica
5)Hiperreaçãodurante o exame - verbalização, expressão facial, tremores, desmaios e sudorese desproporcional ao exame
Pacienteque apresenta 3 ou mais desses sinais merecemavaliação psicológica.
- Não exclui dor orgânica subjacente
Back to top Personal Gallery of marcio
Author
marcio
Administrador
Administrador

marcio is offline

Re: [KB] Exame físico da coluna cervical
Reply to topic Reply with quote
Go to the bottom
PostPosted: 31/5/2014, 18:49 Rate Post

Exame físico da coluna torácica


Exame físico
Inspeção
Palpação
Manobras
Mensuração
Sua mobilidade é restrita devido à presença do gradeado costal e à anatomia articular das vértebras torácicas.
Observar, principalmente nos adolescentes, sinais existentes de qualquer deformidade que eventualmente possa piorar com o crescimento.





-> em pé: inspeção posterior, lateral e anterior; manobras posterior e lateral
-> sentado: inspeção posterior, lateral e anterior; palpação posterior; manobra posterior
-> deitado: complementar inspeção, palpação e manobras nos 3 decúbitos

Inspeção posterior em pé
Pct em pé, de costas para o examinador e, obrigatoriamente, com o tórax despido e os pés sem sapatos (sexo feminino deve usar roupas apropriadas).
Avalia-se postura global, massa muscular, contratura ou aumento de volume, buscando qualquer assimetria.



- importante manter o paciente relaxado, sem contrair a musculatura elevadora do ombro. Se um dos ombros está de fato elevado, pode ser escoliose torácica alta, convexa para esse lado.
- linha média vertebral sempre retilínea, qualquer desvio pode indicar deformidade.


- assimetria das escápulas pode identificar a doença de Sprengel ou cápsula alta congênita.

Triângulo de talhe
A posição anatômica dos membros superiores, caídos paralelamente ao tronco, determina, na altura da cintura, de cada lado, um triângulo.
A comparação entre esses dois espaços, pode demonstrar a presença de escoliose.


Pele
Manchas cutâneas, de coloração café-com-leite (até 4 é normal);
Nódulos de dimensões variadas (associados com deformidade, podem indicar neurofibromatose);
Formações que possam indicar malformações congênitas: tufos pilosos (espinha bífida) ou retrações da pele.

Inspeção lateral em pé
Braços em extensão paralelos ao solo, para poder observar melhor as curvaturas da coluna.
- lordoses cervical e lombar devem estar compensadas pela cifose torácica.
A lordose lombar (um aumento pode sugerir espondilolistese) e a protrusão do abdômen têm de ser avaliadas.



- cifose do adolescente (dorso curvo ou enfermidade de Scheuermann), cifose senil ou por osteoporose, cifose da espondilite anquilosante -> raio longo.


Se houver ângulo agudo pode ser sinal de enfermidades como tuberculose (mal de Pott) ou neurofibromatose.

Inspeção anterior em pé
Tórax exposto:
- presença do dois mm peitorais
- possível projeção de um dos seios pela rotação das costelas, quando há escoliose.
- deformidades da parede, destacando-se o pectus carinatus e o pectus excavatum.


Manobras e mensuração posterior
em pé

Através de um fio de prumo apoiado na 7ª vértebra cervical é verificado o alinhamento da coluna, pois o fio deve acompanhar a linha média até o sulco interglúteo.
Pode medir a distância do fio até o sulco interglúteo e a distância do fio até a apófise espinhosa mais desviada.


Pode-se também avaliar o grau de nivelamento pélvico com uma régua de nível apoiada nas cristas ilíacas -> quando é produzido por discreto encurtamento dos MMII, pede-se ao paciente que eleve o calcanhar até que se corrija a coluna (altura para compensar no calçado).


