Traumatologia e Ortopedia

[KB] Fratura-luxação de Lisfranc

Author:  marcio [ 3/4/2014, 12:06 ]
Post subject:  [KB] Fratura-luxação de Lisfranc

Category: Pé e tornozelo (8)
Article Type: Trauma

Article Name: Fratura-luxação de Lisfranc
Author: Dublê
Description: ossos do tarso e antepé

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Author:  Dublê [ 3/4/2014, 12:09 ]
Post subject:  Re: [KB] Fratura-luxação de Lisfranc

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Resumo para prova oral

Lisfranc

Def: Lesões da articulação tarso-metatársica
Epi: 4%/ano no futebol americano/ Alta energia/
Mec: Direto no dorso do pé/ Indireto flexão plantar
Class: Quénu&Küss mod Myerson:
Tipo A – Desvio homolaterais dos 5 MTT c/ ou s/ #
Tipo B – Parcial dos MTT (B1 – medial/ B2- lateral )
Tipo C – Divergentes ( C1-parcial/ C2-completa )
Cl : Dor e edema dorsais/ Teste da rotação/ Equimose plantar/ Avaliar sd. compartimento
Rx: AP+P+Ob Com carga / Avaliar parâmetros / Floco
RNM – se rx inconclusivo
Tto: Redução anatômica (<2mm) para prevenir artrose / Se sem desvio – bota 6+6 / Se desvio pequeno – redução fechada e fixação percutânea / Se grande desvio – redução aberta e fixação interna
Téc: Parafusos p/ 1º,2ºe3º e FK p/ 4ºe5º (móveis)

Dica: -Os bloqueios mecânicos que dificultam a redução incluem a impactação das superfícies articulares, a interposição do tibial anterior entre o 1º e 2º metatarsos (TARO 2007)


Fraturas do 5ºMTT

Base1- Avulsão pela aponeurose plantar em inversão do pé. Tamanho variável.Pouco deslocada e estável. Avaliar tornozelo. Tto sintomático c/ carga com solado rígido 6-8sem.
Base2- Metafisiodiafisária em adução do pé por tensão lateral. Tto carga com bota 6sem + proteção
Base3 - Estresse.Atletas.Rara.Esclerótica.Tto gesso por 3 meses
# do Bailarino – Espiral.Rotação em pé fletido. . Tto sintomático c/ carga com solado rígido 6-8sem.
Cirurgia : Pseudo-artroses sintomáticas na zona 3: Desbridamento + enxertia + compressão c/ parafuso de tração 3.5mm. # articulares com desvio com fio K. Obs: Se muito cominutiva : tto conservador

Author:  marcio [ 14/7/2015, 19:42 ]
Post subject:  Re: [KB] Fratura-luxação de Lisfranc

Fraturas dos ossos do mediopé (tarso) e antepé

Fratura do navicular

- Tibial posterior pode interpor - Geralmente associada a outras lesões articulares

- Três tipos de lesão

- Avulsão cortical
- Traumatismo torcional com lesão anterior do deltóide
- Tratamento: bota gessada para marcha por 6 semanas
- Se > 20-30% do osso: cirurgia

- Fratura da tuberosidade
- Lesão em eversão com tendão tibial posterior sendo arrancado
- Se associada a esmagamento do cubóide: pode indicar luxação ou subluxação oculta da Lisfranc
- Tratamento: bota gessada para marcha
- Se desvio proximal > 1 cm: cirurgia

- Fraturas do corpo
- Associada a outras lesões mediotarsais
- Sem desvio: bota gessada - Desvidadas: tratamento cirúrgico

Fratura do cubóide

- Lesão mais comum: efeito quebra-nozes
- Se impacção mínima: bota gessada
- Se perda do comprimento ou alinhamento da coluna lateral: evolução com disfunção ao redor da calcaneocuboídea e do tendão fibular longo
- RC + FI ou artrodese primária

Fratura de metatarsos

Fratura proximal do 5o

Classificação de Dameron, Lawrence & Botte

Zona I: compreende a articulação tarso metatársica
- 90% das fraturas
- Avulsão pela corda lateral da aponeurose plantar
- tratamento conservador com analgesia e imobilização com gesso
- Fratura intra-articular desviada opta-se por redução abeta + FI

Zona II: fratura na junção metáfise-diáfise
- Área de 1,5 cm entre a Zona I e a Zona III
- tratamento igual à da zona I mas com consolidação mais lenta
- cirurgia se desvio > 5 mm

Zona III: mais freqüentemente causada por estresse em atletas
- tratamento conservador ruim pelo tempo prolongado de consolidação
- Mais relacionadas a pseudoartrose
- Geralmente de indicação cirúrgica





Fratura do 1° metatarsal (Rockwood)


Definição

Perda da arquitetura óssea habitual do 1° metatarsal assim como sua capacidade de desempenhar sua função. (Setenta)


Anatomia / fisiopatologia

Inserções do tibial anterior (plantar medial) e do fibular longo (plantar lateral).
TA eleva e o FL flexiona.
Não existe conexão entre os dois primeiros MTTs portanto é provável que qualquer desvio da fratura seja instável.


Mecanismo de trauma

Trauma direto  queda de objeto sobre o antepé.
Indireto  rotação do corpo com os artelhos fixos mais relacionado aos MTTs intermediários.


Quadro clínico

Dor, inchaço e impotência funcional.
Inchaço significativo e retesamento de partes moles deve levar a suspeita de síndrome compartimental.


Imagem

Radiografia  AP e P com carga


Classificação

OTA descreve o padrão mas não relaciona com o tratamento, n° 81 A extra-articular, B parcialmente articular e em cunha da diáfise, C articulares ou diafisárias mais complexas.


Diagnóstico diferencial

Não tem no rockwood
Lesão de Lisfrank, contusões, entorses e fraturas do antepé. (Noventa)


Tratamento

Radiografias com carga e a possibilidade de deslocar a fratura manualmente mostra instabilidade que exigira fixação.
Fratura isolada e estável bota gessada 4 a 6 semanas pé na posição plantígrada. (pte DV com joelho fletido)
Fraturas instáveis simples da diáfise  FK percutâneo ou RAFI com parafusos (2,7mm).
Fraturas instáveis transversas opção é placa e parafuso.
Fraturas graves fixação externa (ossos intactos do mediopé e falange).
Se houver duvida da estabilidade tarso MTT devera ser fixada com parafuso 3,5mm.
Fraturas da cabeça e colo reduzidas anatomicamente e fixadas com FK.


Pós-operatório

Apoio a partir de 8 a 10 semanas.
Placa tarso-metatarsal retirada com 6 meses.


Complicações

Consolidação viciosa.
Pseudartrose.
Artrose.
Metatarsalgia.


 

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