Traumatologia e Ortopedia

[KB] Fratura transtrocanteriana

Author:  marcio [ 1/5/2014, 20:22 ]
Post subject:  [KB] Fratura transtrocanteriana

Category: Quadril (3)
Article Type: Trauma

Article Name: Fratura transtrocanteriana
Author: márcio
Description: intertrocantérica

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Author:  marcio [ 1/5/2014, 20:37 ]
Post subject:  Re: [KB] Fratura transtrocanteriana

Baumgartner divulgou o conceito de uma medida chamada ¨tip-apex distance¨ (TAD) para determinar a posição do parafuso deslizante na cabeça do fêmur. Esta medida em mm é a soma da distância da ponta do parafuso ao ápice da cabeça femoral nas incidências radiológicas AP e Perfil, após o controle da magnificação radiográfica. Conforme o autor, a distância TAD é o fator mais importante, mas não único a influenciar a probabilidade de escape (¨cutout¨). Este recomenda que o fio-guia seja reposicionado se esta distância for maior que 25 mm.


O objetivo da cirurgia é atingir uma redução anatômica e estável. Quanto maior o fragmento póstero-medial, mais sua redução e fixação contribuem para a capacidade de resistência à carga. As osteotomias de medialização não oferecem tantos benefícios quanto a redução anatômica quando é usado um sistema de parafuso deslizante. Fxs instáveis bem alinhadas evoluem para uma posição medial estável por um colapso controlado.

Os parafusos deslizantes no quadril são os dispositivos mais comumente usados para fixação destas fxs. A melhor posição radiográfica do parafuso é no centro da cabeça femoral, tanto no AP quanto no perfil, chegando até a 1 cm do osso subcondral. O ângulo da placa lateral é o que menos importa. Uma fratura tipo oblìqua reversa não se beneficia da propriedade de deslizamento do parafuso de ¨compressão¨. Outros dispositivos podem ser mais apropriados para contrabalançar as forças de deslocamento medial. Embora não haja consenso na literatura, estas fxs têm sido tratadas com sucesso com hastes bloqueadas, ou placa condília ou D.C.S. ou parafuso deslizante acoplado a dispositivo intramedular

O tto das fxs intertrocantéricas do fêmur tem sido conduzido com muitos dispositivos. Hastes condilocefálicas intramedulares, flexíveis ou rígidas, têm tido algum sucesso, embora sejam altos os índices de complicação, especialmente em fxs instáveis. De acordo com a revisão sistemática (Hastes condilocefálicas versus implantes extramedulares para fraturas extracapsulares do quadril), qualquer vantagem de desfechos intra-operatórios de hastes condilocefálicas é anulada pelo aumento de nas complicações da consolidação da fx, índice de revisão, dor residual e deformidade do membro quando comparado com um implante extramedular, particularmente um parafuso deslizante. O uso de hastes condilcefálicas (em particular as hastes de Ender), para as fraturas trocantéricas não é o mais apropriado

Parafusos cefálicos acoplados a hastes intramedulares curtas (exemplo: pregos gama) proporcionam muitas vantagens biomecânicas no cuidado das fxs peritrocantéricas. Sua posição intramedular medializa o movimento inercial, permitindo uma distribuição da carga mais efetiva ao calcar femoral; seu braço de alavanca mais curto diminui o momento de flexão; seu parafuso deslizante permite o controle da impacção da fx. A técnica cirúrgica para inserção requer menor exposição do local da fx. Estudos clínicos recentes provaram não haver diferença significativa em termos de tempo cirúrgico, perda de sangue e exposição ao intensificador de imagem. Estes parafusos em hastes intramedulares curtas têm trazido resultados comparáveis ao parafuso deslizante em placa lateral; contudo, fraturas femorais secundárias raras mas problemáticas têm sido descritas no extremo distal daquele dispositivo. De acordo com a revisão sistemática (Hastes cefalocondilares e Gamma versus implantes extracapsulares para fraturas extracapsulares do quadril), o parafuso deslizante parece ser superior quando seu índice de complicações é comparado às hastes intramedulares. Futuros estudos serão necessários para determinar se diferentes tipos de hastes produzem resltados similares, ou se a escolha das hastes intramedulares têm vantagens sobre os tipos de fraturas (por exemplo, linhas de fratura reversas e fxs subtrocantéricas)




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