Manobras buscam determinar pp a amplitude articular.
Difícil separar a mobilidade dos segmentos torácico e lombar.
Flexo-extensão mais ampla na lombar, enquanto a inclinação lateral se dá mais na coluna torácica.
- flexão até 45 graus.
- extensão até 45 graus.
- inclinação lateral até 45 graus de cada lado.


Flexão, extensão e rotação
Pct deve sentar-se em uma cadeira com o espaldar reto (para reduzir o movimento lombopélvico)
Inclinar-se para frente e em seguida para trás
Flexão: 20-45°
Extensão: 25-45°
Rotação: cruzar os braços na frente do corpo e girar para direita e esquerda

Pode ser colocada uma fita métrica entre as apófises espinhosas de C7 e T12 e obter um valor numérico com a diferença entre as posições normal e flexionada em torno de 2,5 cm. As limitações podem ser devidas à dor pelo processo básico do paciente ou por ancilose, no caso da espondilite (lembrar teste de Schober).

Teste da inclinação anterior

Examinador se abaixar para ter os olhos no mesmo nível da coluna do pct, que estará inclinada para a frente, até estar paralela ao solo, com os braços pendentes -> se escoliose, vai observar a giba costal ou lombar.

Pode ser medido a angulação e distância até a linha média -> acompanhamento da deformidade.


Existem limitações quando há dor e a escoliose possa ser antálgica -> contratura muscular e rigidez que impedem a flexão da coluna. Tumores costumam ser responsáveis por esses quadros.

Manobras e mensuração lateral
em pé
Pede-se ao paciente que se incline para a frente, tentando tocar o solo, com os joelhos em extensão absoluta.
A cifose se presente é acentuada.
A distância entre as pontas dos dedos e o solo é registrada em cm e serve para avaliar o alongamento durante o tto. A palpação dos músculos demonstra a presença de tensão exagerada.



A retração dos mm isquiotibiais (jarrete) impede a flexão do quadril -> deve-se identificar a espinha ilíaca ântero-superior e o grande trocanter femoral, para perceber se estão no mesmo nível quando em flexão => relacionada com a cifose do adolescente e deve ser reconhecida nessa fase.
Paciente de frente para a maca, coloque um dos pés sobre ela e tente alcançá-lo.

Mensuração torácica
Fita métrica no nível dos mamilos
Tire as medidas à expiração máxima
Pede-se para inspirar o máximo e tire novas medidas
Diferença entre as 2 leituras deve ser > 5 cm
Diferença menor de 2,5 cm pode ser um sinal de espondilite anquilosante
Posição sentada
Inspeção posterior, lateral e anterior
Pode ser feita rapidamente com o examinador circulando em torno da maca de exames, procurando alguma modificação produzida com a mudança para a posição sentada.
- aspecto da coluna
- obliquidades pélvicas e diferenças de comprimento dos membros inferiores influem na curvatura da coluna.
- aumento ou inversão da cifose ou lordose, bem como a projeção de cabeça e ombros sobre o tronco.


Palpação posterior
na posição sentada
- delimitar a escápula (2a a 7a/8a costela) e identificar sua espinha (apófise espinhosa da 3a vértebra torácica está nessa linha, quando os braços em posição anatômica).
- nos casos de escápula alta congênita, a palpação de seu ângulo superior pode identificar bandas fibrosas ou ósseas.


- a 7a vértebra cervical com sua apófise espinhosa saliente serve de referência para, a partir destes dois pontos, C7 e T3, palpar todas as demais vértebras.


- o ângulo inferior da escápula situa-se sobre T7 ou T8.
- as apófises de T9 a T11, pontos de inserção e tração muscular, são locais frequentes de dor de origem postural, que pode ser despertada por compressão digital.



- Queixa frequente de dor entre a escápula e a coluna é a afecção dos mm rombóides, de etiologia profissional (LER/DORT);
- Investigada pela palpação dos mm, q tem origem entre C7 e T5, e inserem-se na margem medial da escápula; são palpados com o MS em rotação interna máxima e adução.


- o gradeado costal deve ser palpado na sua totalidade, especialmente nas projeções das articulações costotransversas -> podem sofrer processo inflamatório nas espondiloartropatias e apresentam dor a palpação profunda.
- mm trapézio e grande dorsal devem ter seus limites bem definidos à palpação.


Manobras e mensuração (sentado)
Posterior

- rotações para a direita e para a esquerda, com a pelve fixada pela posição, podem atingir até 50 graus -> difícil separar a participação da coluna lombar, sendo importante é despertar dor ou identificar limitações ao exame da mobilidade torácica.
- percussão das lojas renais (Giordano).



- medir a expansão torácica com fita métrica ao redor do tórax, na altura dos mamilos, deve mostrar um amplitude de pelo menos 3 cm entre a expiração e inspiração profunda.
- nos pacientes com dor, limitação da mobilidade e discreta cifose, a redução é sinal de calcificação dos ligamentos costotransversos, como ocorre na espondilite anquilosante.


Retrações comuns aos portadores de cifose, especialmente adolescentes, incluem outros mm além dos isquiotibiais, como os peitorais.
-> com abdução dos ombros a 90 graus, o examinador pode tracionar os braços para trás avaliando a flexibilidade e o grau de retração.

Deitada - ventral
- palpação dos pontos dolorosos já conhecidos deve ser realizada novamente, tentando a localização anatômica exata.
- hiperextensão da coluna, pedindo para o pct elevar os braços e o tronco enquanto o examinador fixa as pernas, deve produzir retificação da cifose; nos portadores de cifose fixa, estruturada, haverá cifose residual.


- observar se deformidades previamente identificadas sofreram alguma mudança com a diferença de posição, indicando maior flexibilidade da curva. No caso de escoliose, a inclinação lateral para cada lado, forçada, também avalia a flexibilidade.

Deitada - dorsal
- alterações das costelas e do esterno (pectus) são verificadas com detalhes.
- as articulações das cartilagens costais são palpadas individualmente, podendo despertar dor, como na síndrome de Tietze (inflamações condrocostais).


Os nervos torácicos seguem as costelas, com direção ântero-inferior:
- T4 na altura dos mamilos
- T7 apófise xifóide
- T10 cicatriz umbilical
- T12 virilha

Decúbitos laterais (direito e esquerdo)

- palpação de arcos costais
- rotação da coluna, especialmente na pesquisa de dor, pode ser realizada passivamente pelo examinador, fixando e empurrando a pelve para um lado e trazendo o ombro oposto para o outro.
Back to top Personal Gallery of marcio
Display posts from previous:   
   Board Index
   -> Estudo, temas
View previous topic Tell A FriendPrintable versionDownload TopicPrivate MessagesRefresh page View next topic

Page 1 of 1  [ 4 Posts ]
 


Jump to:   

Similar Topics
Topic Forum Author Replies
No new posts [KB] Doenças reumatológicas na coluna temas marcio 1
No new posts [KB] Anatomia da coluna temas marcio 1
No new posts Trauma na coluna, doença do motoneurô... discussão marcio 0
No new posts [ Poll ] Coluna 0004 ortopedia Dublê 0
No new posts [ Poll ] Coluna 0003 Princípios Dublê 0

 

A página foi atualizada para www.TraumatologiaeOrtopedia.com.br => plataforma mais moderna, com mais interação. Todos os artigos e arquivos foram renovados. Os usuários agora podem:
- Atualizar os artigos;
- Promover seus consultórios;
- Criar grupos privados para sua residência ou liga de medicina;
- Treinar com questões e avaliar sua performance;
- E muito mais, confira, participe e contribua.
Espero que continuem curtindo, do autor: Ortopedista Especialista em Joelho Dr. Márcio Silveira

 

Mapa do Site    FAQ    Crie um site como este

Copyright © 2012 - 2020 TraumatologiaeOrtopedia.com | Desenvolvido em phpBB

Search: